Hospital de Olhos bate a marca de 1,1 milhão de atendimentos

Em maio, instituição completa 23 anos do lançamento da pedra fundamental e comemora resultados alcançados.

Por Redação em 25/05/2018

   

(Foto: Daniel Rohrig/Ascom Hospital de Olhos)
Hospital de Olhos bate a marca de 1,1 milhão de atendimentos

“Chegou a um ponto que eu não conseguia mais ver nada”, lembra Márcia Aparecida, natural de Campos Borges, que durante oito ano conviveu com a catarata, doença que causa severas perdas de visão. Mas as dificuldades de enxergar, hoje, são apenas uma lembrança para a paciente, que comemora o resultado da cirugia no olho esquerdo, realizada no Hospital de Olhos Dyógenes A. Martins Pinto. “Começou no lado direito e passou para o esquerdo. Foi uma luta, mas depois do processo de encaminhamento aqui para o Hospital foi uma bênção. Eu chegava com medo e os médicos me tranquilizavam sempre”, relata.

Depoimentos como o de Márcia refletem em todos os 103.691 atendimentos realizados pela instituição hospitalar no ano passado. Com este número, o Hospital de Olhos atinge a marca de 1 milhão e 100 mil atendimentos desde que iniciou as atividades ambulatoriais em 1999. No dia 19 de maio, a entidade comemorou 23 anos do lançamento da pedra fundamental. Constitui-se, desde o início, como uma entidade civil sem fins lucrativos, com plena autonomia administrativa e patrimonial, instituída pela Fundação Lions do Distrito L-22 – atual LD-7 – e a Fundação Universidade de Passo Fundo.

Assim como Márcia, que teve de viajar cerca de 115 km de Campos Borges até Passo Fundo, o Hospital de Olhos é referência em atendimentos para uma área que compreende 143 municípios de toda a macro região Norte, em que se localizam 76 clubes de Lions do Distrito LD-7. Em 2017, cerca de 77% dos pacientes atendidos eram de outros municípios do RS. A importância e a imponência dentro da Capital do Planalto Médio contribuiu para que quase 23% dos pacientes fossem passo-fundenses.

Para o administrador do Hospital, Ivan Paulo de Freitas, a marca de um milhão de atendimentos possui um significado especial para a instituição. “Nos últimos seis anos, ultrapassamos os cem mil atendimentos/anos. Saber que um milhão de pessoas foram atendidas aqui nos faz ter a exata noção da nossa importância como referência em saúde da visão. O que mais nos alegra é que não somos referência apenas para Passo Fundo, e sim para toda macro região Norte do RS e inclusive para outros Estados”, comemora.

De acordo com o Serviço de Estatística do Hospital de Olhos, no ano passado, o cálculo de atendimento medido por paciente-dia, via Sistema Único de Saúde (SUS), atingiu o percentual de 75,24% e ressalta a importância da filantropia para a comunidade regional. Do total de atendimentos em 2017, a institituição realizou 4,1 mil cirurgias, 26,9 mil consultas, 68,8 mil exames e 3,7 mil terapias.

Dados que só foram possíveis graças ao trabalho voluntário e a doação de todos os agentes envolvidos com o Hospital de Olhos, conforme ressalta a presidente da instituição, Janesca Maria Martins Pinto. “Foi graças aos esforços dos companheiros do Lions Internacional, e aqui, friso a contribuição imensurável do Distrito LD 7, que essa obra e estes números estão materializados. Também temos recursos aplicados de emendas parlamentares, recursos próprios, que como um todo, nos colocam nessa posição de destaque”, entende a presidente.

Obras e ampliações

Além de possuir uma área total de 4.000 m², com área física construída já existente de 2.560 m², o plano de modernização e ampliação vai tornar possível uma área construída de 3.807m², quando tudo pronto. Deste total, 920m² de estrutura foram entregues só no ano passado e fazem parte de um projeto maior, idealizado e construído para preencher uma lacuna regional em consultas, diagnósticos, exames, cirurgias e tratamentos oftalmológicos.

Os recursos para a realização deste sonho são oriundos de doações do Lions Clube Internacional, Clubes de Lions do Distrito LD7, recursos próprios, emendas parlamentares e demais parceiros. Os 600 m² de área já edificada, por exemplo, com estruturas fechadas e reboco externo, irão abrigar, no futuro, o bloco cirúrgico da instituição, dobrando a capacidade de atendimento deste setor.

   
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