Intercâmbio na Itália promove mais que conhecimento

Eduardo, Leonardo, Camila e Daniele aproveitam o sol para caminhar às margens do rio Adige

Por Redação em 30/04/2010

   

nao. (Foto: Divulgação)
Intercâmbio na Itália promove mais que conhecimento

Cultura, conhecimento, experiências inesquecíveis é o que estão
experimentando 16 alunos da Universidade de Passo fundo (UPF), que neste
semestre participam do Programa de Intercâmbio Acadêmico. Durante seis
meses, esses estudantes desenvolvem seus estudos em universidades
conveniadas da Itália, Espanha, México e Portugal. Na Universidade de
Verona, na Itália, estão Eduardo Gayger Muller, Leonardo Rossi e Daniele
de Sena Brisotto, do curso de Medicina, e Camila Colle, do curso de
Direito. Além deles, o acadêmicos Lúcio Antônio Biazus, do Direito, faz
intercâmbio na Universidade de Roma Tre, Itália.

Muller está no país há três meses e relata por e-mail que a cada dia
tudo vai se tornando melhor, a começar pela cidade de Verona, que
segundo ele, é muito bonita e agradável para morar. “O centro histórico
tem muitas atrações interessantes, como a Arena di Verona, Piazza Brà,
Piazza delle Erbe, Piazza dei Signori, Torre dei Lamberti, Casa di
Giulietta. Mas fugindo um pouco dos pontos principais, cada canto da
cidade vale um passeio”, assegura.

Ele conta que nos últimos dias tem feito bastante sol, bom para caminhar
às margens do rio Adige, que envolve todo o centro da cidade e
proporciona os cenários mais bonitos com pontes e construções antigas ao
redor. “Viver na Europa é muito bom. Estamos próximos de tudo,
programações culturais, shows, passeios a outros países e tantas outras
coisas”, afirma.

O intercambista acredita que o melhor mesmo é andar de bicicleta:
rápido, de graça e saudável. “Aqui em Verona, a Associação de Estudantes
empresta algumas bicicletas bem decentes”, diz. Ele assegura que
conhecendo o centro da cidade, as pontes, os portões e os pontos
principais é muito fácil se deslocar, podendo-se chegar tranquilamente a
pé nos lugares mais importantes. Além disso, o sistema de transporte
público funciona muito bem. “Todos os dias de manhã precisamos pegar
dois ônibus pra chegar até o Hospital, o que é um pouco cansativo, mas
vale a pena”, pontua.

Muller está numa residência de estudantes, morando com outros dois
acadêmicos do programa Erasmus, um polonês e um espanhol, além de um
residente de cirurgia cabo-verdense. “A convivência com essas pessoas de
outras nacionalidades no apartamento é muito interessante. Cada um tem
seus costumes e diferenças, mas sempre se encontra um assunto em comum”,
garante.

Longe de casa, o acadêmico aproveitou o período de feriado de Páscoa
para viajar até Istambul e região da Capadócia e passar o dia de Páscoa
com o irmão na Holanda. “São experiências impagáveis que vou lembrar pro
resto da vida”, comenta.

A academia italiana
Em relação à Universidade, Muller diz que foi muito bem recebido pelo
setor de relações internacionais. Ele acha interessante notar as
diferenças entre brasileiros e italianos e comenta que aparentemente,
ele e os colegas de intercâmbio estão mais preparados em relação a
habilidade prática e mentalidade para a interação médico-paciente.
“Somos os únicos intercambistas que frequentam o sexto ano da Medicina,
então nossos colegas são todos italianos. No Brasil temos aulas práticas
com o paciente desde o primeiro ano, e aqui elas começam nos anos
finais. Mas eles demonstram um bom conhecimento teórico”, constata.

A Faculdade de Medicina se encontra junto ao Hospital Policlínico G.B.
Rossi e as aulas acontecem todos os dias, com as práticas de manhã e
teoria à tarde. “A estrutura da faculdade é muito boa, tanto em relação
às salas de aula, laboratórios, biblioteca como em relação ao pessoal
docente, que se destaca principalmente nas aulas teóricas”, assegura
Muller. Segundo ele, se aproveita muito bem o tempo das aulas, os alunos
se mostram participativos e os professores são receptivos a
questionamentos e demonstram domínio do conteúdo. “A estrutura do
hospital em si também é excelente e o trabalho do pessoal paramédico é
digno de nota dez, o que torna a rotina de todos bastante agradável”,
observa.

Intercâmbio Acadêmico
São 16 alunos da UPF que realizam intercâmbio no exterior nesse semestre
e outros 71 alunos já retiraram o formulário de candidatura para o
intercâmbio acadêmico no próximo semestre e estão em processo de
seleção. Em agosto, a UPF receberá intercambistas estrangeiros vindos da
Universidade de Verona, da Universidade de Roma Tre e de universidades
espanholas que já solicitaram aceite para seus alunos. Sobre a
experiência, Muller é enfático. “Toda essa experiência é muito boa. E se
temos uma Universidade como a UPF, que nos proporciona isso, devemos
aproveitar. Os alunos de todos os cursos que se mostram interessados
devem participar do programa com certeza”, constata.

   
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