Soledade começa a investir em joias no lugar de pedras

Cidade avança para categoria mais qualificada de negócios.

Por Redação em 28/06/2010

   

nao. (Foto: Divulgação/CTPedras )
Soledade começa a investir em joias no lugar de pedras

De tradicional produtor de pedras preciosas, Soledade avançou para uma categoria mais qualificada de negócios. Antes conhecido principalmente como fonte de matéria-prima, o município lapidou sua marca no segmento de joias.

Hoje, pelo menos 78 empresas se dedicam à fabricação de joias. Há cinco anos, eram apenas sete.

Foram os investimentos em tecnologia. A aquisição de modernos equipamentos, em janeiro, pelo Centro Tecnológico de Gemas e Joias, instalado no município desde 2006, foi um dos fatores que provocaram a transformação de muitas empresas. O local permitiu qualificar a mão de obra e ofereceu acesso a equipamentos que fazem diferença na hora da produção.

A designer Heslie Ferreira, 28 anos, trabalha na confecção de novas peças e garante que, se depender da criatividade, os adereços locais ganharão espaço nas joalherias.

— Estamos sempre nos atualizando para saber o que é mais fácil vender. Ter boas máquinas faz diferença — diz Heslie, que usa gravadora 3D a laser para fazer matrizes de joias novas.

Para ter um diferencial no exigente mercado joalheiro, os empresários gaúchos apostam nas pedras encontradas no solo do município, como a ágata. A empresária Marlene Lodi, 41 anos, é um dos exemplos mais notáveis desta afirmação de Soledade como polo de criação de peças. Desde que a novela Tempos Modernos estreou na TV Globo, os colares exibidos pela personagem da atriz Regiane Alves, que são feitos pela empresa de Marlene, alavancaram o nome da produção local. Na empresa dela, 14 pessoas trabalham para produzir peças exclusivas para esta nova linha.

— Uma produtora da Globo viu nossas peças em um desfile da italiana Gucci. Quando soube que era produzido aqui, se interessou. Mandei algumas provas, e iniciamos essa parceria. A procura é incrível — comemora.

Para a empresária Delani Teichmann, que começou no ramo de pedras há oito anos, o centro é um dos marcos da expansão. Com o beneficiamento dos produtos, a inovação e a concorrência, ela migrou para o setor de joias, que hoje responde por 80% de sua receita.

— Agora, o valor agregado de nossos produtos é bem maior — afirma Delani, que tem em seu portfólio mais de 200 peças.

Mais conhecimento

- O Centro Tecnológico de Gemas e Joias recebeu investimento de R$ 1,5 milhão desde 2006. Conta, por exemplo, com gravadora laser, impressora 3D para prototipagem rápida, máquina para corte a jato d’água e scanner 3D a laser. No Rio Grande do Sul, o setor faturou, de janeiro a maior, US$ 20 milhões.

ZeroHora.com

   
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