Greve dos caminhoneiros: Pneus são queimados na BR-386 em Tio Hugo

Este é o primeiro registro de protesto na região de Soledade.

Por Redação em 21/05/2018

   

(Foto: Reprodução/ WhatsApp)
Greve dos caminhoneiros: Pneus são queimados na BR-386 em Tio Hugo

Os protestos de caminhoneiros que tiveram início nesta segunda-feira, 21/05, no RS e em demais estados da federação, também já são registrados na região.

Na noite desta segunda, pneus foram queimados no km 213 da BR-386, em Tio Hugo. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, foram encontrados cerca de oito focos de incêndio com pneus queimando no acostamento da rodovia. O Corpo de Bombeiros foi acionado para apagar as chamas.

Também de acordo com a PRF, o risco de acidentes gerado pela queima de pneus é alto, especialmente a noite. A corporação ainda informou que possíveis responsáveis já foram identificados e que conversou com os manifestantes, ficando acertado que não haverá mais pontos de fogo em pneus, apenas a conversa para que outros caminhoneiros sejam convidados a aderir ao movimento.

Este foi o primeiro sinal de protesto na região, entretanto, há possibilidade de um ponto de mobilização ser formado em Soledade. Nesta segunda, lideranças da classe estiveram reunidos em Ijuí para definir o rumo da atividade de mobilização.

No Rio Grande do Sul, segundo o último boletim apresentado pela Polícia Rodoviária Federal, nove rodovias federais que cortam o Estado são alvo de manifestações. Os protestos afetam 21 cidades e há alguns trechos com bloqueios para veículos de carga. Os bloqueios acontecem na BR 101, em Três Cachoeiras; BR 285, em Passo Fundo (km 301); BR 290, em São Gabriel (km 422); BR 285, em Lagoa Vermelha (km 201).

O QUE OS CAMINHONEIROS REIVINDICAM ?

A categoria pede redução da carga tributária sobre o diesel e reivindica isenção da alíquota de PIS/Pasep e Cofins e a isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Os impostos representam quase a metade do valor do diesel na refinaria. Segundo eles, a carga tributária menor daria fôlego ao setor, já que o diesel representa 42% do custo da atividade.

Na semana passada, foram cinco reajustes diários seguidos. A escalada dos preços acontece em meio à disparada dos valores internacionais do petróleo. A Petrobras diz que as revisões podem ou não refletir para o consumidor final – isso depende dos postos. Segundo a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nas bombas já acumula alta de 8% no ano. O valor está acima da inflação acumulada no ano, de 0,92%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


   
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