Homens que ganham menos que as esposas são mais propensos à traição

O mesmo estudo mostra que os homens cujas esposas são mais dependentes deles também são propensos a serem infiéis

Por Redação em 17/08/2010

   

nao. (Foto: Reprodução)
Homens que ganham menos que as esposas são mais propensos à traição

Os homens que ganham menos que suas mulheres são mais propensos a trai-las, especialmente se forem de origem latina, uma forma que talvez tenham encontrado para restabelecer uma identidade de gênero, já que se sentem ameaçados, revela um estudo divulgado nos Estados Unidos.

— Ganhar menos do que a mulher pode ameaçar a identidade de gênero dos homens, ao colocar em evidência a noção tradicional do homem como o arrimo da família — explica Christin Munsch, candidata a doutorado de Sociologia da Universidade de Cornell e autora do estudo apresentado nesta segunda-feira na reunião anual da Associação Americana de Sociologia.

— Esta relação pode ser particularmente forte em certos subgrupos para os quais a masculinidade tem tradicionalmente grande valor, como os homens latino-americanos — acrescentou.

De fato, o estudo mostrou que a infidelidade aumenta notoriamente quando o homem que ganha menos que seu cônjuge mulher é latino, provavelmente porque sustentar economicamente a família "é um dos traços que definem a masculinidade entre os hispânicos".

Por outro lado, o mesmo estudo mostrou que os homens, cujos pares são mais dependentes dele, também são mais propensos a serem infiéis, o que se torna uma situação sem saída para as mulheres.

No entanto, é diferente no caso delas.

Se uma mulher é o arrimo econômico da família, também é mais propensa a enganar seu companheiro, enquanto que, se ela depende de seu marido, é menos provável que seja infiel a ele.

No geral, as mulheres são 50% menos propensas a enganar seus companheiros, sejam quais forem as circunstâncias, segundo o estudo: 6,7% dos homens nos Estados Unidos foram infieis as suas mulheres num período de seis anos, contra 3,3 das mulheres.

— A feminilidade das mulheres não está definida por seu status econômico, e também não se define por suas conquistas sexuais. Portanto, a dependência econômica não é uma ameaça à feminilidade — afirma Munsch. — Mas, em função da dupla moral sexual, é provável que a dependência econômica leve as mulheres a serem mais fieis.

O estudo indica que "quanto maior a educação, menor é a probabilidade de que elas sejam infiéis", o que parece indicar que a melhor maneira de evitar a traição sem renunciar a um trabalho bem remunerado, seria procurar um par numa biblioteca, num laboratório ou numa conferência.

Munsch analisou dados de 1.024 homens e 1.559 mulheres casados ou concubinos há menos de um ano.


Fonte: clicrbs.com.br

   
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