Confirmado casos de raiva herbívora em comunidades do interior de Soledade

Resultado dos exames realizados atestaram que os óbitos de aproximadamente 50 bovinos foram da doença

Por Lucas Oliveira Bicudo em 03/04/2019

   

(Foto: Divulgação / Coagrisol)
Confirmado casos de raiva herbívora em comunidades do interior de Soledade

Foram confirmados os casos de raiva herbívora nas comunidades da Margem São Bento e São Sebastião, no interior de Soledade. Os laudos dos exames realizados pelo Instituto de Pesquisa Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF) apresentaram resultado positivo, o que atesta que os cerca de 50 animais morreram da doença.

Os primeiros casos começaram a surgir em meados do dia 22/3, quando o médico veterinário da Coagrisol, Bolívar Camargo, foi chamado por um produtor integrado da cooperativa para atender um animal. No decorrer dos outros dias, novos casos começaram a surgir, o que pôs em alerta os profissionais.

O principal transmissor desta zoonose para os bovinos e equinos são os morcegos hematófagos. A sintomatologia apresentada é salivar bastante, perda motora, especialmente dos membros posteriores, agressividade, ficar somente deitado, não se alimentar. Se algum animal apresentar estes sintomas, deve ser chamado um médico veterinário.

A orientação da Inspetoria de Defesa Agropecuária é que s produtores residentes em um raio de 10Km de onde ocorreram os óbitos, ou seja, Soledade, Mormaço e Ibirapuitã, devem adquirir as vacinas nas casas agropecuárias e aplicar em seu rebanho como medida de prevenção. Outro alerta é para fazer que façam uso de equipamento de proteção individual (EPI), especialmente a luva. Outro cuidado a ser tomado é com os animais de pequeno porte, como cães e gatos, para que não se alimentem das vísceras ou carcaça do bovino ou equino infectado.

Raiva x humanos
No momento em que foi informado da suspeita de raiva em Soledade, a Secretaria Municipal de Saúde já tomou as providências. Foram até as comunidades que tinham as suspeitas e vacinaram todos que tiveram contato com os animais doentes. Além disso, também foi administrado o soro em alguns.

Só se é iniciada a profilaxia naquelas pessoas que tiveram contato com a saliva, mordida ou arranhada pelo animal suspeito. O protocolo a ser seguido é a aplicação de quatro doses da vacina: a primeira quando se toma conhecimento (dia zero), outra três dias após, sendo que a próxima no sétimo dia e a última dose no 28º dia.

   
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