Por um 2010 mais sustentável

Conheça empresas e pessoas que adotaram atitudes “verdes” e estão fazendo a diferença

Por Redação em 12/01/2010

   

nao. (Foto: Divulgação)
Por um 2010 mais sustentável

A reunião sobre a mudança climática em Copenhague realizada há pouco mais de um mês foi considerada um fracasso. As medidas que os governos deveriam tomar para tornar o mundo um lugar mais sustentável não saíram do papel. Apesar do resultado negativo, as pessoas podem fazer a diferença e começar desde já a adotarem atitudes “verdes” dentro de suas casas.

Segundo o biólogo, professor e pesquisador da Unicamp André Victor Freitas, a terra vai esquentar sim, mas isso aconteceria daqui a milhares de anos e não em 50. Ainda assim, nossa responsabilidade sobre o meio-ambiente exige uma reeducação imediata. “Somos responsáveis pelas alterações no clima. Estudos que monitoraram reflorestamentos em grande escala provaram que as florestas regulam o clima local”.

Leandra Gonçalves, coordenadora da Campanha de Oceanos do Greenpeace, chama a atenção para a importância da redução do consumo de carne. “Atualmente, 80% do estoque do pescado no mundo está ameaçado. A pecuária ilegal é o que mais consome a Amazônia e resulta na emissão de gases do efeito estufa”, alerta.

Muitas pessoas e empresas já deram o primeiro passo em direção a um estilo de vida mais sustentável. Leia as histórias e inspire-se!

Bicicleta super poderosa

A Roda de Copenhague quer incentivar o motorista a deixar o carro em casa e promover o uso da bicicleta. O apetrecho promete aumentar o desempenho do ciclista para que ele percorra grandes distâncias sem precisar de muito esforço. A roda armazena energia em situações em que normalmente ela seria desperdiçada, e dá uma ajudinha para o ciclista quando ele precisa subir uma ladeira ou aumentar a velocidade.

O SENSEable City Lab, grupo de pesquisa formado dentro do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), assina a ideia. E a roda não traz apenas o armazenamento de energia. O usuário vai ter à sua disposição sensores e conexão Bluetooth, além de um aplicativo para mostrar a velocidade, direção e distância percorrida. A novidade deve chegar ao mercado dentro de um ano e o aparelho vai custar entre US$ 500 e US$ 1000.


Embalagens “verdes”

Designer há 13 anos, Elisa Quartim Barbosa trouxe para o seu trabalho os cuidados que passou a ter com a sua alimentação. Quando decidiu eliminar a carne de seu cardápio, há dois anos, Elisa se deu conta de que as embalagens que produzia eram vistas como grandes inimigas da natureza. “Eu quis mostrar para as pessoas que existem caminhos para que a embalagem não seja tão ruim, já que ela é útil para a longevidade dos alimentos e para que tenhamos acesso a diversos produtos”.

A designer explica que a sustentabilidade pode ser adotada com materiais que estão no mercado, desde que a escolha torne a embalagem funcional e menos agressiva ao meio ambiente. “Também é preciso estar atento para que nenhuma comunidade seja explorada e pensar em como esse material será descartado”, explica Elisa.

Segundo a designer, não existe um material que seja considerado sozinho um “vilão ecológico”. Um exemplo: ao contrário do que a maioria pensa, considerando toda a cadeia de produção, uso, transporte e descarte, o plástico pode ser melhor do que o vidro. “O líquido que for armazenado em pet é leve, reciclável, e gasta menos gás carbônico em seu transporte”, diz.

Elisa ressalta o aumento do interesse no tema pelas empresas, que passaram a realizar estudos para adotar a sustentabilidade em sua produção. “A boa notícia é que elas estão descobrindo que é possível economizar na fabricação de seus produtos com medidas ecológicas”.


Bambu dentro de casa

A flexibilidade e durabilidade do bambu fez com que ele se tornasse muito popular na China, país que investiu na produção do material, como uma alternativa ao desmatamento. Usado há mais de 4.000 anos em assessórios para as casas, agora ele ganha versões que podem ser usadas no piso e decoração.

No Brasil, uma empresa sugere o uso do bambu como matéria-prima para substituir a madeira na construção de imóveis. Segundo o fabricante, o material ecologicamente correto é resistente, já que ele possui elevado teor de fibras, tornando-o mais denso.

Para quem se preocupa com a procedência da madeira, o bambu cresce com mais rapidez do que a árvore. Segundo a assessoria da Neobambu, a sua fibra pode revestir móveis, orquidários, escadas e painéis. A instalação do bambu custa a partir de R$ 230,00 o metro quadrado.

Juta e lona na roupa
A juta, tecido utilizado em sacas de café, e as lonas de caminhões recicladas ganharam espaço nas roupas e acessórios. Inspirado no princípio de Batik, uma lavagem originária da Índia, a empresa JRJ lançou uma linha chamada Lona BR 100.

Nas peças, é usada a técnica manual. A versão brasileira da criação indiana faz uma releitura da lona reciclada. Segundo a empresa, sua linha é muito procurada por arquitetos, decoradores e usada também por estilistas.

Para quem não se convenceu, o biólogo André Victor lembra que somos bilhões de pessoas e qualquer ação que pareça pequena, se somada, pode tomar grandes proporções.

Fonte: ig.com.br

   
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