"Agatha" forma buraco de 30 metros de profundidade

Em rastro de destruição pela América Central, primeira tempestade tropical da temporada deixa pelo menos 179 mortos na região

Por Redação em 02/06/2010

   

nao. (Foto: Divulgação)
"Agatha" forma buraco de 30 metros de profundidade

Habitantes da área rural usaram pás para tentar encontrar vítimas de deslizamentos de terra que deixaram pelo menos 179 mortos na América Central, enquanto autoridades guatemaltecas tentavam lidar com um enorme buraco formado durante o fim de semana pelas fortes chuvas causadas pela depressão tropical Agatha, a primeira tempestade da temporada.

Autoridades da Coordenação Nacional para Redução de Desastres da Guatemala (Conred) estimam que o buraco, que engoliu uma fábrica têxtil de três andares ao causar o desaparecimento de uma intersecção inteira da cidade, tem estimados 30 metros de profundidade e 20 metros de diâmetro. O incidente não deixou mortos ou feridos.

Milhares continuam desabrigados e dezenas estão desaparecidos depois da passagem do Agatha. Equipes de resgate se esforçavam para tentar alcançar comunidades isoladas para distribuir alimentos e água. "Isso é uma tragédia total", disse Jose Vicente Samayoa, presidente de uma associação de bairro em Amatitlan, uma cidade inundada ao sul da Cidade de Guatemala.

Autoridades na Guatemala confirmaram que há 152 mortos no país, afirmando que 100 ainda estão desaparecidos. No Departamento de Chimaltenango, província a oeste da capital, deslizamentos de terra enterraram comunidades rurais indígenas deixando 60 mortos.

Quase 150 mil foram retirados na Guatemala e outros milhares deixaram suas casas na vizinha Honduras, onde o número de mortos subiu para 17. Em El Salvador, 11 mil foram retirados das áreas atingidas, com o número de mortos chegando a dez. Segundo o presidente Mauricio Funes, há vários desaparecidos.

Buraco

Segundo o jornal guatemalteco Prensa Libre, o direto de Geologia da Conred, David Monterroso, visitou na segunda-feira a região afetada pelo buraco para fazer um perfil da formação e analisar a consistência do solo, com o objetivo de verificar quantas residências estão em perigo.

De acordo com Procuradoria dos Direitos Humanos, citada pelo mesmo jornal, mais de 300 pessoas vivem na zona de risco. Segundo Monterroso, o cálculo sobre a profundidade e o diâmetro do buraco é preliminar, acrescentando que o fundo da formação é irregular.

Citado pela Prensa Libre, Augusto López Rincón, presidente da associação de vizinhos da zona atingida, indicou que as águas do Agatha só conseguiram deixar tamanho estrago porque a área onde o buraco se formou sofria com o movimento diário e contínuo de caminhões. Armando Gómez, que perdeu sua fábrica têxtil com o incidente, disse que na área passava um desaguamento que desestabilizou o terreno.


Fonte: ig.com.br

   
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