"Devemos evitar o mal", diz prefeito de Navegantes sobre lei das "pulseirinhas do sexo"

Não estão previstas punições ao estudante que insistir em usar o acessório

Por Redação em 03/03/2010
nao. (Foto: Divulgação)
"Devemos evitar o mal", diz prefeito de Navegantes sobre lei das "pulseirinhas do sexo"

A lei que proíbe o uso das polêmicas "pulseirinhas do sexo" em escolas municipais de Navegantes não prevê punição e nem determina quem ficará responsável pela fiscalização. O projeto foi aprovado na noite de segunda-feira pela Câmara de Vereadores e apreciada pelo Executivo na manhã desta terça. Para o prefeito Roberto Carlos de Souza (PSDB), é uma forma de "cortar o mal pela raiz"

A medida, que tem dois artigos, não traz punições para quem descumpri-la. Também não destaca quem vai fiscalizar a aplicação da lei.

O primeiro artigo proíbe o uso das pulseiras coloridas. O segundo obriga os professores a realizar reuniões com os pais dos alunos para esclarecer a lei e orientá-los com relação a situações envolvendo questões sexuais.

Determinações sobre a comercialização das pulseiras também não estão na lei. Segundo o vereador Marcos Paulo da Silva (PT), autor do projeto, o objetivo é a orientação e não a punição.

— Queremos conscientizar sobre a conotação sexual que eles (os adereços) têm e evitar a proliferação desse jogo. Para isso, precisamos ensinar aos pais, que conversarão com os filhos. Não queremos culpar alguém — esclarece Silva.

Para o prefeito, não há repressão ao proibir o uso das pulseirinhas. Roberto enfatiza que elas banalizam a questão da sexualidade e "isso precisa ser combatido".

— Com a brincadeira, crianças e adolescentes tem contato precoce com algumas experiências sexuais. Isso não é saudável. Sendo assim, sancionei a lei. Aprendi que devemos evitar o mal pela raiz — defende Souza.

Municípios catarinenses e de outros estados podem aderir à ideia pioneira dos vereadores de Navegantes. Segundo Silva, representantes de várias câmaras ligaram para o autor da lei em busca de uma cópia do projeto.

O jogo

A brincadeira consiste em romper a pulseira do outro e, conforme a cor, ganhar de um abraço a uma relação sexual. A novidade deixou os educadores em alerta depois que uma menina tentou beijar a colega em uma escola de Itajaí.

A mania surgiu na Inglaterra e chegou ao Brasil no final de 2009. Agora, com o início do ano letivo, pedagogos e orientadores estão apreensivos com a sua proliferação entre jovens nas escolas. A oferta e o preço acessível, R$ 2 por 10 pulseiras sortidas, atraem os adolescentes.

Fonte: clicrbs.com.br

   
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