Cursos técnicos são cada vez mais valorizados no mercado

Setores público e privado tentam aproximar as empresas das escolas de ensino técnico e científico

Por Redação em 27/04/2010
nao. (Foto: Arquivo Pessoal, Thiago Feijó)
Cursos técnicos são cada vez mais valorizados no mercado

Estima-se, hoje, que 200 mil postos de trabalho estejam abertos no Brasil por falta de qualificação dos candidatos. Segundo um levantamento divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em março, dos 24,8 milhões de trabalhadores disponíveis no período, 22,2% não atendiam aos requisitos considerados necessários pela demanda existente. Pensando nessa massa de trabalhadores, os setores público e privado tentam aproximar as empresas das escolas de ensino técnico e científico.

Graças a uma dessas aproximações, Thiago Feijó, 28 anos, técnico em refrigeração e ar-condicionado, participou de entrevistas de emprego ainda durante sua formação:

– Tive de sair mais cedo da minha formatura porque no dia seguinte começava a trabalhar em Caxias do Sul.

Feijó formou-se em um tipo de curso chamado integrado – em que os ensinos Médio e Técnico são cursados ao mesmo tempo –, no Colégio Técnico Industrial Professor Mário Alquati, em Rio Grande. A formação possibilitou sua entrada na indústria de bebidas Ambev. Hoje, supervisor de utilidades em Porto Alegre, ele cursa Engenharia Mecânica com incentivo da companhia, que oferece bolsas para quem quer continuar os estudos.

– O curso técnico foi a melhor opção que fiz na minha vida. Agora, a formação superior permitirá que eu continue crescendo na empresa – diz.

Através de indicações ou cadastros de alunos que buscam estágios e empregos, as escolas colocam os estudantes em contato direto com as empregadoras. Adriane Villanova Valente, gerente regional de gente e gestão fabril da Ambev – Regional Sul, garante que boa parte de seu quadro de técnicos é formada dessa forma:

– Temos procurado ir às escolas técnicas fazer palestras e mostrar que estamos de portas abertas aos alunos.

Ciente da importância desse tipo de formação no país, o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) tem buscado ferramentas para a colocação dos técnicos no mercado de trabalho. Segundo Lúcio José da Silva, gerente de educação técnica do núcleo de educação profissional do Senac-RS, só este ano, 2 mil alunos devem se formar em cursos da entidade.

– Recebemos alunos de Ensino Médio completo que querem se profissionalizar, outros que já têm uma profissão e querem se aprimorar em alguma nova ferramenta e até mesmo graduados em cursos superiores que buscam uma aproximação com o mercado de trabalho – afirma.

Espaço para tecnólogos

Representando um meio termo entre a formação técnica e a graduação, os cursos superiores de tecnologia ainda são pouco conhecidos.

– Os cursos já estão consolidados com o MEC, o que falta é o empresário reconhecer que existe essa mão de obra e que ele pode utilizá-la – afirma Alan Rocha, pró-reitor de pesquisa e inovação do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS).

Arno Schuh, 25 anos, tecnólogo formado no curso de cinema da PUCRS, acaba de abrir uma produtora de filmes com ex-colegas de curso: – O curso de tecnólogo é rápido e prático.

Trabalhamos durante a formação, o que propicia já ir conhecendo o mercado e os profissionais.

Fonte: ZERO HORA

   
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