Prefeito José Flávio participou de audiência sobre segurança pública

Evento aconteceu na Assembleia Legislativa na segunda-feira, 13/03.

Por Redação em 15/03/2017
(Foto: Divulgação / ALRS)
Prefeito José Flávio participou de audiência sobre segurança pública

A transferência temporária de 400 policiais militares do interior do Rio Grande do Sul para a Região Metropolitana de Porto Alegre e Litoral Norte causou preocupação entre moradores e prefeitos das cidades de origem dos PMs. O reforço partiu de Santa Maria, na Região Central; Passo Fundo, no Norte; Santa Cruz do Sul, no Vale do Rio Pardo; e Bagé, na Campanha. Devido à situação, prefeitos de cidades do interior foram até a Assembleia Legislativa pedir ajuda dos deputados e cobrar mais policiais nas ruas.

Os relatos de três prefeitos, na abertura da audiência pública da Comissão Especial de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, realizada na noite de segunda-feira (13) na Assembleia Legislativa, revelam que o Interior gaúcho vive momentos de pânico. Com o efetivo policial reduzido, pequenos municípios viraram palco da ação de criminosos, que têm como alvos, especialmente, agências bancárias, postos de gasolinas e estabelecimentos comerciais.

“Dia 8 de março, nossa cidade se tornou cenário de um verdadeiro faroeste. Um grupo fortemente armado fez um cordão humano para facilitar o roubo de um banco. Não tivemos chance de defesa, pois só contamos com dois policiais militares que ainda têm que integrar a patrulha da ronda regional em outros sete municípios”, afirmou o prefeito de Fontoura Xavier, José Flávio Godoy da Rosa.

BM garante que não haverá prejuízo para população

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirma que foram autorizadas horas extras para PMs que ficaram no interior e, por isso, o policiamento não ficará comprometido.

O subcomandante-geral da Brigada Militar, Mário Ikeda, explica que podem ocorrer remanejamentos. “Não quer dizer que esses locais que nós retiramos policiais, que eventualmente tendo algum acontecimento, alguma ocorrência policial, que nós não possamos remanejar esses policiais para esses locais, dando o atendimento específico nessas ocorrências”.

O secretário de Segurança Pública, Cezar Schirmer, estava na audiência pública na Assembleia Legislativa mas não prometeu reforço. Disse que o governo está trabalhando em uma nova estratégia: integração de vários órgãos de segurança para enfrentar a criminalidade.

A experiência deve começar em 15 dias, primeiro com os 21 municípios que registraram o maior número de crimes. Em Caxias do Sul, o secretário anunciou que nos próximos dias o Exército vai atuar nas ruas junto com a Brigada Militar.

“O Exército pode nos ajudar muito porque, junto com a Brigada, é mais um contingente que vai estar na rua, com a farda, com a arma, com barreiras, enfim, agindo em favor da segurança pública”.

Federação dos Municípios do Rio Grande do Sul emitiu uma nota criticando o governo gaúcho por conta da decisão de retirar agentes da Brigada Militar do interior do Estado para reforçar o policiamento em Porto Alegre. De acordo levantamento feito pela entidade, 60% das cidades do Rio Grande do Sul têm menos de dois PMs atuando por turno.

Conforme a instituição, a medida do governo não resolverá os problemas de violência na Capital e Região Metropolitana e prejudicará as cidades do interior. Ontem, o Executivo confirmou o início da chegada de 400 agentes da PM oriundos do interior do Rio Grande do Sul a Porto Alegre.

Segundo a nota da Famurs, cerca de 100 PMs estão sendo retirados de Passo Fundo, o que prejudica as atividades da corporação na região. O presidente da Associação dos Municípios do Planalto (Ampla) e prefeito de Ciríaco, Arlindo Lopes, frisou que no dia 23 haverá uma reunião com a Casa Civil do RS para solicitar aumento de efetivo.

“Nós precisávamos que viessem mais 100 policiais para a nossa região, ao invés de retirarem”, diz Lopes, frisando que a insatisfação é de todos os prefeitos da região.

O vice-presidente da Famurs, Marcelo Schreinert, lembrou ainda que as cidades menos populosas estão sofrendo com ataques a agências bancárias, e estão sem efetivo.

   
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