A inclusão na escola regular

* Angélica de Fátima da Silva

O objetivo deste artigo é proporcionar uma reflexão sobre a inclusão de alunos com necessidades físicas e educacionais na escola regular. Para começar a abordar o tema deste artigo, temos que ir até o momento do nascimento destas crianças, que é aonde começa sua trajetória de lutas. Necessita-se mais informação, para que os pais e familiares sintam-se preparados para incluir e amar essas crianças. Iniciando ai a primeira fase de inclusão.

Essa falta de informação e a não aceitação da condição da criança, reflete lá na frente, quando esta iniciar o período escolar, as vezes mais tarde, justamente pela não aceitação dos pais, ficando ainda mais difícil para o profissional que na maioria das vezes não tem a especialização na área. A respeito da inserção das crianças na escola regular, a legislação é bem clara quanto a obrigatoriedade em acolher e matricular todos os alunos, independentemente de suas necessidades ou diferenças. Segundo dados do Censo escolar, divulgados no site do Jornal O Globo, em 31/01/2018, aumenta a inclusão de alunos com deficiências, mas escolas não possuem estrutura para recebe-los. Esses dados apontam que em 2017 o número de matriculas aumentaram em relação ao ano de 2016. Na educação básica, passou de 85,5% no ano de 2013 para 90,9% em 2017. Apesar desse aumento significativo a maior parte destes alunos matriculados não tem acesso ao atendimento educacional especializado, somente 40,1% conseguem utilizar o serviço. Os números das matriculas também aumentaram no ensino médio e na educação infantil, mas agora vamos avaliar o que realmente acontece na prática, dentro de um sistema sucateado, cumpre-se a lei em aceitar as matriculas, mas que ambiente e qualidade de ensino está sendo oferecido? Não podemos fechar os olhos para essa realidade, a maioria dos profissionais não são qualificados para melhor atender essa demanda, mas na sua dura realidade tenta fazer de forma mais satisfatória possível, não recebe apoio, nem tão pouco condições financeiras para se aperfeiçoar. O núcleo da questão é informação e qualificação para que seja colocado em prática o bom andamento do desenvolvimento dessas crianças, que é o que tem que ser priorizado. A escola vem passando por grandes mudanças ao longo dos anos, demonstrando um crescimento significativo na inclusão, mas ainda há muito que se fazer e mudar: começando por mais informação, mais diálogo, mais amor ao próximo, para que os colegas recebam bem essas crianças com NEE (Necessidades Educativas Especiais), a adequação do currículo e estrutura física para que eles realmente se sintam incluídos, não só na escola mas na família e na sociedade, como cidadãos, pois esse crescimento na inclusão é uma vitória, mas tem que ser pensado nas condições oferecidas para essas crianças que já sofrem tanto. Assim a inclusão será mais efetiva saindo do papel e entrando para a realidade, sendo reconhecidos os problemas já será um grande passo para solucioná-los.

Autora: Angélica de Fátima da Silva

Fonte: Site do Jornal O Globo de 31/01/2018