MIELOMENINGOCELE: Malformação/Superação

Mielomeningocele, também conhecida como espinha bífida aberta, é uma malformação congênita da coluna vertebral da criança em que as meninges, a medula e as raízes nervosas estão expostas. Existem vários níveis como S1, S2, T1, T2, cada nível com uma determinada sequela. Os CIDs da Mielo são Q05 e variam conforme cada indivíduo. Quase todos os pacientes apresentam algum grau de fraqueza nas pernas e incontinência urinária e fecal.

A causa não foi comprovada cientificamente, mas pode ser a deficiência de ácido fólico. Ele é um importante nutriente para o desenvolvimento saudável de um bebê. O folato é a forma natural da vitamina B9. O ácido fólico é a forma sintética da vitamina B9, encontrado muito em suplementos e alimentos fortificados. A deficiência deste nutriente aumenta o risco de espinha bífida e de outros defeitos da coluna vertebral.

Alguns dos comprometimentos Neurológicos com a Mielomeningocele

  • Fraqueza muscular das pernas, às vezes envolvendo paralisia;
  • Perda de controle intestinais e da bexiga neurogênica;
  • Insensibilidade parcial ou total;
  • Convulsões;
  • Problemas ortopédicos, como pés tortos congênitos, quadris irregulares e escoliose;
  • Hidrocefalia;
  • Alterações do aparelho urinário, podendo causar danos aos rins ou incontinência urinária total (falta de controle do xixi);
  • No aparelho digestivo, pode causar a constipação intestinal (o cocô não sai) e a incontinência fecal (falta de controle do cocô);

Como mãe de um Mielinho, apelido carinhoso que dei, vejo no meu filho uma luta constante junto a Mielomeningocele. A superação, a autonomia de um menino que nasceu com ela e faz da sua vida um exemplo de garra e força para vencer. Quem conhece o Luís Henrique fala: “Ah, ele é um menino que faz uso de cadeira de rodas”, “menino com deficiência”, mas nem imagina que ele, ao nascer, passou pela cirurgia da Mielo, ficando 30 dias em uma CTI neonatal. Nasceu com diagnóstico de Mielo, hidrocefalia, pés tortos congênitos, bexiga neurogênica e intestinos. No dia que saímos do hospital, sabia que carregava um milagre nas mãos e para surpresa eu cresci como ser humano. Sim, eu aprendi a ter fé e lutar pelo meu guri.

* Por Shaiane Silva Haas