Em Brasília presidente da Coagrisol reivindica definição para crédito rural

José Luiz Leite dos Santos e dirigentes de cooperativas agropecuárias se reuniram com representantes do legislativo e executivo federal

Por Redação em 05/04/2019

   

(Foto: Divulgação)
Em Brasília presidente da Coagrisol reivindica definição para crédito rural

O presidente da Coagrisol, José Luiz Leite dos Santos, integrou uma comitiva de dirigentes de cooperativas gaúchas que estiveram em Brasília. Liderada pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), o grupo pediu ao executivo e legislativo federal a estruturação de uma política de crédito rural que atenda a necessidade do setor.

Conforme documento encaminhado pela entidade, inúmeros são os reflexos positivos do crédito rural às cooperativas com impactos diretos ao produtor rural. Na rubrica de custeio, permite negociar insumos a preços adequados e fornecê-los com valores acessíveis aos cooperados. A FecoAgro/RS reforça que o produtor rural sem apoio na comercialização vende mal o seu produto na pressão de oferta de safra, depreciando sua renda.

A entidade alega ainda que com instrumentos de política agrícola e através de cooperativas fortes o produtor mitiga os efeitos reversos, por comercializar em mercados melhor organizados. Já os recursos para investimentos permitem a ampliação e modernização da estrutura agroindustrial, fundamental para produção de riquezas e empregos ao país.

Dados do Banco Central indicam que de junho de 2018 a março de 2019 foram tomados R$ 136,57 bilhões em recursos, sendo que pelas cooperativas este montante foi de R$ 15,41 bilhões, ou seja, 11,29% do total que é repassado aos cooperados. O montante é 25,14% inferior ao volume tomado entre junho de 2017 e março de 2018, que foi de R$ 20,59 bilhões.

O presidente da FecoAgro/RS, Paulo Pires afirma que “o crédito rural é muito importante porque as cooperativas têm sido as financiadoras especialmente do pequeno produtor, por meio de operações internas de fornecimento de insumos e comercialização de safras”, observa.

Na terça-feira, 2 /4, os dirigentes das cooperativas agropecuárias gaúchas se reuniram com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado Alceu Moreira (MDB/RS). Na audiência com Lorenzoni, o ministro salientou que o governo reconhece a importância do agronegócio e do cooperativismo para o país.

Foi garantido ao grupo dos representantes que haverá recurso suficiente para o bom andamento da atividade agropecuária e das cooperativas. Já no encontro com Moreira, o parlamentar salientou que existem mudanças em curso, mas que a FPA está trabalhando para que, se ocorrerem alterações, sejam feitas em uma forma de transição para não comprometer o setor agropecuário brasileiro.

Da Ministra da Agricultura os representantes das cooperativas gaúchas ouviram o reconhecimento de que no ano passado já faltaram recursos. Ela reiterou que em 2019 não será diferente, mas garantiu que pelo menos o Plano Safra deverá ter o mesmo volume de recursos. "Fomos incisivos de que este investimento do crédito tem sido bom em termos de volume e taxa de juros, sendo compatível com a atividade e o resultado disto é um setor pujante em que toda vez que se divulgam números econômicos do país ele aparece entre os principais geradores de emprego e de divisa para o Brasil", ressalta Pires.

As pautas apresentadas ainda foram debatidas com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), onde os dirigentes cooperativistas gaúchos solicitaram que a OCB siga acompanhando em Brasília estes assuntos.

Participaram desta missão à Brasília, além do presidente da Coagrisol, o presidente da Fecoagro/RS, Paulo Pires, o vice-presidente da entidade e da CCGL, Darci Hartmann, e os presidentes da CCGL e Cotrijuc, Caio Vianna, da Cotrijal, Nei Mânica, da Cotripal, Germano Dowich, da Cotricampo, Gelson Bridi, e da Cotrisel, José Paulo Kraemer Salerno.

   
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