Transtorno do Espectro Autista e a inclusão na Educação Infantil

* Marlon Braz da Silva – professor

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do desenvolvimento neurológico que pode comprometer as habilidades sociais e de comunicação, porém os sintomas não surgem de forma igualitária para todos os portadores do distúrbio, necessitando de estudos e atendimentos individualizados.

O TEA é um distúrbio do desenvolvimento neurológico de início precoce, caracterizado por comprometimento das habilidades sociais e de comunicação, além de comportamentos estereotipados. O fenótipo das pessoas com TEA pode variar muito, abrangendo desde indivíduos com deficiência intelectual grave e baixo desempenho em habilidades comportamentais adaptativas, até indivíduos com quociente de inteligência normal, que levam uma vida independente. Estes sintomas podem aparecer de forma simultânea limitando e dificultando as atividades diárias, também podem apresentar uma série de outras complicações, como hiperatividade, distúrbios de sono, gastrintestinais e epilepsia, tornando-os dependentes, necessitando de cuidados especiais. É também comum se observar crianças autistas fascinadas por certos estímulos visuais, como luzes piscando e reflexos de espelho bem como tendo certas aversões ou preferências por gostos, cheiros e texturas específicas.

Diante das colocações apresentadas, entende-se que o TEA não se apresenta como algo linear, já que não há uma fórmula para evidenciar sintomas relacionados ao autismo. Identificar um sujeito com autismo é lembrar que as características citadas são indissociáveis, podendo ser evidentes ou não, de acordo com seu nível de gravidade. Contudo, os sintomas não surgem de forma igualitária para todos os sujeitos. É preciso reconhecer que por mais parecidos que sejam, cada situação é singular, nenhum autista é igual ao outro.

Sendo assim, o professor da Educação Infantil ao perceber no aluno algumas características de TEA precisa fazer o “estudo de caso” da criança, buscando informações junto aos familiares, que nem sempre estarão dispostos a ajudar; buscar ajuda com profissionais como: orientadores educacionais, psicólogas, e médicos, conforme o caso. Só assim com um diagnóstico mais preciso pode direcionar o trabalho pedagógico considerando as necessidades e dificuldades do aluno. Entretendo, como professores, precisamos conquistar a confiança dos familiares e da criança com TEA, o que nem sempre é fácil. Estudo, dedicação, compreensão e amor são os melhores aliados para que a verdadeira inclusão do aluno com TEA aconteça na Educação Infantil.