Especialistas dão dicas para uma boa escolha profissional

Ampliar critérios, conhecer melhor a profissão, conversar com estudantes e formados são caminhos indicados por especialistas

Por Redação em 09/08/2010
nao. (Foto: Reprodução)
Especialistas dão dicas para uma boa escolha profissional

Estudantes que prestam vestibular neste ano e ainda não sabem qual carreira seguir têm poucos meses para definir uma das escolha mais importantes de suas vidas. Especialistas em orientação vocacional admitem que a pressão sobre os jovens é muita, mas há formas de amenizá-la e fazer uma boa escolha profissional.

A coordenadora do serviço de orientação vocacional da Universidade de São Paulo (USP), Maria da Conceição Uvaldo, alerta para a falta de critérios de escolha dos estudantes na hora de definir a profissão. “Os jovens fazem relações muito lineares, por exemplo: gosto de matemática, então vou estudar engenharia, gosto de escrever, então vou cursar letras. Eles não ponderam como será o dia-a-dia da profissão, o ambiente de trabalho, as tarefas e se preocupam muito com o retorno financeiro”, afirma.

Para desenvolver esses critérios, a USP tem um serviço de orientação vocacional que estimula os participantes a fazerem as perguntas certas para descobrir qual a melhor carreira a seguir. Num primeiro momento, a tática parece confundir mais do que esclarecer. Porém a ideia não é entregar a resposta e sim levar o estudante a perceber o que ele realmente quer, explica Maria da Conceição.

João, 16 anos e estudantes do 3º ano do ensino médio, participou de uma oficina de orientação vocacional elaborada pela Psicologia da USP na Feira das Profissões, realizada na universidade até este sábado. “Acho que vou abandonar a ideia de estudar Ciências da Computação e prestar Biotecnologia”, diz o estudante que estava em dúvidas entre as duas carreiras. “As perguntas que eles fizeram (na oficina), sobre como eu imagino que será o meu local de trabalho, a minha rotina, me fizeram perceber que Biotecnologia é mais a minha cara”, analisa.

As colegas Karoline, 15, e Juliana, 16, ainda estão no 2º ano do ensino médio, mas já escolheram Medicina e Direito, respectivamente. “Para a gente a orientação educacional serviu para dar certeza que escolhemos a carreira certa”, resume Juliana.

Pesquise

Leo Fraiman, psicoterapeuta e especialista em psicologia escolar, acredita que há sete chaves principais para uma boa escolha profissional. “O estudante deve saber exatamente o que ele fará no dia-a-dia, com o que irá trabalhar, com quem trabalhará (quais áreas e profissionais trabalharão com ele), onde irá trabalhar (em casa, num grande escritório, na rua), o que irá estudar, como será seu estilo de vida e, a peça fundamental para a satisfação profissional, qual é o significado do que ele fará”, frisa Fraiman.

Para responder a essas perguntas, os estudantes devem visitar locais de trabalho, conversar com estudantes e profissionais dessas áreas, investigar a fundo a profissão que eles queres seguir. “Amigos da família, dos professores, ex-alunos da escola, os profissionais devem contribuir para esclarecer as dúvidas dos estudantes”, destaca Fraiman.

As amigas Dany e Larissa, ambas com 17 anos e estudantes do 3º ano do ensino médio, passam por momentos diferentes. Enquanto Larissa tem certeza de que irá cursar Cinema, Dany não sabe nem qual área do conhecimento irá estudar. “Já passou absolutamente tudo pela minha cabeça, de jornalismo à educação física. Mas achei muito bom conversar com profissionais e estudantes aqui na feira, porque quando você pesquisa sobre a profissão é sempre tudo muito técnico”, afirma.

“Sempre achei legal esse negócio de gravidez, por isso pensei em ser obstetra, mas talvez eu faça algo como Jornalismo ou Rádio TV”, diz Marina, 16 anos, estudante do 2º ano do ensino médio do colégio Monte Castelo. A única certeza da estudante é que não seguirá uma carreira da área de exatas. Já sua amiga Monique, 17 anos, está certa de que estudará Moda: “Meu único problema é convencer minha mãe. Ela acha que essa carreira não é muito boa pra mim”.

Muitos estudantes se preocupam com o retorno financeiro das profissões. Para esse jovens, Fraiman dá um recado: “É preciso se livrar dos preconceitos. Não existe carreira boa, sucesso garantido, área para homem ou mulher. Hoje, o sucesso financeiro está ligado à satisfação. Então o importante é escolher algo que você realmente goste”.


Fonte: ig.com.br

   
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