Aston Martin estreia no Brasil com modelo de R$ 1,25 milhão

Conhecida pelo carro do espião James Bond, fabricante inglesa quer vender 40 unidades ao ano e abocanhar 20% do mercado de luxo

Por Redação em 16/07/2010

   

nao. (Foto: Divulgação)
Aston Martin estreia no Brasil com modelo de R$ 1,25 milhão

A Aston Martin vai abrir até o final de julho sua primeira concessionária no Brasil. Conhecida por ser o carro usado pelo espião James Bond nas telas do cinema, a montadora inglesa vai trazer para o País os modelos encontrados na Europa e nos Estados Unidos. O grande destaque da linha é o DBS, que será vendido por R$ 1,25 milhão. Com a chegada ao mercado brasileiro, a Aston Martin espera vender até 40 carros por ano. “Nos próximos 12 meses queremos responder por 20% do mercado de luxo de automóveis”, disse Sérgio Habib, responsável por trazer a marca para o Brasil.

Ao todo, a Aston Martin vai oferecer seis modelos para seus clientes. O mais “barato” é o V8 Vantage, um carro esportivo com motor de 420 cavalos de potência e que atinge velocidade máxima de 290 km/h. Quando estiver à venda, custará R$ 700 mil. Já o DBS é o top de linha. Apresentado em 2006 no filme Casino Royale, do espião James Bond, tem motor de seis litros, 12 cilindros e é capaz de fazer de 0 a 100 km/h em 3,7 segundos. Seu preço? R$ 1,25 milhão. Apesar de ainda não ter inaugurado a loja, a Aston Martin já vendeu sete carros no Brasil. Entre eles, dois DBS.

A Aston Martin é conhecida por oferecer um serviço diferenciado aos seus clientes. Ao abrir o capô, por exemplo, o motorista encontra uma placa com o telefone do engenheiro responsável pela montagem do motor. “Ele pode ligar para saber mais informações sobre a performance do carro”, afirmou Habib. O comprador pode também customizar vários aspectos do seu veículo novo. Entre outras coisas, ele escolhe a cor do banco de couro, o tipo de costura e a cor da luz do painel. “É difícil encontrar dois modelos iguais”, disse Habib. O carro customizado será entregue em um prazo de quatro meses.

Para trazer a Aston Martin ao Brasil, Habib investiu cerca de US$ 3 milhões na construção da concessionária e da oficina. O show room ficará instalado na Avenida Europa, endereço que concentra algumas das principais marcas de luxo de automóveis em São Paulo, como Jaguar, Mercedes-Benz, BMW e Land Rover. De acordo com o empresário, esta será a única loja da Aston Martin no Brasil. “Quem compra carro de luxo fecha o negócio em São Paulo”, afirmou Habib. “Faz parte do programa”. Hoje, o segmento de luxo no Brasil vende cerca de 200 veículos ao ano.

Essa não é a primeira vez que Habib tenta trazer a Aston Martin ao Brasil. As primeiras conversas começaram em 2003. Dois fatores inviabilizaram o negócio: a falta de capacidade para atender à demanda e o cuidado para entrar em novos mercados. “A Aston Martin é muito exigente antes de se instalar em países emergentes”, disse Habib. “Mas o bom desempenho do Brasil durante a crise econômica mundial tranquilizou os executivos”. Como prêmio, o Brasil será o segundo país dos Brics (sigla para os emergentes Brasil, Rússia, Índia e China) a receber uma concessionária Aston Martin, atrás apenas dos chineses.

Prêmio por desempenho

A história de Sérgio Habib com o mercado automotivo é antiga. Em 1991, ele começou a importar veículos da Citröen para o Brasil. Em nove anos de atuação, vendeu cerca de 40 mil unidades. O bom desempenho rendeu-lhe um convite para dirigir a filial brasileira da montadora francesa, onde ficou até 2008. Foi durante o seu mandato que a Citröen decidiu construir uma fábrica em Porto Real, no Rio de Janeiro. Hoje, o empresário é dono de 43 concessionárias da montadora francesa no Brasil e tem negócios com outras marcas, como Volkswagen, Jaguar e a chinesa JAC Motors.

Fundada em Londres em 1913 por Lionel Martin e Robert Bamford, dois vendedores ingleses de carros que decidiram criar sua própria marca, a Aston Martin tem uma história repleta de altos e baixos. O primeiro modelo foi lançado dois anos depois, mas não pode entrar em produção por causa do início da Primeira Guerra Mundial. Em 1937, a montadora fabricou 140 unidades, o maior volume antes da Segunda Guerra. As coisas começaram a melhorar em 1964, depois que o modelo DB5 foi escolhido para ser o carro usado pelo espião James Bond no filme 007 Contra Goldfinger.

As sucessivas crises financeiras fizeram com que a marca trocasse de controle acionário algumas vezes ao longo dos anos. Em 1994, a Aston Martin foi comprada pela Ford e esperava-se que suas vendas crescessem no mundo todo. O resultado não foi o esperado. Para especialistas, o grande erro da montadora americana foi não ter conhecimento no mercado de luxo. Com a crise, a Ford acabou se desfazendo de algumas marcas, entre elas a Aston Martin, que foi vendida em 2007 para um fundo de investimento por US$ 808 milhões. Hoje, a montadora inglesa produz seis mil unidades por ano.



Fonte: ig.com.br

   
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