Área destinada para cultivo do trigo deverá ter redução no Estado

A baixa no Rio Grande do Sul deve ser de 19,88% em comparação a 2014. Já em Soledade, este índice alcança os 50%

Por Lucas Bicudo em 11/05/2015

   

(Foto: Gabriela Miranda / Emater/RS-Ascar)
Área destinada para cultivo do trigo deverá ter redução no Estado

Ao se aproximar da segunda quinzena de maio e devido ao término da colheita da soja, os agricultores já começam a pensar nas culturas de inverno. A principal delas é o trigo, que segundo estimativas divulgadas pela Emater/RS-Ascar, a produtividade média deve ficar em torno de 2,280 milhões de toneladas para o Rio Grande do Sul neste ano, caso as condições meteorológicas sejam favoráveis.

Na área de abrangência do Escritório Regional de Soledade, que contempla 39 municípios, as projeções é que haja uma redução de 15 a 20% em relação ao ano passado. “Em 2014, a área plantada foi de 52 mil hectares, ou seja, segundo os cálculos, em 2015 será apenas 42 mil ha”, informou o assistente técnico regional, Vivairo Zago.

Em relação a Soledade, as perspectivas apontam que haverá uma diminuição de 50%. “Para este ano, a lavoura de trigo ocupará uma área de apenas 1.500 hectares. A outra metade que em 2014 foi utilizada com esta cultura, certamente estará disponível para engorda de gado, através do plantio de aveia”, afirmou o engenheiro agrônomo Ademir Corbelini, chefe do Escritório Municipal da Emater.

Conforme o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar da última semana, em nível de Estado, a área destinada ao trigo deverá ser 19,88% menor. Em 2014, foram cultivados 1,180 milhão de hectares, segundo o IBGE, e se for confirmado os números projetados pela pesquisa da Emater, a área de cultivo será de 950 mil hectares no Rio Grande do Sul.

Ao explicar o motivo para a queda, Vivairo Zago salienta que o agricultor é muito influenciado pelo que aconteceu no ano anterior. “Como tivemos uma primavera muito chuvosa e houveram muitos problemas de doenças, o trigo foi de baixa qualidade e a médica de produtividade ficou em 25 sacos por hectare. Isto explica esta estimativa baixa neste ano e o consequente receio por parte do produtor”, aduziu.

Outros fatores que ajudam a contribuir para este cenário é a baixa no preço do grão, que está 23,5% menor em relação ao ano passado, os custos de produção (cerca de 15% mais altos), a incerteza climática, entre outros.

As informações divulgadas pela Instituição é uma primeira avaliação com relação ao trigo, mas que ainda deve ser confirmada a partir da segunda quinzena de maio, quando os técnicos da Emater/RS-Ascar começam a fazer o acompanhamento quinzenal sobre as condições das lavouras, que segue até dezembro, mês de encerramento da colheita.

   
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