Pausa pro café

Mitos e verdades sobre esta bebida que tem muito mais do que cafeína

Por Redação em 30/03/2010

   

nao. (Foto: Divulgação)
Pausa pro café

Você é movida a cafezinho. Acorda, estuda, trabalha e ele lá, companheiro fiel. Mas afinal, o que há dentro de uma xícara de café fumegando? Pode ter certeza que muito mais que cafeína. Conheça melhor essa bebida tão popular.


Conheça AQUI mitos e verdades sobre o café


"O café possui de 1 a 2,5 % de cafeína e diversas outras substâncias em maior quantidade que podem ser mais importantes para o organismo humano", afirma Christianne Monteiro, nutricionista da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic). A especialista se refere a uma infinidade de minerais, aminoácidos, lipídeos e açúcares encontrados no grão de café. São eles:


Minerais: potássio, magnésio, cálcio, sódio, ferro, manganês, rubídio, zinco, cobre, estrôncio, cromo, vanádio, bário, níquel, cobalto, chumbo, molibdênio, titânio e cádmio.


Aminoácidos: alanina, arginina, asparagina, cisteína, ácido glutâmico, glicina, histidina, isoleucina, lisina, metionina, fenilalanina, prolina, serina, treonina, tirosina, valina.


Lipídeos: triglicerídeos e ácidos graxos livres.


Açúcares: sucrose, glicose, frutose, arabinose, galactose, maltose e polissacarídeos.


Além de todos esses nomes estranhos, o pequeno grão também é rico em niacina, vitamina do complexo B e, em maior quantidade que todos os demais componentes, os ácidos clorogênicos - antioxidantes naturais - na proporção de 7 a 10%, isto é, três a cinco vezes mais que a cafeína.


Por tudo isso, o café é um alimento funcional e pode fazer muito bem para a saúde, além de prevenir doenças. "A bebida proporciona o aumento da capacidade de trabalho físico e mental, do estado de alerta e vigília, da memória e do bem-estar, equilibra a hiperatividade infantil, ajuda na concentração e também minimiza os efeitos do mal de Alzheimer e de Parkinson", explica Christianne.


E mais: a nutricionista Daniela Hueb pontua outros efeitos atribuídos ao café. "Seus antioxidantes ajudam na remoção dos radicais livres reduzindo o estresse oxidativo nos tecidos. A bebida também reduz o risco de cirrose hepática, previne cálculo da vesícula, ajuda na prevenção de cáries dentárias, possui atividade anti-inflamatória e protetora sobre o sistema cardiovascular, possui um discreto efeito antiobesidade, aumenta o desempenho durante o exercício prolongado, ajuda no alívio dos sintomas de asma e acelera o metabolismo".

O coffee break é um hábito cada vez mais comum nas empresas. Depois de horas de trabalho, não há funcionário que resista a uma pausa no batente para apreciar uma deliciosa xícara de café. "Intervalos para o cafezinho são ótimos. Eu adoro a bebida, faz você sair um pouco do ambiente de trabalho e sempre se encontra um colega, rola uma conversa. Sem falar que o café estimula a continuar trabalhando", acha a administradora Giuliana Monteiro. No gabinete da Secretaria Municipal de Obras do Rio de Janeiro, onde Giuliana é assistente, cerca de 30 pessoas consomem, em média, meio quilo de café a cada expediente.


Benefícios do coffee break

É fato: pequenas pausas durante o horário de trabalho ajudam a aumentar o rendimento dos profissionais. Se tomar um café, hum, melhor ainda. O tradicional cafezinho pode ser um grande aliado no combate à sonolência que bate depois do almoço ou após horas diante do computador. "O grande benefício desta bebida é o efeito estimulante que ela provoca. No momento em que a pessoa toma o café, sente-se bem disposta, sua concentração aumenta e há uma melhora até no humor", afirma a nutricionista Cristiane Mara Cedra.

Segundo estudos epidemiológicos realizados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em 2007, o consumo regular de café (até meio litro por dia, no máximo), pode ajudar a prevenir a depressão. Essa qualidade seria atribuída a uma substância descoberta recentemente na bebida: os ácidos clorogênicos, que exercem ação direta no sistema de gratificação do cérebro (áreas que, quando estimuladas, produzem sentimentos de euforia).


Apesar dos benefícios, há muito preconceito em relação à bebida. Isso acontece devido à cafeína, tida como grande vilã. O que pouca gente sabe é que essa substância representa apenas 1% do café e, em quantidades moderadas, faz bem ao organismo. É ela a responsável por estimular o sistema nervoso, reduzindo a sonolência e o cansaço. Estudos indicam que há um aumento de até 15% na agilidade mental após a ingestão de cafeína.


O lado B

Que excessos fazem mal, nem é preciso lembrar. Em quantidade superior a 500mg por dia (o equivalente a quatro xícaras grandes), a ingestão de café causa ansiedade, arritmia cardíaca, irritabilidade, dores de cabeça, insônia, tremores e diarréia. "A cafeína em excesso pode gerar dores estomacais, refluxo e, em alguns casos, até úlcera. Quem sofre de osteoporose precisa estar atento, já que a substância impede a absorção de cálcio no organismo", adverte a nutricionista Sandra Mendonça. As grávidas também devem ter cuidado já que, em altas doses, a cafeína pode provocar abortos.

Na hora do expediente

Para desfrutar dos benefícios do café durante as horas de trabalho, a nutricionista Cristiane Mara Cedra recomenda o consumo de, no máximo, três xícaras por dia, o equivalente a 150ml. "Essas xícaras devem ser consumidas de forma fracionada e nunca de uma só vez", alerta. É importante levar em conta a alimentação. Os médicos advertem que beber café de estômago vazio é prejudicial. "Desde que não seja a única fonte de nutrição, o café pode ser ingerido a cada três horas", afirma a nutricionista Sandra Mendonça.

Fonte: msn.com.br

   
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