Agricultura é destaque na economia de Soledade

Dados mostram que a agricultura seria uma das bases mais fortes de Soledade.

Por Bruno Quevedo em 14/04/2010
nao. (Foto: João Alberto de Souza)
Agricultura é destaque na economia de Soledade

A cidade de Soledade se destaca no setor das Pedras, porém, não é só delas que a economia do município é baseada: a agricultura representa cerca de 40% de toda a riqueza gerada no município.

De acordo com o Engenheiro Agrônomo e Presidente da Associação de Engenheiros Agrônomos do Alto da Serra do Botucaraí, Roberto Coleti, mesmo a agricultura tendo destaque na economia, nos últimos anos, ela vem tendo uma queda de rentabilidade.

Na cultura da soja, que é a mais produzida e cultivada, há os problemas climáticos; na do milho, há pouca representatividade na região, havendo ainda, a desvalorização do valor das sacas, na compra e venda.

Segundo o Agrônomo, “o produtor aumentou a tecnologia utilizada, nos últimos anos, melhorando e aumentando as áreas de plantio, porém a rentabilidade ainda não é satisfatória, há problemas de produtividade e também climáticos”.

Para o ano de 2010, acredita que a situação vai se manter estável, uma vez que nos anos anteriores, a produção e a rentabilidade caíram.

Numa avaliação para os próximos anos, cita que “a cultura da soja não tem futuro na região e não é viável para a pequena propriedade e deve-se começar a criar as alternativas para as mudanças de cultura. Fruticultura, suinocultura seriam outras opções”.

De acordo com dados do Censo Agropecuário de 2006, Soledade produziu 59.043 toneladas de soja, totalizando R$ 16,237 milhões. Já na cultura do milho, foram produzidas 9.117 toneladas, no valor total de R$ 1,698 milhão, demonstrando que, mesmo com as dificuldades enfrentadas pela cultura da soja, ainda sim ela se mantém na liderança no setor da agricultura.

Além das culturas tradicionais, há a produção de feijão, trigo e outra cultivares em menor quantidade.

Segundo o IBGE, o valor adicionado bruto da agropecuária, na cidade, foi de R$ 43,645 milhões; da indústria, R$ 41,345 milhões e dos serviços, R$ 18,584 milhões mostrando que a economia baseia-se mais no setor agrícola e pecuário, do que no setor pedrista.

O PIB per capita da cidade era de R$ 9.729,00.

Fonte: IBGE, Censo Agropecuário e produção: Mauricio Orsolin

   
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