Mulheres cuja beleza foge de estereótipos costumam ter uma grata surpresa

Amadas por homens que valorizam suas características, elas contam suas histórias

Por Redação em 09/08/2010

   

nao. (Foto: Divulgação)
Mulheres cuja beleza foge de estereótipos costumam ter uma grata surpresa

“As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental”, tascou Vinicius de Moraes, sem mais questionamentos. Mas que beleza é essa? Lugares-comuns (seios avantajados, por exemplo) rondam as preferências masculinas. A publicidade, as novelas e as revistas de moda reforçam esses clichês e fazem com que as mulheres cheinhas, com cabelos curtos ou crespos, entre outras, sejam sub-representadas no imaginário nacional. Afortunadas são as que assumem o corpo com profundo desdém pelos estereótipos.

É o caso de Lívia Farias, 23 anos, bem-sucedida modelo plus size.

— Ser gordinha nunca foi um problema e sempre tive os namorados que quis — garante.

Casada há cinco anos, é completamente segura quanto à sua beleza.

— Não vejo nenhum problema em ela ser um pouco mais gordinha. Esses detalhes não importam. Ainda mais ela, que sempre está bonita para mim — reforça o marido, Fábio Daniel Carvalho, 30 anos, administrador.

Todavia, uma corrente de pesquisadores entende que a busca por certos padrões estéticos tem razão de ser. De acordo com o terapeuta de casais Fábio Caló, os estereótipos — masculinos e femininos — remetem à manutenção da espécie.

— O homem sempre buscou traços que identifiquem a mulher escolhida como boa reprodutora. Por isso, quadril largo é preferência masculina em qualquer povo.

Do ponto de vista feminino, a aparência é mais facilmente relativizada.

— As mulheres buscam, de forma evolutiva, a segurança, seja na estabilidade financeira e profissional, ou na expectativa de que possa formar uma família — enfatiza o terapeuta.

A obsessão pela magreza parece ser a mais cruel patrulha estética, confirma Simone Fiúza, 24, outro exemplo de mulher que, mesmo com mais peso, arrasa nas passarelas. Há sete anos no mercado plus size, ela conta que durante toda a adolescência lutou contra o estigma de gordinha.

— Já sofri muito. Hoje, namoro há um ano e sou muito feliz.

O namorado, o músico Michel Gutto, 25, confessa que os seus namoros anteriores foram com mulheres mais magras.

— Senti pressão dos meus amigos quando comecei a namorar a Simone. Agora, que estou com ela, vi que as gordinhas são completas e que até o sexo é mais gostoso.

Clichê até a raiz dos cabelos

Além do peso, há outro