Câncer ginecológico mata cerca de 13 mil mulheres por ano no Brasil

Julho também é o mês de conscientização do câncer ginecológico. Ficar atento aos primeiros sintomas, fazer a vacina contra o HPV e exames ginecológicos são algumas das formas de prevenção.

Por Redação em 17/07/2018

   

(Foto: Divulgação / CTCAN)
Câncer ginecológico mata cerca de 13 mil mulheres por ano no Brasil

O diagnóstico precoce e a vacinação contra o Papilomavírus Humano (HPV) são as principais formas de prevenção e de aumento de cura do câncer ginecológico, que abrange o câncer do endométrio, câncer de ovário, câncer do colo do útero, câncer vaginal e câncer de vulva. Mais de 13 mil mulheres morrem todos os anos em decorrência desse tipo de câncer. Só no Rio Grande do Sul, quase mil morreram em 2016, conforme dados do DataSUS.

Os cânceres ginecológicos que mais atingem as mulheres são o de colo de útero, o de endométrio e o de ovário. O câncer de colo de útero é o quarto tumor mais frequente na população feminina e o do endométrio (também conhecido como câncer uterino) é o quinto mais comum. Já o câncer de ovário é pouco frequente, mas é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e o de menor chance de cura. “O câncer de endométrio e o câncer de ovário são menos comuns que o do colo do útero, mas o câncer de ovário tem aumentado sua incidência de forma progressiva e o diagnóstico também é mais difícil”, destacou o oncologista clínico do Centro de Tratamento do Câncer (CTCAN), Dr. Alvaro Machado.

Câncer de colo de útero
Mais comum que os demais cânceres ginecológicos, a estimativa é de 16,3 mil novos casos em 2018, conforme o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Esse é o que mais mata também. Mais de 5,8 mil mulheres morreram no Brasil e 360 no Rio Grande do Sul, em 2016, em virtude desse câncer.

O câncer de colo de útero é um tumor que se desenvolve a partir de alterações no colo do útero, que se localiza no fundo da vagina. Esse tipo de câncer é causado principalmente pelo vírus do HPV, que é transmitido preferencialmente por via sexual, e a principal forma de combate-lo é por meio da vacina contra o Papilomavírus Humano. Além disso, o exame preventivo, conhecido como Papanicolaou, é fundamental.

O câncer de colo de útero é silencioso e pode não apresentar sintomas em fase inicial. “Sangramento no ato sexual ou espontâneo fora do período menstrual, dor durante o ato sexual, verrugas ou feridas no colo do útero podem ser sinais iniciais. Dor pélvica, anemia, insuficiência renal, sangramento anal ou urina com conteúdo intestinal são sinais de doença avançada”, explica o oncologista.

Câncer do endométrio
O câncer de endométrio acomete mais frequentemente mulheres após a menopausa. O diagnóstico é suspeito em qualquer sangramento vaginal na pós-menopausa ou quando o endométrio está espesso além do habitual no exame ultrassonográfico de rotina. “O câncer do endométrio tem na obesidade, diabetes tipo II, hipertensão e sedentarismo fatores de risco importantes”, destacou Machado.

Câncer de ovário
É pouco frequente e difícil de ser diagnosticado, tendo menor chances de cura. Esse tipo de tumor representa cerca de 30% de todos os cânceres ginecológicos. O Inca estima mais de 6 mil novos casos em 2018 de câncer de ovário e cerca de 3,7 mil mortes no Brasil e 300 no RS, conforme dados do DataSUS.

A doença costuma ser silenciosa. “O câncer de ovário, por ter sintomas inespecíficos e não ter uma estratégia eficaz de rastreamento, se torna mais letal, pois os diagnósticos se dão em fases mais avançadas da doença. Estudo apresentado no congresso anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica em 2016 dá os primeiros passos numa estratégia para identificação mais precoce, mas não sabemos ainda se terá impacto na mortalidade pela doença”, salienta o oncologista clínico do CTCAN.

   
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