Inicia a colheita do milho na região de Soledade

Na região, que agrega os Coredes do Alto da Serra do Botucaraí e do Vale do Rio Pardo, estão sendo cultivados 82.668 hectares (ha) do milho grão.

Por Redação em 26/01/2019

   

(Foto: Carina Venzo Cavalheiro / Emater)
Inicia a colheita do milho na região de Soledade

Agricultores da região administrativa da Emater/RS-Ascar de Soledade, em especial do Vale do Rio Pardo, que investiram no plantio de milho, devem iniciar a colheita nos próximos dias. Na região, que agrega os Coredes do Alto da Serra do Botucaraí e do Vale do Rio Pardo, estão sendo cultivados 82.668 hectares (ha) do milho grão, com uma expectativa de produtividade de 5,5 toneladas por hectare, e 21.370 ha do milho para silagem, com expectativa de colheita média de 38 toneladas por hectare.

O agricultor Edson José Tatsch, do município de Rio Pardo, deve iniciar a colheita na próxima semana. Na propriedade da família, localizada no terceiro distrito de Rincão Del Rey, foram cultivados ao todo 13 hectares de milho híbrido. O grão deverá ser comercializado para a indústria de ração e também nas agropecuárias da região, além da venda direta na propriedade da família. Segundo o técnico em agropecuária da Emater/RS-Ascar, Felipe Moro Barbieri, no município de Rio Pardo foram semeados três mil hectares de milho, sendo 1,5 mil ha do milho safra, que está iniciando o período de colheita e o restante com semeadura tardia e em restevas do fumo.

O engenheiro agrônomo e assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar, Josemar Parise, explica que, embora algumas lavouras estejam aptas para a colheita, o período de semeadura do milho ainda não foi encerrado. “A cultura ainda está em fase de implantação em áreas de resteva de fumo que, conforme o zoneamento agrícola do milho, termina em 31 de janeiro”, ressalta.

Parise destaca ainda que o cultivo do milho é muito importante dentro do Sistema Agrícola Produtivo, pois, além de ser uma atividade econômica que gera renda, é uma ótima opção para ser utilizada em rotação de culturas com a soja, devido ao aporte de massa seca ao solo em quantidade e qualidade, o que eleva o teor de matéria orgânica, melhorando as propriedades físicas do solo, que é um dos maiores gargalos da agricultura conservacionista. “Além disso, com a utilização do milho, diminui a pressão de seleção de plantas invasoras pelo uso de princípios ativos de herbicidas diferentes dos utilizados na cultura da soja”, explica.

Silo Secador na propriedade rural
A novidade nesta safra na propriedade da família Tatsch é a construção de um silo secador. O investimento, com capacidade para armazenar 2,4 mil sacos de grãos, deve ficar pronto na próxima semana, quando terá início a colheita do milho. “Com isso queremos trazer mais benefícios para a propriedade, oferecer um produto de melhor qualidade e gerar mais renda para família. Com a secagem e armazenagem do produto na propriedade agregamos valor e reduzimos o custo de transporte para silos terceirizados”, comenta o agricultor.

Antes de investir na construção do silo, a família visitou propriedades rurais nos municípios de Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires para conhecer o sistema e avaliar a viabilidade. Em seguida, procurou apoio da Emater/RS-Ascar para a elaboração do projeto. Foram construídos o silo secador com ar natural, o galpão onde está localizado o silo e o elevador de grãos, sendo investidos um total de R$148 mil. “Tínhamos um galpão de madeira, mas já que iríamos investir no silo optamos por fazer o galpão novo, mais espaçoso, e o elevador. Estamos planejando a longo prazo, inclusive em construir outro silo no futuro”, conta Edson.

A ideia em investir veio além da rentabilidade, também do interesse dos filhos pela produção agrícola. Os filhos Lenon e Lafaiete trabalham na propriedade rural. Lafaiete é engenheiro agrícola e Lenon técnico em eletrônica. “Estava trabalhando em uma empresa em Santa Cruz do Sul, mas optei por voltar para casa pela possibilidade de continuar os estudos e também pela rentabilidade, manter a propriedade da família e melhorar a infraestrutura”, conta Lenon, que atualmente concilia o trabalho na propriedade com as aulas do curso de engenharia da produção.

O extensionista rural da Emater/RS-Ascar, Felipe Barbieri, explica que o silo secador construído pela família Tatsch vai possibilitar a armazenagem de grãos, como o milho e a soja. “Além disso, é possível fazer o controle dos carunchos, praga comum na armazenagem do milho e eliminar o problema com os ratos, fazendo com que isso, aliado à secagem adequada, aumente o valor obtido na venda do produto”, explica.

   
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