Desenvolvimento x Preservação Ambiental
O mês de junho traz consigo a comemoração de muitas datas: dia dos namorados, início do inverno, festas juninas e o Dia Mundial do Meio Ambiente – 5 de junho, marcado por muitos incidentes, especialmente os decorrentes do vazamento de petróleo no Golfo do México. A imagem das aves com as penas recobertas pelo óleo negro, tentando sobreviver a mais um desastre ambiental demonstra como este assunto precisa ser levado a sério por todos, autoridades e população, pois somos responsáveis diretos por tudo o que acontece em nosso habitat natural.
O que será que podemos fazer de concreto para conciliar o desenvolvimento tecnológico com a preservação ambiental? Esta indagação certamente é feita por muitas pessoas que pensam que fazem a sua parte, individualmente, e que assim poderão dizer para o futuro que não ajudaram a destruir a natureza. A consciência coletiva é o que nos faz falta. Pensamos, ainda, individualmente, enquanto o mundo caminha em equipe. Nada se pode construir ou manter de forma isolada. A vida é de todos. O planeta é de todos. Logo, a responsabilidade é de todos nós.
E o começo de tudo se dá dentro de cada casa. No exemplo educativo dos pais e pessoas com as quais convivemos. Se nos acostumarmos a cuidar do nosso pequeno mundo, doméstico, com consciência e sabendo o porquê das nossas atitudes em relação à economia de energia, separação do lixo e de outros aspectos essenciais à luta em prol da preservação ambiental saberemos que fora do âmbito doméstico encontraremos uma sociedade de consumo que cultiva o hábito de extrair da natureza a matéria-prima e, depois de usá-la, descartá-la em lixões.
A desinformação generalizada dos malefícios causados pela depredação do ambiente faz com que sejam considerados insignificantes os pequenos atos individuais, como o de juntar um pedaço de papel do chão e colocá-lo na lixeira. A interação entre as pessoas em busca da preservação de um planeta ferido e maltratado por muitos anos é capaz de unir indivíduos para ações positivas, a exemplo do que fizeram os estudantes universitários em Porto Alegre, no túnel da Conceição, grafando numa “despichação” a frase ‘Por uma Porto Alegre limpa’. A atitude de desse grupo ganhou repercussão internacional e chamou a atenção de muitas pessoas, desavisadas, com uma atitude simples e usando somente material não poluente. Isso sim é um exemplo a ser seguido e merece divulgação e reflexão.
Não existem receitas prontas para a preservação ambiental. A realidade encontrada hoje, se comparada há de alguns anos atrás, serve como paradigma para que nós mesmos façamos a nossa parte para resguardar o que ainda sobrou e lutemos para recuperar os danos visíveis. É fundamental, contudo, que essa atitude seja tomada pelos cidadãos como grupo unido e que o trabalho coletivo se sobreponha aos interesses pessoais, construindo-se uma relação saudável e possível entre o desenvolvimento e o ambiente.
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