Biologia do pulgão-preto-dos-cereais é tema de pesquisa de aluna de pós-graduação da UPF

Colônia do pulgão-preto-dos-cereais (Sipha. maydis) com adultos e ninfas.

Por Redação em 10/09/2009

   

nao. (Foto: Divulgação)
Biologia do pulgão-preto-dos-cereais é tema de pesquisa de aluna de 
pós-graduação da UPF

Considerado espécie exótica para o Brasil, o pulgão-preto-dos-cereais
(Sipha maydis) teve sua biologia estudada pela aluna Silvana Lampert, do
curso de Especialização em Biologia da Conservação da Universidade de
Passo Fundo (UPF).

A pesquisa foi estimulada pelo fato desse pulgão ter
sido registrado no país recentemente, em 2006, nos estados do Sul, e não
se ter informações básicas para manejar a espécie, caso a mesma torne-se
uma praga em plantas como o trigo, o milho, a cevada ou a aveia.

A pesquisa foi conduzida no Laboratório de Entomologia da Embrapa Trigo,
sendo orientada pelo Dr. José Roberto Salvadori.
No desenvolvimento de sua pesquisa, Silvana também avaliou diversos
aspectos da reprodução do pulgão em diferentes plantas de gramíneas
hospedeiras, a exemplo da duração de seu período reprodutivo, de sua
longevidade e de sua fecundidade.

Entre as plantas testadas, o
desempenho biológico do pulgão-preto-dos-cereais foi maior no trigo,
onde a fecundidade das fêmeas foi de 62,74 ninfas por fêmea.

Com base
nos resultados deste estudo, ficou evidenciado que S. maydis é uma
espécie com grande capacidade de reprodução e possibilidade de dispersão
no Brasil, apresentando potencial capacidade para causar danos aos
cereais de inverno.

Como ciência multidisciplinar voltada ao enfrentamento das causas da
perda da biodiversidade, a biologia da conservação tem como uma de suas
preocupações a entrada de espécies exóticas nos ecossistemas
brasileiros. “Caso no futuro se façam necessárias estratégias de manejo
do pulgão-preto-dos-cereais, as informações obtidas neste trabalho
poderão subsidiar e orientar essas ações, aliadas ao monitoramento da
dinâmica populacional em condições brasileiras”, afirma a acadêmica.

A pesquisadora destaca que mesmo sendo uma espécie de pulgão prolífica,
o inseto até o momento não atingiu o status de praga, não requerendo
práticas de controle. “Desta maneira, caso ocorra uma mudança neste
cenário, informações básicas sobre sua biologia são importantes para o
desenvolvimento antecipado de táticas de manejo, especialmente no que
diz respeito ao uso de agentes de controle biológico e ao
desenvolvimento de cultivares resistentes”, enfatiza Silvana.

   
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