Seleção ficha limpa
Ouvindo e lendo as inúmeras tolices e insultos jogados contra Dunga, o treinador de nossa gloriosa Seleção de Futebol e, de forma sutil contra o Rio Grande do Sul, encaminho para sua prestigiada e disputada coluna alguns pontos de vista que julgo importantes. Os ataques iniciaram logo após a escolha do atual treinador e foram se avolumando durante os quatro anos que antecederam a Copa do Mundo de Futebol, em curso na África do Sul.
Rio de Janeiro e São Paulo julgam-se únicos e intocáveis em matéria de esportes. Donos da grande e poderosa mídia nacional, não admitem que outros estados, denominados periferia, tenham presença em igualdade de condições. Julgam-se acima do bem e do mal. Sua imprensa divulga façanhas esportivas e oculta escândalos na área do esporte com a mesma naturalidade. Nas quatro últimas edições da Copa do Mundo nossa Seleção se transformou numa verdadeira zorra de negócios, desmandos e condutas irresponsáveis que mesmo vindo a público, nunca foram objeto de investigação e conseqüente punição.
Toda a gritaria contra o Dunga e atual Comissão Técnica da Seleção Brasileira, não tem o objetivo de apresentar um modelo melhor. Não! A inconformidade resulta do fato de que Dunga adotou na escolha dos 23 atletas da Seleção o salutar critério da competência e da dignidade pessoal e profissional. Implantou a filosofia do manifesto de mais de um milhão de assinaturas que culminou na lei do candidato FICHA LIMPA na esfera da política. A Seleção de Dunga, mesmo que não seja campeã do mundo como quase todos os brasileiros desejam, ninguém poderá dizer que ele não valorizou a idoneidade pessoal, a amizade, a competência profissional, o espírito de grupo, a camaradagem e o compromisso. O que nos cabe é aplaudi-lo e desejar-lhe todo o sucesso. Chega de corrupção, “jeitinho” e acomodações orquestradas na área do esporte, atividade que tem trazido tantas alegrias e encantamento ao povo brasileiro. Amigos, creio que esta é a opinião da maioria absoluta das pessoas de bom senso que desejam o engrandecimento do esporte nacional.
Um abraço.
Jornalista licenciado - Daniel Paese.
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