Rio Grande do Sul deve ter um só número para atendimentos de emergência

Proposta prevê que a chamada caia em uma única central para ativar serviços do Samu, Bombeiros e Polícia, por exemplo

Por Redação em 14/05/2018

   

(Foto: Antonio Paz / Arquivo / Jornal do Comércio)
Rio Grande do Sul deve ter um só número para atendimentos de emergência

Unificar os atendimentos em uma só central para, posteriormente, ter apenas um número de emergência. Este é o propósito de um projeto que deve ser retomado pelo Governo do Estado, onde os serviços de bombeiros, polícia, trânsito e saúde devem ser acionados a partir do mesmo número, onde, de acordo com a demanda, é solicitado o deslocamento do órgão responsável.

A ação faz parte dos eixos estratégicos do Sistema de Segurança Integrada com Municípios (SIM/RS), da Secretaria da Segurança Pública. Em um primeiro momento, os números de emergência conhecidos pela população serão mantidos, porém todos serão recebidos em uma mesma central. Após o período de centralização dos serviços, terá início a publicização do número único.

Para o coordenador do SIM/RS, tenente-coronel Alexandre Aragon, além de evitar uma possível confusão por parte do cidadão, a central também permite uma melhor distribuição de equipes, agilizando o atendimento à ocorrência.

A iniciativa está em fase de elaboração do protocolo de atuação, mecanismo que irá organizar o funcionamento do novo sistema. De acordo com a SSP, a expectativa é implantar o mecanismo em três regiões do Estado até o final de 2018.

Fase de testes
A ideia de adotar esta metodologia no Brasil surgiu em 2010, tendo como base a experiência estadunidense. O sistema foi implantado a partir dos atentados ocorridos em 11 de setembro de 2001. À época, os órgãos não se falavam e cada força policial tinha um pedaço da informação.

Em 2014, durante a Copa do Mundo, foram montados 12 centros de operações no Brasil, nas cidades-sede dos jogos. O mesmo procedimento foi replicado nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Durante estes eventos, o estrangeiro que visitava o país ligava para o número que estava acostumado na sua região e a chamada era direcionada para a central brasileira.

   
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