A inclusão escolar através do atendimento educacional especializado

* Maria Aparecida Portella da Silva Hauschild

RESUMO

O presente artigo discorre sobre a inclusão escolar através do atendimento educacional especializado. Busca como objetivo geral estudar a importância da inclusão escolar de alunos portadores de necessidades educativas especiais e analisar como é realizado o atendimento educacional especializado com os alunos que tem dificuldades de aprendizagem para que ocorra a efetivação da aprendizagem indo além da inclusão social meramente. A partir daí, traçam-se os objetivos específicos que são estudar a questão da inclusão escolar através do atendimento educacional especializado e conhecer a importância do mesmo. A seguir é apresentada a revisão bibliográfica existente sobre o assunto. Esse trabalho evidencia uma preocupação com relação à inclusão escolar de alunos portadores de necessidades educacionais especiais. A expectativa em socializar este conhecimento, é contribuir para que os alunos portadores de necessidades educacionais especiais tenham acesso ao atendimento educacional especializado. Sendo assim é de fundamental importância que os governos cumpram a legislação vigente através de suas políticas públicas, que promovam ações integradoras e inclusivas nas escolas para efetivar a inclusão escolar dos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais, disponibilizando um atendimento educacional especializado.

Palavras chave: Alunos. Necessidades educacionais especiais. Inclusão escolar. Atendimento educacional especializado.

Introdução

O presente trabalho pretende analisar a questão da inclusão escolar, bem como sua indispensável efetivação. Através deste estudo busca-se trazer questionamentos sobre como se dá a inclusão de fato. Pretende-se também trazer subsídios teóricos de estudiosos que apresentem alternativas e saídas para que a inclusão escolar ocorra de fato. O principal aspecto que se pretende discutir é a necessidade e urgência do atendimento especializado para alunos com necessidades especiais.

Neste trabalho serão abordados alguns temas como: investigação, utilização da nomenclatura, formação do professor, satisfações, insatisfações, dificuldades, problemas, ensino e aprendizagem.

Inicia-se o artigo com discorrendo sobre a evolução dos conceitos utilizados para alunos de inclusão. É apresentado no presente trabalho as divergências de opiniões entre os diferentes teóricos no que se refere ao assunto, pois muitas são as terminologias utilizadas. Aborda-se a questão do preconceito e a influência das políticas educacionais sobre a questão.

O presente artigo apresenta uma alternativa para o sucesso no atendimento a alunos de inclusão, que é o atendimento especializado para o aluno portador de necessidades especiais. Apresenta o embasamento teórico sobre a questão e a legislação específica que norteia esta prática.

Além do que já é consenso geral, a necessidade de mais profissionais nas instituições de ensino para atenderem as demandas advindas da inclusão, sugere-se no presente trabalho, entre outros profissionais especializados, a importância da atuação do psicopedagogo para prevenir e eliminar dificuldades, otimizando o aprendizado.

Por fim, aborda-se a importância das atividades práticas para o sucesso da inclusão, citando a legislação específica sobre o assunto e apontando para alguns avanços que vem despontando especialmente nas instituições.

Diferentes conceitos de necessidades especiais e terminologias

A importância desse trabalho é proporcionar uma reflexão sobre o tema inclusão escolar para alunos com necessidades educacionais especiais e com dificuldades de aprendizagem. O tema do presente artigo é a questão desse atendimento feito com alunos de necessidades educacionais especiais na educação especial e inclusiva. Mas então nos perguntamos como funciona esse tipo de atendimento, sendo que sabemos que o mesmo está voltado para ajudar alunos com necessidades. Assim através da pesquisa e leitura desse tema em literatura específica percebemos que esse atendimento está voltado para os alunos que apresentam dificuldades diversas.

Aqui pretende-se discutir os termos inclusão e integração e seus diferentes usos em alguns textos oficiais, que há tempos aparecem nos livros e citações com o objetivo de rever, e elaborar melhor o conceito de educação especial com o auxílio da proposta da inclusão em educação. Com isso foi percebido que apareceram muitas dúvidas sobre estes termos como: São a mesma coisa? O que as diferencia? O que significam cada termo afinal? Colocar um aluno com dificuldades na sala do ensino regular é incluir? Mas isso não era o que fazíamos no período em que se falava de integração? Todas estas questões são citadas por muitos estudiosos do assunto, tanto professores como outros profissionais que trabalham com educação.

A Política Nacional de Educação Especial, de 1994 define que:

Pessoa portadora de necessidades especiais é a que apresenta, em caráter permanente ou temporário, algum tipo de deficiência física, sensorial, cognitiva, múltipla, condutas típicas ou altas habilidades, necessitando, por isso, de recursos especializados para desenvolver mais plenamente o seu potencial e/ou superar ou minimizar suas dificuldades. No contexto escolar, costumam ser chamadas de pessoas portadoras de necessidades educativas especiais (BRIZOLLA apud STOBÄUS; MOSQUERA, 2006, p. 244).

Para entender a definição das dificuldades para a aprendizagem, é oportuno assimilar primeiro o conceito de aprendizagem. De acordo com Rotta (2006, p. 116), o conhecimento neurológico que se tem atualmente nos informa que “o ato de aprender se passa no sistema nervoso central, onde ocorrem modificações funcionais e condutais, que dependem do contingente genético de cada indivíduo e do ambiente onde esse ser está inserido.”

Esta autora diferencia dificuldades de aprendizagem de transtornos de aprendizagem, considerando a primeira situação “um termo genérico que abrange um grupo heterogêneo de problemas capazes de alterar as possibilidades de a criança aprender”, (Rotta, 2006, p. 116). Porém, a segunda situação deve-se a alterações no sistema nervoso central, constituindo uma condição específica, deve referir-se as dificuldades primarias ou específicas, que se devem as alterações do sistema nervoso central.

Segundo Fonseca (apud PORTO, 2007, p. 57):

Dificuldades de aprendizagem é um termo geral que se refere a um grupo heterogêneo de desordens manifestadas por dificuldades significativas na aquisição e utilização de compreensão auditiva, da fala, da leitura, da escrita e do raciocínio matemático. Tais desordens, consideradas intrínsecas ao indivíduo, presumindo-se que sejam devidas a uma disfunção do sistema nervoso central, podem ocorrer durante toda a vida. Problemas na autorregulação do comportamento, na percepção social e na interação social podem existir com as dificuldades de aprendizagem. Apesar de que as dificuldades de aprendizagem ocorrem com outras deficiências (por exemplo, deficiência sensorial, deficiência mental, distúrbios socioemocionais) ou com influências extrínsecas (por exemplo, diferenças culturais insuficientes ou inapropriada instrução), elas não são resultado dessas condições.

De acordo com Edler Carvalho (2011, p. 45): “as necessidades educativas especiais se referem a todas as crianças e jovens cujas necessidades decorrem de sua capacidade ou de sua dificuldade de aprendizagem.” Assim somos levados a alguns objetivos, o primeiro é estabelecer as diferenças entre inclusão e integração, o segundo prioriza lembrar as partes de um mesmo processo histórico e o terceiro objetivo pretende ilustrar o que está presente nessas confusas situações.

Declaração de Salamanca sob responsabilidade da UNESCO de 1994 (apud SANTOS, 2002, p. 109) também trata do assunto:

Na atualidade, considerando a realidade brasileira é possível dizer com certa precisão que estamos em um momento de uma discussão intensa a respeito de uma ou outra alternativa. Podemos identificar que os autores contemporâneos percebem as diferenças entre integração e inclusão e fazem questão de fazer uma apresentação das mesmas.

Segundo Werneck (apud SANTOS, 2002) “o processo de integração através da corrente principal é definido pelo chamado sistema de cascatas e a inclusão vista vai surgir para questionar o conceito de cascata.” Percebe-se dessa forma com muita clareza que a inclusão se caracteriza por um rompimento com conceitos que eram usados e uma alteração de modelos e paradigmas quando comparada com a integração. De acordo com Santos (2002, p. 108) “não podemos esquecer que nesta luta sempre esteve presente a preocupação com todos os grupos excluídos e não apenas com os portadores de deficiência.” Dessa maneira a integração ainda representa o que é possível realizar e o que está mais próximo do alcance da educação para todos. Pode-se entender que o texto da própria Declaração de Salamanca que é um documento tão generalizador por todo mundo e leva a sonhar, planejar e fazer reformas educacionais, em vários países alterna entre os termos integração e inclusão.

Segundo a UNESCO (apud SANTOS, 2002) as mudanças na terminologia são necessárias para refletir as mudanças políticas e práticas, um exemplo específico é a mudança de educação especial para educação inclusiva. Como se pode ver ainda que seja preciso fazer distinção entre as palavras integração e inclusão isto não se deu de fato, considera que houve apenas um esboço na época da elaboração da Declaração de Salamanca.

Considera-se que, se a educação inclusiva fosse substituída pela educação especial, seria uma incoerência efetivar a eliminação mesmo que conceitual de tudo o que se produziu até educação especial. E então se pergunta como podemos acreditar e falar em uma educação que seja de fato inclusiva sem consideramos os aspectos relevantes que aparecem na integração e como é possível incluir sem integrar? Surgindo, então, uma outra questão que permite considerações: “como podemos levar em conta o que há para ser mudado se desconsiderarmos o que tem sido feito?” (SANTOS, 2002, p. 111). De acordo com Santos (2002), toda a sociedade deve se engajar, cabe se reformular e se envolver no esforço, buscando toda a comunidade escolar propósitos para que a inclusão deixe de ser apenas um discurso e se torne realidade.

Com relação a tudo isso, pode-se ainda chamar a atenção sobre algo muito importante: redefinir educação especial a qual independentemente da discussão entre integração e inclusão é um aspecto que fica extremamente claro na Declaração de Salamanca onde foi marcado um novo ponto de partida para milhões de crianças sem acesso à educação e “a preocupação em redefinir o papel da educação especial no que diz respeito a dois aspectos que são relativos aos alunos e ao seu foco de ação.” (SANTOS, 2002, p. 113). Conforme afirma esta autora (2002), podemos perceber que, em relação ao seu alunado, fica claro por que antes havia dúvidas sobre se o termo de deficiência podia ser definido como é agora, essa dúvida cede seu lugar para a certeza de que não existe limite. Porém quanto ao foco de ação a consequência é clara se o alunado é potencialmente qualquer indivíduo a oferta educacional não pode estar centrada apenas em torno do lidar com as deficiências.

Significação prática dos aspectos aqui discutidos “parece clara em que existe uma reformulação como sempre foi necessário de nossas posturas, de nossas concepções e de algumas possíveis formas de como nos organizarmos para receber a todos”. (SANTOS, 2002, p. 114). Estas reflexões demonstram que, apesar de aparentemente esgotada, a discussão sobre as diferenças entre os conceitos de inclusão e integração se estenderam por longo tempo, pode-se mesmo dizer que não se encontram encerradas.

Por fim, apesar das confusões que traz, a Declaração de Salamanca representou um passo importante na história da educação considerando que trouxe uma nova dimensão à educação especial em termos dos alunos e de seu foco de ação. Isso também permite perceber que por intermédio da mesma declaração toda a educação é especial porque deve atender com qualidade a todos os alunos considerando, de acordo com Santos (2002, p. 115) “a criação de culturas inclusivas, o desenvolvimento de políticas inclusivas e a orquestração de práticas de inclusão.” Por isso deve-se construir uma comunidade inclusiva com estabelecimento de valores inclusivos.

Para Edler Carvalho (2011, p. 37), “apesar dos avanços conseguidos na concepção da educação como dimensão central dos países com vistas ao desenvolvimento sustentado nos aspectos econômico e social”, ainda existem barreiras muito grandes com as quais é necessário conviver para assegurar escolas de boa qualidade para todos.

As expressões necessidades especiais e necessidades educacionais especiais são denominações propostas e, muitas vezes, usadas como sinônimos pelos que trabalham em educação especial, para substituir várias outras atribuições dadas aos alunos. Também se inclui no presente trabalho outra abordagem para a discussão de terminologias:

Usando uma imagem da psicologia da forma, a deficiência deixa de ser a figura passando a ser o fundo de um contexto no qual a sociedade tem principal papel, seja na promoção das necessidades especiais de determinadas pessoas ou grupos, seja na satisfação dessas necessidades. (CARVALHO, 2011, p. 39)

A autora citada introduz “o conceito de necessidades educacionais especiais, em substituição das categorias deficiência ou desajustamento social e educacional” (CARVALHO, 2011, p. 41), continuando os questionamentos sobre a importância das categorias de classificação. Os termos incapacidade e desvantagem educacional são associadas às dificuldades de aprendizagem que foram levantadas, pois acredita-se, não existe relação direta entre as incapacidades físicas, mentais e sensoriais e as dificuldades educacionais enfrentadas pelos alunos.

Conforme afirma Edler Carvalho (2011, p. 49):

Como a expressão necessidades educacionais especiais é muito abrangente e se consagrou na educação especial, o que se constata é a rotulação de todos os alunos que se encaixam na nomenclatura como deficientes, alunado da educação especial, ainda percebida como a outra educação, que não a regular.

As estatísticas apresentam no documento (Declaração de Salamanca) que muito grande é a proporção de alunos com dificuldades de aprendizagem que não são portadores de deficiência física, mental, sensorial e múltipla. Nesse caso a família deve suprir as necessidades referentes à: meios especiais de acesso ao currículo, adequações curriculares e análises e intervenções no meio ambiente no qual a criança está sendo educada, particularmente nos aspectos emocionais e sociais. A aceitação destes alunos como pessoas iguais aos demais, o modo como são tratados, aceitos ou não pela família e sociedade torna-se perceptível.

De acordo com Kortmann (2006, p. 230): O portador de necessidades especiais sempre irá refletir o modo pelo qual a sua família e pessoas colaterais o concebem como pessoa. Sua conduta denuncia os sentimentos que estão por trás de certas atitudes, na maioria das vezes inconscientes, daqueles com os quais convive mais diretamente em seu meio de origem.

Segundo Edler Carvalho (2011, p. 46): As escolas integradoras pressupõem uma pedagogia centrada no aluno, que permita identificar suas necessidades, para suprir com vistas ao seu pleno desenvolvimento e em respeito aos seus direitos de cidadania de pretender e de participar e nelas os alunos com necessidades educacionais especiais devem, sempre que possível aprender junto com seus pares, ditos normais, para fomentar a solidariedade entre todos.

Constata-se que a autora acima citada aponta um objetivo bastante evidente nas escolas integradoras, as quais atenderiam às necessidades especiais dos educandos, mas também teriam a função de favorecer mudanças de atitude, eliminando qualquer forma de exclusão dos alunos tidos como problema, substituindo por novas posturas de “aceitação das diferenças e reciprocidade no relacionamento, em vez de piedade ou de tolerância.” (CARVALHO, 2011, p. 46). Segundo Bridi (2009, p. 7): O conceito de necessidades educacionais especiais permite que se questionem as categorias de classificação das deficiências, deslocando a ênfase do aluno com deficiência para centrar-se na resposta educativa da escola, sem desrespeitar ou negar a circunstância vivida pelo aluno. Um dos aspectos inovadores desse conceito evidencia-se na relação estabelecida entre alunos com deficiência que apresentam dificuldades escolares e aqueles sem deficiência, mas com dificuldades de aprendizagem. Nesse sentido o relatório sugere ainda que a expressão sirva para representar todas as exigências vividas pelos alunos durante sua vida escolar.

As barreiras à aprendizagem dependem do contexto onde são criadas, perpetuadas ou, muitas vezes e, felizmente, eliminadas. O objetivo geral é reduzir a exclusão acadêmica e social do processo educacional e divulgar as boas práticas pedagógicas que estimulem e garantam a aprendizagem dos alunos.

O tema inclusão tem sido intensamente debatido no mundo nos últimos anos, pois a educação perpassou momentos históricos de exclusão onde somente os filhos de pessoas com poder aquisitivo elevado tinham acesso à escola (ROSA, 2008). Houve tempo em que a população negra também foi discriminada e eles não podiam, entre outras coisas, frequentar as aulas por serem vistas como inferiores.

Sabe-se que a inclusão não é pura e simplesmente colocar a criança na escola e deixar a mesma para ser cuidada única e exclusivamente pela professora da turma para que ela de conta da educação daquela criança.

A educação se encontra dentro deste contexto, pois “os professores são resultado de uma educação bancária e elitista, em que ele trabalha nesta rede, reproduzindo o que recebeu, para que tudo certo”. (ROSA, 2008, p. 217). Esta autora diz que: Atualmente, na educação, faz-se uma chamada para que as famílias tragam seus filhos com necessidades educativas especiais para as escolas, no entanto os investimentos em educação são os mesmos ou até menores dos que se tinha antes do advento inclusão. (ROSA, 2008, p. 217).

Mesmo sendo inserido em um ambiente escolar, o aluno não deixa de lado suas características individuais, que são uma marca da riqueza humana que deve ser explorada em sala de aula. “Cada um é singular, daí que qualquer tentativa de homogeneização do ensino se traduza em fracasso”. (CHALITA, 2001, p. 138).

“Neste sentido, o convívio entre pessoas, independentemente de ser estimulado para garantir direitos é sempre oportuno e necessário, pois permite que se construam vínculos levando-nos a ver o outro em nós mesmos e vice-versa.” (CARVALHO, 2006, p. 45). É certo que o inverso também acontece: muitas pessoas tentam argumentar e provar que a verdadeira inclusão está muito longe de acontecer, enquanto que há profissionais que defendem a postura de que tem muito a fazer, mas o processo está andando. Segundo Edler Carvalho (2006): a exclusão nem sempre é visível, quando se manifesta por comportamento de evitação explícitos na separação física. A exclusão pode-se apresentar, muitas vezes, com formas dissimuladas, presentes nas representações sociais acerca dos excluídos. Este tipo de exclusão pode ser tão danoso às emoções das pessoas como a exclusão declarada.

Conforme afirma Edler Carvalho (2006, p. 58): “o aluno „aprisionado‟ em dificuldades que a escola ainda não sabe resolver, passa a ser considerado deficiente”, precisamos considerar os mecanismos excludentes que estão presentes na sociedade segundo seus preconceitos e o modelo de desenvolvimento que vigora no país. A adoção desse modelo ocasionou um processo de inchaço nas zonas urbanas, provocando mudanças das populações do campo em busca de trabalho nas indústrias das cidades, pois diminuíam suas economias provenientes das atividades rurais. As ações do governo se voltaram, predominantemente, para dar garantias ao desenvolvimento do capital, em detrimento da qualidade de vida de todas as pessoas, sem discriminação. O modelo econômico produziu desigualdade de oportunidade e, consequentemente, a exclusão social. Por isso percebemos que convivemos, infelizmente, com altos e inaceitáveis índices de desigualdade social.

Para Edler Carvalho (2011, p. 100):

Diante de uma realidade tão perversa, parece óbvio que nosso contingente de excluídos do acesso e usufruto dos bens e serviços historicamente acumulados é extremamente numeroso e que não é constituído, apenas, de pessoas com deficiência. Para qualquer dos excluídos, vários são os efeitos da exclusão, sendo alguns, irrecuperáveis. Mas a exclusão produz, ainda, efeitos econômicos, políticos, e culturais.

“A exclusão do ponto de vista econômico é uma espécie de circulo vicioso comum nos regimes capitalistas.” (CARVALHO, 2011, p. 101). Pelo ponto de vista político, o principal efeito de exclusão está na qualidade da cidadania e da participação dos excluídos na vida dos pais. Por fim no ponto de vista da cultura as vítimas são dominantemente veiculadas pelos meios de comunicação de massa. Sabemos que inúmeros e complexos são os desafios à inclusão escolar de pessoas com deficiência que são: as políticas educacionais, as recomendações internacionais e a opinião dos próprios deficientes e de suas famílias. Para Edler Carvalho (2011, p. 103):

Existem também desafios nas políticas educacionais que são: a base ideológica, a quantidade e a qualidade da oferta educativa, o sentido e o significado da proposta inclusiva e integradora, a valorização do magistério, a terminologia adotada para o alunado da educação especial, a administração dos sistemas educativos e a organização do atendimento educacional escolar.

Ainda para a autora acima citada, “as políticas educacionais, como políticas públicas, são definidas, implementadas e avaliadas em estreita relação com o desenvolvimento social dos países.” (CARVALHO, 2011, p. 103) Estas políticas educacionais retratam os tipos de regulação adotados por determinada sociedade, segundo a ideologia vigente.

Os desafios em relação às recomendações de organismos internacionais não estão nas recomendações, propriamente ditas, mas sim esses desafios estão voltados para a interpretação das recomendações, em busca de consenso nacional e no caso dos desafios em relação à opinião dos próprios deficientes e de suas famílias, as quais relatam que o maior desafio é o sentimento de rejeição.

Somos levados a refletir sobre a prática educativa vivenciada diretamente no contexto da educação infantil na inclusão de crianças com necessidades especiais, possibilitando ao educador desenvolver um olhar crítico sobre sua atuação e os resultados de suas ações, com objetivo de conscientizar e promover reflexões sobre a diferença da ação educativa baseada na afetividade e espontaneidade, contra aquela que é baseada no autoritarismo, nas diferenças e nos resultados.

A nossa história foi marcada na educação brasileira pela exclusão de crianças com necessidades especiais da escola regular que foram colocadas em escolas que eram preparadas para ela, ou seja, escolas para crianças especiais. Mas depois de um tempo após ter sido assinada uma lei dizendo que essas crianças deveriam frequentar a escola regular e que a situação foi mudando, ou seja, eles podiam ter acesso a lugares que antigamente era impossível e que com as mudanças feitas e pessoas capacitadas para receber tais pessoas que tinham dificuldades de locomoção e de aprendizagem se tornou possível.

Segundo Mantoan e Prieto (2006, p. 47), o artigo quinto da resolução dois de 2001:

Permite interpretar que houve uma tentativa tanto de ampliação da população que deve ser referida a partir de agora para o ensino especial quanto de abandonar as classificações categoriais tradicionais da clientela da Educação Especial, provavelmente em virtude da adoção do conceito de necessidades educacionais especiais.

A participação dos pais ou de outros responsáveis que cuidam e acompanham as crianças parece ser fundamental para o desenvolvimento, a aprendizagem e a interação da criança no contexto escolar. A deficiência se refere à perda, anormalidade de estrutura ou função de toda a alteração do corpo ou da aparência física, de um órgão ou de uma função, qualquer que seja a causa. As deficiências são de todos os tipos; moderadas ou graves. Mas é muito interessante observar o ser humano, pois enquanto que algumas pessoas com deficiências pequenas têm grandes dificuldades, entraves e problemas de autoestima e também vemos o extremo, seres humanos com limitadíssimos que se tornam exemplos de superação.

A incapacidade por sua vez se refere à restrição de atividades em decorrência das consequências de uma deficiência em termos de desempenho e atividade funcional do individuo e que representam as perturbações ao nível da própria pessoa.

Mantoan e Prieto (2006) ressaltam a necessidade de alcançar os objetivos amplamente conhecidos e estabelecidos na Constituição Federal de 1988 para a educação como “a erradicação do analfabetismo universalização do atendimento escolar e melhoria da qualidade de ensino.” (MANTOAN; PRIETO, 2006, p. 49). A escola inclusiva deveria ser chamada de escola para todos, pois esta sim está aberta totalmente para que qualquer pessoa possa ter uma educação digna, sem ser necessário estudar em uma escola especial, ou seja, uma escola que abrigue as diferenças e se enriqueça com elas em que a inclusão deve ser defendida e investida.

Pelo que foi visto acima, percebe-se que a educação inclusiva é uma tendência da atualidade que em nível local e internacional, é considerada desse tipo porque abre espaço para todas as crianças alcançando aquelas com necessidades especiais. As atividades realizadas nesse tipo de trabalho devem ser abertas e diversificadas de acordo com as características dos alunos e deve ter uma abordagem flexível em vários níveis de compreensão, entendimento, apropriação e desempenho dessas atividades, pois alguns alunos, conforme suas aptidões conseguirão realizar tarefas diferenciadas. O processo de ensino-aprendizagem do educando com ou sem deficiência ocorre num processo de respeito, diálogo e trocas de vivência, pois se o educador conseguir proporcionar a seu educando um ambiente saudável, estimulante e facilitador da aprendizagem não haverá no 12 ambiente escolar deficiência e nem diferenças, mas sim uma pratica pedagógica diferenciada e ao mesmo tempo simples, pois tudo se simplifica quando olhamos o outro como um ser humano comum, mas diferente de todos.

“A garantia de uma educação de qualidade para todos implica, dentre outros fatores, um redimensionamento da escola, que consiste não somente na aceitação, mas também na valorização das diferenças.” (FRIAS; MENEZES, 2009, p. 10). De acordo com Frias e Menezes (2009, p. 13): “Incluir pessoas com necessidades educacionais especiais na escola regular pressupõe uma grande reforma no sistema educacional.”

Para Salvi (2002, p. 2): Atualmente, todo o segmento de profissionais, pais e as próprias pessoas com necessidades educativas especiais denominam como inclusão um novo paradigma de pensamento e ação, no sentido de incluir todos os indivíduos socialmente, inclusive no contexto educacional.

Esta autora, como outros já citados no presente trabalho, não aceita rotulações, colocando o respeito, a dignidade e à busca da convivência harmoniosa entre todas as pessoas na sociedade acima de terminologias ou significações de ordem social. “No terceiro milênio é necessário aceitar e reconhecer que a deficiência é parte comum da variada condição humana.” (SALVI, 2002, p. 3).

Segundo Salvi (2002): Inclusão compreende um valor constitucional que, em si, deve concretizar a aceitação da diferença humana e respeitar a diversidade cultural e social. Não deve a inclusão, apenas, continuar proliferando boas intenções, pois, em muitos casos, vem travestida de atitudes de caridade, indignação e piedade.

O processo de inclusão caminha e certamente é um caminho sem possibilidade de volta, uma nova ordem de pensamento e ação envolve a sociedade. Na verdade, pessoas conscientes se perguntam como pode que seres humanos viviam isolados e marginalizados por terem alguma “deficiência”.

Conforme Salvi (2002, p. 8), estamos “longe de obter respostas imediatas para a problemática da inclusão do portador de necessidades educativas especiais no contexto educacional”, mas vislumbramos uma variedade sem limites de perspectivas e desafios para uma verdadeira efetivação dessa nova modalidade de ensino. Para Dutra (2006, p. 32): “as expressões “necessidades especiais” e “necessidades educacionais especiais” são usadas pelos que trabalham em educação especial para substituir várias outras, atribuídas ao alunado por ela atendido.” Segundo o mesmo autor “também se incluem, nessa condição, outros alunos como os que apresentam condutas típicas de distúrbios invasivos do desenvolvimento e os de altas habilidades ou superdotados.” (DUTRA, 2006, p. 33). No âmbito escolar a expressão necessidades educacionais especiais tem uma grande abrangência e até mesmo por falta informações adequadas, passa a ser amplamente usada por profissionais da educação especial. A educação especial, Dutra (2006, p. 40) “tem sido atualmente definida no Brasil segundo uma perspectiva mais ampla, que ultrapassa a concepção de atendimentos especializados, tal como vinha sendo a sua marca nos últimos tempos.” Este autor afirma que:

A expressão necessidades educacionais especiais pode ser utilizada para referir-se a crianças e jovens cujas necessidades decorrem de sua elevada capacidade ou de suas dificuldades para aprender, a qual está associada a dificuldades de aprendizagem, não necessariamente vinculada à deficiência. (DUTRA, 2006, p. 42).

Independentemente da terminologia, o que se constata é que o atendimento educacional especializado para os casos de inclusão é indispensável. Segundo Wallon (2007, p. 93), “o desenvolvimento das pessoas não ocorre por simples adição de progressos que ocorrem sempre no mesmo sentido”, mas afirma este autor que o desenvolvimento humano apresenta oscilações para um padrão tido como normal, tanto manifestações antecipadas como regressões de uma função. Considerando este fato, muito mais atenção há que se dar ao alunado de inclusão, que apresenta oscilações muito mais acentuadas, dificuldades ou transtornos de aprendizagem.

Importância do atendimento educacional especializado com o aluno portador de necessidades educacionais especiais

Existem muitas dificuldades e desafios a serem enfrentados para atingirmos uma educação com direito para todos. Segundo Marchesi, Cool e Palacios (apud RODRIGUES, KREBS; FREITAS, 2005, p. 117) “a integração significa educar o aluno com necessidade educativa especial na escola comum, isso pressupõe que o sistema educativo, no seu conjunto, é o que assume a responsabilidade de dar uma resposta para o objetivo.” Mas, além disso, é preciso mais atitudes e sabe-se que o poder público não tem o devido compromisso com a inclusão; matricular alunos portadores de necessidades educacionais especiais não é inclusão.

Os profissionais da educação que atendem estes alunos devem ter uma formação adequada e as escolas onde são matriculados também precisam estar com espaços adequados às necessidades dos alunos.

A situação de instituições destinadas exclusivamente à educação especial está restrita a casos mais graves. O avanço da educação inclusiva traz grandes desafios à educação, pois atualmente todas as escolas têm alunos especiais incluídos, então a educação especial precisa redimensionar o seu papel com urgência ou surgirão problemas cada vez maiores, com tantos alunos diferentes nas mesmas salas de aula e com um atendimento igual para todos.

Para o Ministério de Educação e Cultura do Brasil (BRASIL, 2008, p. 16):

O atendimento educacional especializado identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos considerando suas necessidades específicas.

As atividades desenvolvidas no atendimento educacional especializado diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e/ou suplementa a formação dos alunos com vistas à autonomia e independência na escola e fora dela. Ao longo de todo o processo de escolarização, esse atendimento deve estar articulado com a proposta pedagógica do ensino comum.

A leitura deste texto sobre legislação especifica para inclusão vê-se o ideal. Mas, nas escolas em geral, isto não acontece ou ocorre de uma forma muito limitada com poucos profissionais especializados, pouquíssimos recursos para atender os alunos de inclusão e turmas com muitos alunos, com diferentes tipos de necessidades especiais e com professores sem formação adequada.

Segundo Oliveira (2001) o profissional pode tanto prevenir algumas desadaptações como corrigir ou minimizar algumas dificuldades por meio de uma intervenção eficaz. E, ainda, “na escola ocorre a intervenção, cujo objetivo central é aprendizagem de conteúdos selecionados como importantes para a vida futura da criança no mundo social a que ela pertence.” (SOUZA, 2001, p.114).

Na Constituição Federal de 1988 (apud STOBAÜS; MOSQUERA, 2006, p. 38) pode ser destacada a seguinte referência:

Construir uma sociedade livre, justa e solidária; erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; promover o bem de todos, sem preconceito de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Conforme Chalita (2001, p. 106), “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se a todos a inviolabilidade do direito a vida e a igualdade.” Inúmeras são as providências políticas, administrativas, e financeiras a serem tomadas, para que as escolas, sem discriminações de qualquer natureza, acolham a todas as crianças. Segundo a Declaração de Salamanca (apud CARVALHO, 2006, p. 77):

Independentemente de suas condições físicas, intelectual, sociais, emocionais, linguísticas ou outras crianças deficientes e bem dotadas, crianças que vivem nas ruas e que trabalham, crianças de populações distantes e nômades, crianças de minorias linguísticas, étnicas ou culturais e crianças de outro grupos ou zonas desfavorecidos ou marginalizados.

Como refere Carvalho (apud ROSA, 2008, p. 216): Uma nova ética se impõe conferindo toda a igualdade de valor, igualdade de direitos – particularmente aos da equidade – e a necessidade de superação de qualquer forma de discriminação por questões étnicas, socioeconômicas, de gênero, de classes sociais ou de peculiaridades individuais mais diferenciadas.

Os movimentos sociais em prol dos direitos humanos muito contribuíram para a ressignificação dos sistemas educacionais e do papel das escolas. Em vez de seletividade que as tem caracterizado, penalizando inúmeros alunos – com ou sem deficiência ou superdotação.

Conforme afirma Spencer (apud CHALITA, 2001, p. 65): “devemos nos lembrar que a finalidade da educação é formar seres aptos para governar a si mesmos e não para ser governados pelos outros.”

Até aqui diversos autores foram citados e até mesmo leis foram mencionadas. Certamente muitas outras publicações discutiriam e provavelmente poderiam repetir o assunto; não falta literatura sobre o tema. Porém, a farta teoria está longe de ser implementada na prática. Então chega-se à conclusão que o atendimento educacional especializado é deficitário nas escolas públicas. Está muito longe de atender as crianças com necessidades especiais. Ética que confira igualdade a todos continua sendo uma interminável discussão. Na prática há muito que se fazer para o atendimento educacional ocorrer de fato.

Conforme afirma Silva (apud MACHADO, 2008, p.140): A pessoa para existir precisa relacionar-se e o primeiro ambiente fundamental para que isso aconteça é o grupo familiar. A necessidade de um grupo de referência onde ocorram relações diretas de ajuda mútua, amparo e trocas afetivas, cognitivas e valorativas é radical para a vida da pessoa.

Esta é uma questão bastante delicada, esta ajuda que deveria ser intensificada para crianças com necessidades especiais deixa a desejar. As famílias geralmente não tem estrutura para dar o suporte necessário devido a várias limitações, desde a aceitação da criança, dificuldades financeiras para tratamentos especializados e falta de acesso a atendimento público especializado, entre outras limitações.

Prieto (2006, p. 63) afirma que: “os professores devem ser capacitados pelos respectivos sistemas públicos de ensino aos quais estão afiliados ou pela parceria dos mesmos com instituições formadoras de professores.” Os professores, entretanto não tem a formação adequada para tratar todos os alunos de inclusão que recebem; sua formação ainda é predominantemente pelos currículos tradicionais e os sistemas públicos de ensino oferecem capacitação ampla e deficitária.

De acordo com Edler Carvalho (2006, p. 26): Em relação à implementação da proposta da inclusão educacional escolar encontramos: resistências de muitos professores e familiares; dúvidas de outros que se declaram preocupados com o desmonte da educação especial e também a aprovação e o entusiasmo de não poucos. A resistência dos professores e de alguns pais é por eles explicada em razão da insegurança no trabalho educacional escolar a ser realizado nas classes regulares, com os alunos com deficiência.

“É preciso lembrar que ao escolher a profissão de educador, como a de médico, ou sacerdote, o professor está comprometido com a sensibilidade humana.” (CHALITA, 2001, p. 141). O professor precisa lembrar; e precisamos lembrar aos educadores: a sensibilidade humana. Questionamos-nos como fica esta questão em tempos de tantas crises na sociedade, em uma sociedade tão competitiva, desigual e muito insensível.

Edler Carvalho (2006, p. 27) afirma:

Familiares referem-se ao temor de que a inserção de seus filhos nessas classes não contribua, na intensidade desejada, para sua aprendizagem. Ponderam que as escolas não estão “dando conta” dos ditos normais que, cada vez mais, saem da escola sabendo bem menos. E os pais desses alunos alegam que o nível do ensino se prejudica, por que os professores precisam atender aos ritmos e limitações na aprendizagem dos alunos com deficiências, em detrimento de seus filhos “normais”. Os professores alegam que em seus cursos de formação não tiveram a oportunidade de estudar a respeito, nem de estagiar com alunos da educação especial. Muitos resistem, negando-se a trabalhar com esse alunado enquanto outros os aceitam, para não criarem áreas de atrito com a direção das escolas. Mas, felizmente, há muitos que decidem enfrentar o desafio e descobrem a riqueza que representa o trabalho na diversidade.

De acordo com Chalita (2001, p. 106) “a educação será promovida e incentivada pela sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.” O autor além de trazer ideias já abordadas, menciona ainda que o aluno, também o de inclusão, deverá chegar em um momento de sua vida em que vai enfrentar o mercado de trabalho. A qualificação do aluno com necessidades especiais certamente é um aspecto delicado e relevante que precisa ser visto com muita seriedade.

Para Chalita (2001, p. 63):

Falta incentivo dos pais para que os filhos frequentem a escola e falta incentivo da escola para que os alunos nela permaneçam, como a escola não tem um ambiente social real nem atividade integrada, nem sistema pedagógico, nem entusiasmo, e a criança não traz de casa o que encontrará na escola, cria-se um ciclo vicioso.

Segundo Ainscow, Porter e Wang (apud CARVALHO, 2006, p. 29) os caminhos para escolas inclusivas passam pela valorização profissional dos professores, pelo aperfeiçoamento das escolas, pela utilização dos professores das classes especiais como professores de métodos e recursos, atuando como consultores de apoio, pelo aperfeiçoamento do pessoal docente, para que atue como suporte para as práticas inclusivas nas escolas, pelo trabalho em equipe e pelas adaptações curriculares, capazes de assegurar o domínio das matérias curriculares, promovendo-se a igualdade de oportunidade para o sucesso educativo.

Segundo Marchesi, Cool e Palacios (apud RODRIGUES; KREBS; FREITAS, 2005, p. 114):

A predisposição de professores para a integração de alunos com problemas de aprendizagem, especialmente se esses problemas são graves e têm um caráter permanente, é um fator enormemente condicionante dos resultados que se obtém. Por isso, uma atitude positiva já é um primeiro passo importante que facilita a educação desses alunos em uma escola integradora.

A abordagem destes autores também é muito relevante, há profissionais que se empenham pouco, devido a sua formação que não corresponde as situações que enfrentam na sala de aula. No dia a dia das escolas tem muitas inquietações e perguntas sem respostas. Na educação como um todo, tem problemas que as escolas não sabem resolver. Existe também aqueles educadores que se desdobram, e além da atitude positiva, fazem muito mais do que tem condições pelos seus alunos com necessidades especiais.

O autor Chalita (2001, p. 96) diz que:

É a questão da meta que se impõe, do fim, do objetivo que se quer alcançar dentro dos limites que nos são impostos. O administrador de uma escola está inevitavelmente engajado nos problemas ditos corriqueiros e deve resolvê-los com presteza. Por outro lado, espera-se dele que conduza a instituição escolar principalmente nos aspectos estruturais, gerindo com racionalidade os problemas cotidianos inerentes a sua área de atuação.

Conforme afirma Edler Carvalho (2011, p. 118):

Em outras palavras, os estudos realizados sobre a estrutura e funcionamento da educação especial evidenciam, não só multiplicidade de concepções administrativas para a educação especial como a baixa correspondência hierárquica entre esses órgãos e aqueles responsáveis pelos demais graus de ensino.

Os autores acima citados referem-se ao comprometimento do administrador ou diretor de uma escola, mas na verdade toda a equipe diretiva deve estar muito envolvida, por que os problemas ditos corriqueiros também são relevantes e devem ser resolvidos todos os dias, sem minimizar nenhum, dando a devida importância às necessidades dos professores, pais e alunos.

Os diretores comprometidos interagem com os níveis superiores da hierarquia educacional buscando recursos para todos, especialmente para as novas demandas dos alunos com necessidades especiais. Os sistemas de ensino devem constituir e fazer funcionar um setor responsável pela educação especial, dotado de recursos humanos, materiais e financeiros que viabilizem e deem sustentação ao processo de construção da educação inclusiva. (Art. 3º, parágrafo único, RES CNE/CEB Nº 2/2001/MEC).

A inclusão escolar permite muitas abordagens e discussões, a avaliação certamente é extremamente relevante, de acordo com Edler Carvalho (2011, p. 150):

A avaliação deve ser entendida como fonte principal de informação e referência para a formulação de práticas educativas que levem à formação global de todos os indivíduos. Isso implica, necessariamente, dar a avaliação um outro papel institucional, substituindo a função controladora pela dimensão formadora.

Os alunos com limitações e necessidades especiais devem ter uma avaliação diferenciada dos demais alunos, pois se os indivíduos são tão diferentes uns dos outros, não podem ser enquadrados em uma avaliação igual e limitadora. O processo avaliativo de alunos de inclusão certamente exige dos educadores um olhar mais atento, avaliações individualizadas quando necessário, mais tempo para realizá-las, diferentes tipos de avaliações, enfim, Isto é o que se conclui.

Conforme afirma Mantoan (apud CARVALHO, 2006, p. 14):

A inclusão não prevê a utilização de práticas de ensino escolar específicas para esta ou aquela deficiência e/ou dificuldade de aprender. Os alunos aprendem nos seus limites de e se o ensino for; de fato, de boa qualidade o professor levará em conta esses limites e explorará convenientemente as possibilidades de cada uma.

Na referência acima também se percebe que a inclusão deve alcançar a todos, mas cada pessoa é única, com seus limites e possibilidades. Na educação como um todo, há situações que a escola não sabe resolver, constata-se que educadores e diferentes teóricos tentam apontar caminhos e soluções, porém numa proporção maior vão surgindo dificuldades e novos desafios, pois na verdade a sociedade toda passa por grandes mudanças, com novas regras e leis, as quais exigem adaptação por parte das pessoas.

Ao longo da história conhecimento evolui; “não há conhecimento estático, tudo está em constante transformação e é preciso que se acompanhem as mudanças no conhecimento para que não envelheça com ele.” (CHALITA, 2001, p. 195). Seria oportuno assimilarmos que o aprender a aprender se renova e não envelhece nunca.

Numa instituição educacional percebe-se, então, que todos os profissionais devem estar envolvidos para que a inclusão se concretize, mas na breve análise que se faz no presente trabalho percebe-se que há esforços a favor da inclusão e também se constata as limitações para que de fato a inclusão se efetive. Menciona-se a seguir mais alguns autores que se referem ao importante papel da psicopedagogia em relação à questão. Como refere Souza (2001, p. 117) a intervenção: “consiste em criar situações tais em que o aluno é chamado a agir mentalmente, integrando suas ações em um sistema de coordenação e de composição operatórias”.

Então, o psicopedagogo intervém em favor de todos os alunos, mas é certo que seu papel se volta principalmente para o aluno com dificuldades e transtornos, buscando ajudar e levar o educando a estruturar o seu aprendizado. Na verdade, este profissional trabalha para otimizar o aprendizado, procurando, se possível eliminar as dificuldade, a situação ideal é a que se busca.

De acordo com Souza (2001, p. 118):

Os objetivos básicos do tratamento psicopedagógico são, obviamente, a desaparição do sintoma e a possibilidade para o sujeito de aprender, normalmente ou, ao menos, no nível, mais alto que suas condições orgânicas, constitucionais e pessoais lhe permitam.

Como refere Souza (2001, p. 121): “a meta da psicopedagogia construtivista é criar condições para que o ser humano possa e queria estabelecer suas relações com o mundo em nível operatório formal”. Encontra-se exemplos de superação de dificuldade por parte das pessoas em diferentes tipos de literatura, por isto acredita-se que quantas mais os profissionais que trabalham com alunos de inclusão somarem seus esforços, melhor serão as condições do aluno de inclusão.

De acordo com Macedo (apud SOUZA, 2001, p. 121):

O fazer é produto da coordenação de ações articuladas no espaço e no tempo com transformações entre objetos orientados à realização do objetivo proposto. Compreender é conseguir dominar um pensamento estas mesmas situações até poder resolver os problemas por elas levantados e desvendar as ligações utilizadas na ação.

Desejar, planejar, executar mudanças exige muito esforço e boa vontade, é necessário empenho de todos, persistência e estudo. Para Chalita (2001, p. 93) “a mudança, que é fruto da reflexão, enriquece e ensina”, possibilita crescimento e sempre se renova.

Inclusão: atividades práticas e avanços

Após a revisão da literatura que dá aporte ao presente trabalho e constatando-se pela observação e vivência do cotidiano escolar conclui-se que se faz urgente a efetivação atendimento especializado para educandos com portadores de necessidades especiais.

De acordo com a LDB/96, artigo 58 (BRASIL, 1996):

§ 1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial.

§ 2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns de ensino regular.

A legislação referente ao assunto é clara, deve haver serviços de apoio especializado. Devem-se buscar estes profissionais por parte das escolas públicas para que a inclusão possa avançar. A referida lei, no artigo 59, também determina que deve haver (BRASIL, 1996):

I – currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos, para atender às suas necessidades;

II – terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados.

Vê-se que a lei aponta para o ideal, o qual não se verifica na prática. Entretanto o ideal deve ser buscado. Todos os esforços devem convergir para a lei se cumprir. Cada ser humano é único e deve ser educado conforme suas condições. Até mesmo aos casos de superdotação deve haver um olhar e um atendimento diferenciado. Deve-se promover a educação inclusiva e valorizar a essência do ser humano.

Dificuldades e obstáculos sempre existiram e serão encontrados sempre, usados como argumentos para muitos para acomodarem-se. Mas não podemos esquecer do imenso potencial humano e o que é impossível hoje, amanhã poderá ser superado. De acordo com Dusik (2013, p. 30):

Com o advento do paradigma de um sistema educacional inclusivo e de uma sociedade inclusiva, assume-se o compromisso de garantir que as pessoas com deficiência não sejam excluídas do sistema geral de ensino, nem das atividades sociais comuns. Para tanto, adequações precisam ser realizadas com vistas a possibilitar sua efetiva participação em ambientes que maximizem seu desenvolvimento acadêmico, laboral e social, respeitando a dignidade humana das pessoas com deficiência e a promoção de suas potencialidades, aprendizagem criatividade e participação.

Diferentes autores trazem contribuições diversificadas a partir de suas práticas e vivências. Para Kortmann (2006, p. 235):

Embora reconheçamos ser difícil apresentar uma postura face à deficiência, que desloca o comodismo social e descaracteriza as diretrizes institucionais, a convicção de que uma saída honrosa para essa problemática é a de partir de ideias construtivistas de educação, nos quais o portador de necessidades especiais possa ser considerado como um ser sujeito, que, orientado seja capaz de adequar-se à realidade cotidiana.

Dessa forma, é possível pensar que os professores que trabalham diretamente com turmas de alunos tão diferenciados deveriam ter uma formação mais adequada a estas necessidades, deveriam ser contemplados com cursos de especialização para atenderem melhor o seu alunado e, sem dúvida deveriam ser bem melhor remunerados para fazerem planejamentos tão diversificados que atendam bem a todos estes alunos.

Para Cavalcante (2005, p. 43): “o trabalho na sala multimeios dá aos alunos instrumentos para participar da vida na sala de aula e fora da escola”.

De acordo com Rotta (2006, p.19) podemos perceber que:

Muitas vezes a criança em idade escolar é discriminada e até emocionalmente agredida, pois não está apresentando o desempenho escolar esperado; no entanto, o responsável por tal situação pode estar no ambiente que a rodeia. As dificuldades socioeconômicas e afetivo-culturais podem interferir no ato de aprender, independentemente da vontade da criança. A equipe multidisciplinar e interdisciplinar só tem sucesso quando age de forma integrada com a família e com a escola. Dessa integração resulta um melhor entendimento da situação e um maior aproveitamento, pela criança, das terapias.

É o que afirma Ferreira (2006, p. 446) ao dizer que: “a aprendizagem acontece em um contexto dinâmico e relacional”. Não é possível tratar a criança independentemente da família ou responsável.

A escola, por mais bem equipada que seja e por melhor que sejam seus profissionais não completa o espaço afetivo dos laços familiares. Crianças que têm acompanhamento familiar, que interagem com a escola vão apresentar um melhor desempenho na sua vida escolar.

Segundo Kortmann (2006, p. 229):

O fato de uma criança ser especial torna usualmente necessário que os pais tomem mais decisões do que seria o caso com uma criança normal e, em muitos casos, é difícil decidir o que será melhor para a criança. E, por vezes, são decisões muito difíceis que determinam o andamento de suas vidas.

Constata-se que ao avançar na caminhada escolar o educando precisa confiar no que está fazendo e superar a insegurança (CHALITA, 2001). O mesmo autor enfatiza a questão de investir afetivamente, promovendo uma aprendizagem significativa: no futuro vocês verão em mim um fruto daquilo que plantaram.

Rotta (2006, p. 453) afirma que: “está claro, portanto, que as mudanças ambientais interferem na aprendizagem.” Segundo Rotta (2006, p. 466): “atualmente se entende que o cérebro é capaz de responder à estimulação do meio ambiente, com um aprendizado que tem a ver com as modificações ligadas à experiência.”

Temos então legislação que efetiva a inclusão. Não há como retroceder; alunos com necessidades especiais estão matriculados nas escolas.

Porém, não se pode ignorar a referência citada acima. Se o aprendizado ocorre como afirma Rotta (2006) e certamente é assim, então, todos os alunos, inclusive e especialmente os alunos de inclusão responderam melhor a aulas e atividades práticas, ligadas à experiência. Para os alunos com necessidades especiais as salas multimeios já mencionada, salas multifuncionais ou salas de atendimento especializado vão contribuir de maneira muito eficaz para obter melhores resultados com o alunado de inclusão.

De acordo com Chalita (2001, p. 117):

Para construir a cidadania, urge que o professor utilize outros métodos e traga à baila discussões que despertem em seus alunos tanto ou mais interesse que a TV. As novas tecnologias empregadas pedagogicamente estão à disposição do professor. Da internet à sucata, muito se pode utilizar para envolver o aluno e discutir com ele questões contemporâneas condizentes com os problemas que enfrenta no dia-a-dia, que se relacionam com sua capacidade de melhor conviver em sociedade, que dizem respeito a aspectos aparentemente simples, mas são de uma complexidade impressionante.

Estas afirmações baseados no autor se referem a alunos em geral. Mas sem dúvida se aplicam a alunos com necessidades especiais, e para estes casos com muito mais ênfase devem ser buscadas, pois como afirma o mesmo autor: “quando há o esforço real, a tentativa continuada de fazer o melhor, o melhor acaba acontecendo.” (CHALITA, 2001, p. 92)

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao concluir o presente trabalho, revisando a literatura sobre inclusão escolar, constata-se que a inclusão traz para as escolas alunos com todos os tipos de necessidades especiais.

Constata-se que há muita discussão sobre conceitos e terminologias, o que parece um tanto desnecessário, poderia haver mais ações e menos discussões.

Verifica-se, que por ter uma exigência de leis, as escolas efetivam as matriculas dos alunos encaminhados, porém o atendimento educacional especializado que já acontece, está longe de suprir as grandes necessidades dos incluídos. Acontece a inclusão social, mas a inclusão que prepara os alunos para futuros cidadãos preparados anda lentamente. Pode-se constatar que há ações concretas fazendo com que aconteça a efetivação da inclusão escolar, seja em nível local ou mundial.

De ações isoladas a grandes conferências internacionais, observa-se que a inclusão, uma vez determinada pela legislação, está acontecendo de forma lenta, por diversos motivos. Acredita-se que o maior entrave para uma inclusão mais eficaz é a falta de preparo dos professores e tudo é muito recente para se efetivar o processo. Porém, há muitas pessoas envolvidas na busca constante de formas para avançar. Pode-se afirmar, contudo, que mesmo com o que já se faz, muito ainda há para ser feito, pois como já foi referido os problemas de aprendizagem são muitos, complexos e variados.

Sobre o atendimento educacional especializado, que seria o ideal, o sonho dos educadores para incluir os alunos com necessidades especiais, constata-se que está muito no início nas instituições de ensino em geral. Espera-se que reflexões simples como o presente artigo também sirva para divulgar e incentivar a importância desta prática. Autores renomados foram citados no trabalho informando sobre a importância da experiência, de salas multimeios, com diferentes recursos, atendimento especializado para atender as diferentes necessidades dos alunos de inclusão, indo além da inclusão meramente social.

Pela abordagem feita, acredita-se que com este trabalho foi possível contribuir de alguma forma para efetivar a inclusão escolar, pois é possível construir um conceito de educação especial mais sólido. As pequenas intervenções de cada um podem levar a resultados profundos.

Acredita-se que ações simples podem afetar o curso da inclusão escolar, construindo uma ética que se reflita em novas formas de compreender e tratar com o alunado de inclusão.

A inclusão de alunos numericamente e sem resultados deve ser superada. Profissionais comprometidos devem superar seus medos, confiar no seu potencial e apostar em resultados que as mudanças produzem, passando a ter assim uma prática pedagógica bem sucedida. Como sabemos, tudo muda, acreditamos então que a forma de efetivar a inclusão escolar precisa evoluir com urgência. O conhecimento evolui e todos precisamos nos renovar.

É preciso que haja uma transformação no sistema de ensino que vem beneficiar toda e qualquer pessoa, levando em conta a especificidade do sujeito e não mais as suas deficiências e limitações.

As diferenças enriquecem a vida de todos e a inclusão deve ser inserida com todos tendo os mesmos direitos e recebendo as mesmas oportunidades diante da vida.

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