Sistema de tratamento de efluentes líquidos é apresentado a pedristas

A coordenadora da Tecnovates, professora Simone Stülp, foi quem apresentou o experimento. O evento foi promovido pelo APL de Pedras, Gemas e Joias

Por Lucas Bicudo em 09/01/2015

   

(Foto: Lucas Bicudo / ClicSoledade)
Sistema de tratamento de efluentes líquidos é apresentado a pedristas

Com intuito de encontrar alternativas para o tratamento dos efluentes provenientes do tingimento das pedras, o APL de Pedras, Gemas e Joias promoveu nessa quinta-feira, 8/1, uma palestra com a professora da Univates, Simone Stülp. O encontro aconteceu no auditório Ivo José Stein, ocasião em que a docente apresentou um sistema desenvolvido pela Universidade, que minimiza os impactos dos resíduos resultantes deste processo industrial.

Simone, que também é coordenadora cientifica da Tecnovates, explica que desde 2002 vem trabalhando com pesquisas relacionada ao tratamento de efluentes produzidos pelas indústrias. “Especificamente com os resíduos de pedras, comecei os experimentos em 2009. O sistema que apresentei aos empresários trata-se de um tratamento por fotodegradação que tem um excelente resultado”, disse.

Ao falar um pouco sobre esta experiência, a professora comenta que a confecção do protótipo envolveu diversos acadêmicos dos cursos de Engenharia Ambiental, Engenharia Química, Química Industrial, bem como alunos do mestrado e doutorado na área de Ciências Ambientais.

Simone pondera que já foram feitos testes com efluentes coletados em empresas, inclusive de Soledade. “Os resultados foram satisfatórios, uma vez que se conseguiu reduzir de maneira significativa os índices, deixando-os dentro dos percentuais permitidos pela legislação ambiental”, aduziu.

Outro cuidado tomado pelo grupo foi criar um sistema que fosse de baixo custo para que os empresários pudessem instalar em suas empresas. O equipamento tem a capacidade de tratar 100 litros por hora, e todo o processo é concluído em um período aproximado de duas horas. “Após isso, o efluente pode ser descartado nos corpos hídricos, sem ter qualquer impacto ambiental”, concluiu.

O gestor do APL de Pedras, Gemas e Joias, Edivaldo S. Santos, comenta que ao tomar conhecimento deste sistema desenvolvido pela Univates, em conversa com o gestor ambiental do Arranjo, Érico Batista, resolveram convidar a professora Simone para apresentar a iniciativa aos pedristas. “Nosso intuito é buscar uma solução para o tingimento das pedras, e este tratamento é uma saída para o setor”, observou.

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Ele argumenta que o motivo de maior preocupação do segmento é relativo a coloração do efluente, resultante do processo de tingimento. “Este tratamento resolve este nosso problema, por isto tenho convicção de que é um investimento interessante a ser feito por cada um, inclusive, após ser tratado, este efluente pode ser reutilizado para lavagem de equipamentos, por exemplo”, disse.

Como encaminhamento do encontro, ficou acordado que, a princípio, duas empresas vão receber este sistema. Estuda-se a possibilidade da Associação dos Pequenos Pedristas de Soledade (Appesol) e APL de Pedras, Gemas e Joias pagar parte do custo do equipamento. “Nossa ideia é fazer o teste em uma empresa que faz tingimento com anelina e em outra que além deste produto, também utilize ácido, para que possamos avaliar os resultados”, acrescentou Edivaldo.

Uma reunião deve ser realizada na próxima semana, quando será definida qual as duas empresas serão contempladas, inclusive abrangendo os demais municípios que compõe o APL.

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