Top 5: Grandes falhas de goleiros nas Copas do Mundo

A primeira grande falha importante de um arqueiro brasileiro ocorreu na seleção tricampeã do mundo em 1970

Por Redação em 17/06/2010
nao. (Foto: Divulgação)
Top 5: Grandes falhas de goleiros nas Copas do Mundo

O inglês Robert Green não está sozinho entre os goleiros que, nos Mundiais da Fifa, ficaram com as penas na mão após tomar um frangaço. A Inglaterra não venceu os Estados Unidos por conta do gol que Green tomou, mas ainda tem ao menos duas partidas na competição para curar as feridas e seguir adiante no Mundial da África do Sul.

Aproveitando a falha de Green, o Yahoo! Esportes vasculhou o baú das Copas do Mundo e foi procurar outras falhas significativas de goleiros em edições passadas do evento. Confira abaixo todos os detalhes!

1962 - Viliam Schrojf (Tchecoslováquia)

A seleção tcheca de 1962 foi um adversário de respeito para o Brasil na final da Copa de 1962. Entre os vários bons jogadores estava o goleiro Viliam Schrojf, que costumava jogar com uma boina para proteger-se do sol. Mas esta boina não adiantou muita coisa no lance definitivo que enterrou de vez as chances da Tchecoslováquia de ser campeã do mundo.

O Brasil começou perdendo, mas virou a partida com gols de Amarildo, ainda no 1º tempo, e Vavá, aos 24 do 2º. Os tchecos procuravam o empate quando, aos 33, a bola foi despretensiosamente alçada à linha da pequena área. Parecia fácil para Schrojf, mas a boina não tapou o sol devidamente e, com isso, o goleiro soltou a bola no pé direito de Vavá, que saiu comemorando o último gol do Mundial do Chile.

O Brasil venceu por 3 a 1 e foi bicampeão mundial. A Tchecoslováquia, vice-campeã do mundo pela segunda e última vez.

1970 - Félix (Brasil)

A primeira grande falha importante de um arqueiro brasileiro ocorreu na seleção tricampeã do mundo em 1970. É conhecida a qualidade excepcional do meio-campo e ataque brasileiros daquele Mundial, mas também se fala bastante dos defeitos da defesa, bastante insegura, a começar do esforçado, porém afobado, goleiro Félix, que à época jogava pelo Fluminense.

A semifinal contra o Uruguai era encarada como revanche da final do Mundial de 20 anos antes, no Maracanã, quando os uruguaios venceram por 2 a 1. E o jogo começou tenso para o Brasil. Aos 19 minutos, bola despretensiosa cruzada na grande área brasileira, pela esquerda. O atacante Luis Cubilla chutou a bola de maneira esquisita. A trajetória enganou Félix, que nem pulou para a bola. Falha clara, mas que acabou minimizada pelos gols de Clodoaldo, Jairzinho e Rivelino, que viraram para 3 a 1 e deixaram o Brasil finalista para enfrentar a Itália.

1982 - Waldir Peres (Brasil)

O timaço brasileiro de 1982 tinha também um grande goleiro: Waldir Peres, do São Paulo. Entretanto, Peres acabou estigmatizado pelo frango clamoroso que tomou na estreia do Brasil naquela Copa, contra a União Soviética, em Sevilha.

Aos 34 minutos de jogo, o meia soviético Andrei Bal arriscou um chute do meio da rua. Desconcentrado, Peres viu a bola quicar à sua frente e passar ao lado de sua perna esquerda. A União Soviética fazia 1 a 0 no Brasil, e só tomaria a virada no 2º tempo, através de dois golaços: o primeiro de Sócrates, o segundo de Éder.

O exótico e inesquecível goleiro colombiano René Higuita marcou época no futebol, menos por seu talento que por suas histrionices. Colômbia e Camarões faziam em Nápoles as oitavas de final que definiriam a grande surpresa da Copa, fazendo as quartas de final contra a Inglaterra.

No tempo normal. um 0 a 0 chato. Porém, os gols começaram a sair na prorrogação. Um belo gol de Roger Milla abriu o marcador para os africanos. Por conta disso, a Colômbia adiantou a marcação e seu goleiro passou a jogar também como líbero. Em uma troca de passes com um zagueiro, Higuita se confundiu com a bola e a perdeu para Roger Milla, que só teve o trabalho de dar alguns passos e, com o gol livre, marcar 2 a 0. A Colômbia ainda descontaria com um gol de Bernardo Redín, mas já era tarde. A sensação da Copa passaria a ser mesmo Camarões, que parou nas quartas de final, após derrota por 3 a 2, também na prorrogação, para a Inglaterra.

2002 - Oliver Khan (Alemanha)

O goleiro e capitão alemão Oliver Khan foi eleito, antes da decisão da Copa da Coreia do Sul e do Japão, o melhor goleiro da competição. E de fato ele jogou muito, tomando, até ali, apenas um gol e sendo um dos principais responsáveis pela ótima campanha de um time limitado no Mundial.

O problema é que a final da Copa reservaria uma surpresa desagradável a ele. Aos 22 minutos do 2º tempo, quando o Brasil já tinha muito mais volume de jogo que a Alemanha, Ronaldo roubou a bola no ataque e tocou para Rivaldo, que, da intermediária, arriscou o chute. Khan defendeu, mas deixou-a escapar nos pés de Ronaldo, à frente dele. O Fenômeno apenas empurrou para as redes e saiu para o abraço: 1 a 0 Brasil. Ronaldo depois garantiria o segundo e o Brasil ergueria a taça.


Fonte: yahoo.com.br

   
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