Turma da EJA do IE São José realiza trabalho sobre Síndrome de Irlen

Os alunos buscaram por meio da pesquisa trazer mais informações sobre esta alteração que acomete a visão

Por Redação em 19/12/2017

   

(Foto: Divulgação)
Turma da EJA do IE São José realiza trabalho sobre Síndrome de Irlen

Os alunos da turma T8 (2º ano do Ensino Médio) da EJA do Instituto Estadual São José desenvolveram um trabalho de pesquisa sobre a Síndrome de Irlen. A atividade fez parte de um projeto realizado com todas as turmas da Educação de Jovens e Adultos, onde o tema principal foi “doenças físicas e psicossomáticas”.

De acordo com a professora Andréia de Carvalho Pedroso, que coordenou a iniciativa, o interesse por abordar este assunto surgiu de uma conversa entre colegas. “A aluna relatou que seu filho foi diagnosticado com a Síndrome de Irlen e que ainda estavam fazendo as devidas análises para poder ter conhecimento sobre o tratamento”, relatou.

Ela explica que procurou abordar duas questões que considera importante. “Como trabalhar com as diferenças em sala de aula e como podemos fazer quando descobrimos que somos todos diferentes. Exploramos neste contexto uma realidade pouco conhecida dentro da escola e até em Soledade, fazendo um chamamento para professores, pais e comunidade”, disse.

Conforme pesquisa dos alunos, a Síndrome de Irlen parece estar relacionada somente as vias visuais. É uma alteração visuoperceptual causada por um desequilíbrio da capacidade de adaptação à luz, produzindo alterações no córtex visual e déficit na leitura.

No dia 29 de novembro, os alunos apresentaram um teatro que retratou a realidade de uma criança dentro do ambiente escolar, que possuía esta sensibilidade à luz, principalmente brilhantes ou fluorescentes. Por meio da dramatização, falaram sobre como ocorre o tratamento e a reabilitação visual.

Segundo Andréia, os alunos relataram quanto uma criança que possui alguma deficiência “sofre” até ser descoberta a real necessidade para poder ser incluída no ambiente escolar. “Esta temática aproximou a teoria com a prática, envolvendo os estudantes da turma a compreenderem que somos todos diferentes”, finalizou.

No país existe a Fundação H. Olhos, em Belo Horizonte, hospital referência e pioneiro na divulgação e tratamento desta síndrome. Eles promovem cursos e conferências aos profissionais da área, bem como realizam o atendimento aos pacientes, que passam por uma triagem para descobrir o grau da síndrome e a cor do filtro a ser usada para as lentes espectrais (óculos), se forem necessárias.

   
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