Pesquisa realizada em Soledade concorre ao Prêmio Melhores Práticas 2015

Premiação é uma iniciativa da Rede APL Mineral e busca reconhecer as ações inéditas no âmbito da cadeia produtiva do setor

Por Lucas Bicudo em 08/12/2015

   

(Foto: Divulgação)
Pesquisa realizada em Soledade concorre ao Prêmio Melhores Práticas 2015

O Projeto Gemas, desenvolvido no Laboratório de Processamento Mineral (LAPROM) da UFRGS, em parceria com APL de Pedras, Gemas e Joias e Centro Tecnológico de Pedras, Gemas e Joias, está concorrendo ao Prêmio Melhores Práticas 2015. A pesquisa que vem sendo realizada em Soledade foi classificada para concorrer a premiação promovida pela Rede APL Mineral.

A química Cristiane Ericksson, que foi a executora da pesquisa, vai representar o APL de Pedras, Gemas e Joias em Brasília entre os dias 8 e 10 de dezembro, data em que ocorre a entrega da premiação.

O Prêmio Melhores Práticas 2015 busca reconhecer as ações inéditas realizadas no âmbito da cadeia produtiva do setor mineral. São abrangidos os processos de pesquisa mineral, extração, beneficiamento, transformação mineral e comercialização dos produtos, com métodos e técnicas que envolvam procedimentos gerenciais e tecnológicos. Os resultados devem apresentar ganhos ambientais, financeiros e de mercado ou contribuições para sustentabilidade dos negócios.

Projeto Gemas
Desenvolvida em Soledade desde 2011, a pesquisa conta com a colaboração de algumas empresas locais do setor mineral e pequenos pedristas. A Química Cristiane Ericksson é a executora, tendo como coordenador o professor e Engenheiro de Minas, Irineu A. S. de Brum.

Em um primeiro momento se buscou a classificação das gemas conforme a tipologia usada pelo segmento mineral do APL (“vidrada”, “com sal”, “bandada”, “massa boa”). Se seguiu com pesquisa in situ na identificação dos processos de tingimento, sendo estes replicados, padronizados e otimizados no Laboratório LAPROM da UFGRS e Centro Tecnológico de Pedras, Gemas e Joias do Rio Grande do Sul.

O intuito foi reduzir o custo do processo operacional e a energia envolvida no sistema, medir comprimento de onda das amostras analisadas e confrontar com o fluxo de mercado do setor mineral local, visando normas técnicas e sustentáveis para o empreendedor.

A prática aplicada resultou na padronização de métodos distintos de tingimentos de ágatas, primeiramente desenvolvendo a técnica para a cor verde, reduzindo quantidades de reagentes químicos baseados nas suas características físico-químicas.

Os sistemas de tingimento foram otimizados, reduzindo a quantidade de água na lavagem e reduzindo a energia operacional do processo, sendo este um dos maiores desafios para o beneficiamento mineral nacional, além de estar em consonância com práticas ambientais e sustentabilidade.

A técnica desenvolvida obteve êxito nos resultados, podendo ser adaptada às diferentes realidades locais de cada empreendedor, tanto em porte pequeno, médio ou grande de qualquer empresa do segmento mineral. Neste contexto, insere-se o processo como viável à minimização do impacto ambiental acarretado pelo beneficiamento mineral. Também foram desenvolvidos nesta mesma linha, técnicas para outras cores, as quais são temas de publicações futuras.

   
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