Passeata pela PAZ emociona

Um ato simples, mudo e de muita emoção resumiu tudo: os balões brancos que eram carregados pelos presentes foram soltos e partiram em direção ao céu azul e iluminado da tarde que simbolizou uma morte injusta, o fim da vida de um garoto de apenas 15 anos de idade.

Por Bruno Quevedo em 15/01/2010

   

sim. (Foto: Bruno Quevedo)
Passeata pela PAZ emociona

Na tarde quente de ontem, quarta-feira, às 17h30min, aconteceu a Passeata pela PAZ, que buscava mobilizar a comunidade para o pedido iminente de paz e segurança.

Em memória de Fabiano Pancotte Borges, que foi assassinado a facadas, na madrugada do último sábado (09), por Luiz Carlos de Oliveria, a Passeata foi como deveria ter sido: calma, sem tumulto, com o silêncio representando a dor dos amigos, conhecidos e familiares que participaram da homenagem.

A mobilização saiu da frente da casa de Fabiano, na Rua Aldino Loureiro, e seguiu na direção da Avenida Marechal Floriano Peixoto. Cartazes, faixas e camisetas com mensagem e fotos do jovem fizeram parte da Passeata, assim como balões e camisetas que, na sua imensidão branca, faziam o pedido de paz que tanto se deseja.

Toda a indignação foi posta pra fora de uma forma singela: as palavras do Frei, do Pastor, do vereador, da tia, do amigo lembraram momentos de Fabiano, em meio a pedidos de conscientização, justiça, paz e da oração de São Francisco de Assis. Os amigos expressaram o seu carinho através da letra da música Os Segundos (de Cidadão Quem, composição de Vinicius e Dimitri Gutierrez): “[...] Foi pouco tempo, mas valeu. Vivi cada segundo. Quero o tempo que passou [...]”. O pai, retomando as palavras de todos, mas carregadas de emoção e repulsa pelo ato desumano cometido ao seu filho, pediu que todos orem por ele. A tia de Fabiano, Kátia Pancotte, citando sobre o objetivo da Passeata, espera “que dê resultado, pois os jovens estão assustados e indignados com o que aconteceu”.

Um ato simples, mudo e de muita emoção resumiu tudo: os balões brancos que eram carregados pelos presentes foram soltos e partiram em direção ao céu azul e iluminado da tarde que simbolizou uma morte injusta, o fim da vida de um garoto de apenas 15 anos de idade.

Oração de São Francisco de Assis

“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna”.

   
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