Paixão melhora o humor, estimula a circulação, hidrata a pele e combate vírus e bactérias

Sentimento é capaz de tirar o apetite e fazer um bem danado ao organismo

Por Redação em 13/06/2010

   

nao. (Foto: Stock Photos, Divulgação)
Paixão melhora o humor, estimula a circulação, hidrata a pele e combate vírus e bactérias

Amar é... estar sempre juntos, cuidar um do outro, fazer um jantar especial. Para alguns, os conceitos de amor poderiam ser facilmente extraídos daquele álbum de figurinhas da década de 1980, que depois foi relançado em meados dos anos 2000.

Mas, para a ciência, qual é a definição de amor, ou melhor, de paixão, o sentimento mais típico dos enamorados? Uma explosão de substâncias, uma espécie de curto-circuito, com descargas para todo o corpo.

Os sinais mais evidentes nos apaixonados são o aumento da pressão arterial, da frequência respiratória e dos batimentos cardíacos, a dilatação das pupilas, os tremores e o rubor, além de falta de apetite, concentração, memória e sono. Tudo provocado por alterações em regiões do cérebro.

– Diante dessa avalanche de emoções, amar faz muito bem ao organismo – conclui o neurologista Ricardo Teixeira.

Reações no corpo

:: Por causa da liberação de adrenalina, o coração bate mais forte. É o mesmo tipo de reação que acontece quando alguém está em perigo.

:: A endorfina relaxa as paredes dos vasos, e o sangue flui com mais facilidade. Há uma limpeza das veias e das artérias, diminuindo o risco de infarto e de aterosclerose (acúmulo de gordura nos vasos).

:: A respiração se acelera. Em repouso, uma pessoa respira, em média, 15 vezes por minuto. Quando está excitada, 40 vezes. O prazer estimula a circulação, fazendo com que o sangue leve mais substâncias nutritivas aos órgãos vitais.

:: A pessoa sorri mais, pois a serotonina melhora o humor. A elevação dos níveis dos hormônios estrogênio (mulher) e testosterona (homem) obriga as glândulas sudoríparas a produzir mais água e gordura. A pele fica mais hidratada e se protege do envelhecimento precoce.

:: A descarga hormonal provocada pela excitação fortalece as células de defesa, que combatem a ação de vírus e bactérias.

Saiba mais

AMOR E PAIXÃO SÃO SÓ REAÇÕES CEREBRAIS?

Suspiros, suores, olhares perdidos e outras sensações nascem no cérebro, mas fatores culturais e genéticos são os mais importantes na continuação dessa explosão de neurotransmissores e hormônios.

POR QUE ALGUMAS PESSOAS TÊM GRANDE NECESSIDADE DE TROCAR DE PARCEIROS?

Na primeira fase, a da atração, o amor tem um poder viciante. Uma das substâncias responsáveis pelas descargas de emoções para o coração e as artérias é a dopamina, o neurotransmissor da alegria e da felicidade. Ficamos agitados, corajosos e dispostos a realizar novas tarefas, apesar de dormir e comer mal. O mecanismo cerebral é idêntico ao de se viciar em cocaína, e estudos indicam que algumas pessoas necessitam da liberação frequente de dopamina.

A DIMINUIÇÃO DA DOPAMINA É O FIM DO AMOR?

Não. Se a paixão persiste, após três anos, entram em ação a oxitocina e vasopressina, responsáveis pela formação dos laços afetivos mais duradouros e intensos, como os da mãe com o filho. Eles preparam o terreno para um relacionamento estável.

Fonte: Carmita Abdo, psiquiatra do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo

   
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