Polícia Civil já ouviu dez testemunhas da morte de Eliseu Santos

Polícia trabalha com duas hipóteses: crime doloso contra a vida e latrocínio, numa tentativa de roubo de veículo

Por Redação em 01/03/2010

   

nao. (Foto: )

Nas primeiras 20 horas de investigação sobre a morte do secretário da Saúde de Porto Alegre, Eliseu Santos, a Polícia Civil já ouviu dez pessoas, todas testemunhas presenciais do crime e algumas delas conhecidas do secretário. A informação foi dada pelo delegado Ranolfo Vieira Junior, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), em coletiva à imprensa na tarde deste sábado (27), no Palácio da Polícia, na Capital.

Ranolfo explicou que a Polícia trabalha com duas hipóteses: crime doloso contra a vida e latrocínio, numa tentativa de roubo de veículo. Ambas, destacou o delegado, estão sendo investigadas com muito zelo. Eliseu Santos foi baleado e morto na Rua Hoffman, bairro Floresta, na Capital, na noite dessa sexta-feira (26).

Ratificando o que já afirmara o diretor do DEIC, o titular da Delegacia de Homicídios, delegado Bolívar Llantada, destacou a cautela com que vem sendo procedidas as investigações. Segundo ele, está sendo feito o casamento da prova testemunhal com as provas técnicas. Dentro disto, salientou da fundamentalidade do isolamento do local até a manhã deste sábado, pois à luz do dia foi possível estabelecer a dinâmica do que aconteceu, explicou Bolívar. Ainda devido à quantidade de informações desencontradas que vem sendo veiculadas, os delegados esclareceram que Eliseu Santos levou dois tiros e que os suspeitos que o abordaram foram três. Os criminosos estavam num Vectra prateado ou num Astra, conforme relato das testemunhas.

Destacando a importância do Instituto-Geral de Perícias (IGP) no andamento das investigações, Bolívar Llantada acrescentou que foi possível colher material genético do suspeito no local do crime e que este material, ainda na manhã de domingo, estará sendo analisado pelo laboratório do IGP. A partir desta análise será possível estabelecer o DNA dessa pessoa. Com isto, quando for identificado algum suspeito, será possível estabelecer com certeza se ele estava presente na cena do crime, ressaltou ele.

Ao final da coletiva, Ranolfo Vieira Júnior informou que o andamento das investigações da morte do secretário Eliseu Santos será divulgado através de entrevista coletiva, uma vez que há uma busca muito intensa por parte da imprensa de informações a este respeito e que atender a todos jornalistas de forma dispersa seria inviável, prejudicando a própria investigação.

   
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