Emoções positivas protegem contra doenças do coração

Estar de bem com a vida, levando sempre um sorriso no rosto, torna a pessoa mais agradável. E ainda a deixa menos propensa a desenvolver doenças cardíacas em relação a quem vive de cara fechada, de acordo com um estudo divulgado no European Heart Journal.

Por Bruno Quevedo em 22/02/2010
nao. (Foto: Getty Images)
Emoções positivas protegem contra doenças do coração

por Patricia Zwipp

Por dez anos, Karina Davidson e seus colegas do Centro Médico da Universidade de Columbia (EUA) acompanharam 1.739 adultos saudáveis (862 homens e 877 mulheres). Enfermeiros treinados avaliaram o risco de os participantes desenvolverem patologias do coração e os sintomas de depressão, hostilidade e ansiedade, além do grau de expressão de emoções positivas.

Os pesquisadores descobriram que sentimento positivo elevado significa 22% menos chance de ter enfermidades relacionadas ao coração a cada ponto de uma escala de cinco. "Os participantes com nenhum sentimento positivo estavam com um risco 22% maior de doença isquêmica do coração (ataque cardíaco ou angina) do que aqueles com um pouco de sentimento positivo, que estavam em risco 22% maior do que aqueles com sentimento positivo moderado", disse Karina ao site Science Daily. "Também verificamos que, se alguém foi geralmente positivo e teve alguns sintomas positivos no momento da pesquisa, isso não afetou o seu risco global menor de doenças cardíacas."

A equipe especula quais poderiam ser os possíveis mecanismos que levariam a essa proteção. Entre as possíveis explicações estão que as pessoas com astral positivo tendem a ter períodos mais longos de descanso e relaxamento, e podem se recuperar mais rapidamente de estresses, sem perder tempo em remoê-los.

Apesar da necessidade de novos testes para chegar a uma conclusão concreta, Karina recomenda investir em atos simples que proporcionem momentos de prazer. Se gosta de caminhar ou ouvir música, que tal reservar alguns minutos do dia para essas atividades? Caso aprecie beber um bom vinho (com moderação, é claro), por que não saboreá-lo? "Precisamos de rigorosos ensaios clínicos nessa área. Se os ensaios de apoio sustentarem nossos achados, esses resultados serão extremamente importantes para descrever especificamente o que os clínicos e/ou doentes podem fazer para melhorar a saúde."

Fonte: Terra

   
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