Europa proíbe remédio popular para emagrecer

Sibutramina proibida

Por Redação em 28/01/2010
nao. (Foto: Divulgação)
Europa proíbe remédio popular para emagrecer


Desde a última segunda-feira, está proibida na Europa a comercialização de um dos produtos mais usados no mundo para emagrecer.

A sibutramina foi banida das farmácias europeias com a alegação de que aumenta os problemas cardíacos nos usuários. A droga, no entanto, continua válida no Brasil, país líder no consumo dos remédios para perder peso.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que ainda não é certo que a proibição da sibutramina chegará ao Brasil. As autoridades brasileiras primeiro vão analisar o estudo que embasou a decisão da Agência Europeia de Medicamentos (Emea, sigla em inglês) para decidir qual medida sanitária será implantada no País.

A Emea utilizou as conclusões do estudo chamado de Sibutramine Cardiovascular Outcomes Trial (Scout) para justificar a proibição. Durante seis anos, 10 mil usuários de sibutramina foram acompanhados e os autores afirmam ter diagnosticado aumento de infartos e derrames entre eles. Os riscos do produto, vedete da indústria farmacêutica para o emagrecimento, foram classificados como maiores do que os benefícios.

Apesar da decisão da Agência da Europa ter sido a mais radical, há uma tendência mundial de fechar o cerco à sibutramina. Nos Estados Unidos, o FDA – agência americana responsável pela regulamentação de medicamentos e alimentos – já havia solicitado ao laboratório Abbot, um dos principais fabricantes da substância, intensificasse os alertas sobre os riscos do uso da substância por quem já sofre de problemas cardiovasculares. Relatórios norte-americanos apontaram que 11,4% dos usuários de sibutramina morreram ou tiveram paradas cardíacas severas.

A Abbott, em nota, reafirmou a segurança do medicamento, desde que usado para o tratamento de pacientes “obesos, sem histórico prévio de doença cardiovascular e que não têm conseguido perder peso apenas com dieta e exercícios”. Segundo o laboratório, mais de 90% dos pacientes participantes do estudo que resultou na proibição do produto já tinham alguma complicação cardíaca.

A mesma informação foi ressaltada pela presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), a endocrinologista Rosana Radominski. Em comunicado divulgado no site da entidade, ela afirma que o estudo Scout “foi feito com indivíduos acima de 55 anos e com alto risco cardiovascular”. Por isso, “as conclusões deste estudo não se aplicam a todos os outros indivíduos obesos mais jovens e que precisam emagrecer”.

Consumo brasileiro

No Brasil, os riscos do uso de remédios para emagrecer vão muito além da sibutramina. As publicações anuais da Organização das Nações Unidas (ONU), de forma recorrente, alertam para o uso nocivo de emagrecedores no território brasileiro. O país é campeão do consumo, deixando para trás até mesmo os Estados Unidos.

Segundo o último relatório divulgado pela ONU no ano passado, a grande produção doméstica, as limitadas restrições e a facilidade na compra dos medicamentos (pela internet é possível adquiri-lo até sem prescrição médica) colaboram para colocar o País no topo do ranking mundial do consumo deste medicamento para emagrecer. A orientação de todos os especialistas é só utilizar os produtos mediante recomendação médica. Além de dependência, o uso prolongado pode matar.

Fonte: ig.com.br

   
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