Não é fácil tomar a decisão certa quando o cônjuge ruma para desafios profissionais em outra cidade

Escolher entre ir junto ou ficar exige cautela para que relacionamento e carreira não acabem frustrados.

Por Redação em 08/10/2010

   

nao. (Foto: Divulgação)
Não é fácil tomar a decisão certa quando o cônjuge ruma para desafios profissionais em outra cidade

O amor ou a carreira? Embora os dois caminhem juntos na maioria das vezes, casais e até famílias podem passar pelo dilema de ter que optar por seus empregos ou por dar seguimento ao relacionamento conjugal. A dúvida surge no momento em que o namorado, a namorada, a esposa ou o marido recebe uma proposta de emprego em outro estado ou passa em um concurso público que exige a mudança completa de rotina.

É nessa hora que entram a maturidade do casal, as prioridades, o planejamento e outros quesitos que ajudam no sucesso, seja da perspectiva do trabalho ou do coração.

Por mais que, em um primeiro momento, a escolha possa significar abdicação, os prós e os contras devem ser analisados para que a razão prevaleça e o relacionamento não saia prejudicado. Segundo a coach e gerente executiva do Grupo Spot, Sílvia Mesquita, é preciso ter paciência e não tomar decisões precipitadas, pois uma insatisfação no meio profissional pode refletir diretamente na relação.

— O cônjuge transferido deve ir primeiro, morar pelo menos quatro meses no local e perceber se é aquilo mesmo que ele quer. Só depois, o parceiro que ficou na região de origem vai começar a concretizar oportunidades na nova cidade— indica.

O primeiro passo é pesquisar qual mercado é mais forte na região de destino. A análise começa pela profissão. Existe vaga para a formação desejada na cidade? Como são os salários? Quais as possibilidades de ingresso? Todas as respostas para essas perguntas devem estar claras na cabeça de quem pretende mudar de vida. Bons aliados serão a internet, os sites de emprego e até o contato direto.

Em visitas à cidade de destino, a pessoa pode fazer amizades, perguntar o que é mais forte e até conversar com colegas do cônjuge transferido sobre onde existem possibilidades de emprego. Só depois de acionar toda a rede de relacionamentos é que alguma decisão pode ser tomada.

— É importante construir uma cadeia de valores, identificar quais são as prioridades na vida. Se a pessoa está muito bem profissionalmente, é importante avaliar se não seria interessante passar pelo desafio de viver na ponte aérea por um período — ressalta a sócia-diretora da Rhaiz Recursos Humanos, Carmen Cavalcanti.

Para ela, tudo tem que ser pesado e sempre haverá pontos negativos. O que deve definir, porém, são as ponderações dos frutos positivos a serem gerados pela mudança de estado e na carreira dos dois.

A ideia é que o acompanhante não fique parado e aumente ainda mais as competências no currículo. Assim, em caso de retorno à cidade de origem, ele pode voltar para a empresa da qual era funcionário em um cargo melhor.

— Se o casal analisa o que essa mudança vai trazer de positivo a curto, a médio e a longo prazo, consegue tratar uma especialização como oportunidade — diz Carmen Cavalcanti.

Nesse caso, o recomendado é uma boa e franca conversa com o atual empregador. Vale a pena contar o que está acontecendo e manter a rede de contatos sempre inteirada sobre as qualificações que estão sendo realizadas no período em que a pessoa está em outra cidade.

— Mantenha o networking ativo. Se for voltar ao local para visitar a família, aproveite e faça um lanche com o antigo chefe, conte do treinamento que está fazendo, sobre o que está aprendendo e as novas ideias que surgiram no decorrer dos estudos — sugere Carmen.

Para ela, esse tipo de atitude mantém o profissional vivo na mente dos empregadores que almejam crescimento para suas organizações. Afinal, quem viaja e volta depois de dois ou três anos leva algumas vantagens: além de já conhecer o trabalho — ou seja, não precisa aprender todo o sistema da empresa e não perde tempo com isso —, entra com a cabeça fresca e com formação em uma nova área.

— Ele estará treinado e retornando melhor do que foi. Se mantiver os contatos, não ficará desempregado em seu retorno — complementa a consultora.

Como decidir

Dicas para quem busca oportunidade de carreira para acompanhar o(a) parceiro(a) em outro estado:

:: Não coloque todas as expectativas no companheiro: isso pode aumentar a pressão e causar frustrações
:: Tenha uma conversa franca com o parceiro para alinhar as expectativas do relacionamento
:: Avalie qual o melhor momento para a mudança, considerando que o outro precisa inicialmente se adaptar ao novo cenário
:: Pesquise sobre a região onde pretende atuar conhecendo suas particularidades
:: Verifique se as oportunidades para sua área de atuação estão aquecidas no mercado local
:: Monte previamente uma rede de contatos com profissionais e empresas da região
:: Busque as histórias e as soluções encontradas por pessoas que tiveram experiências parecidas
:: Aproveite o momento fora da região para cursos de aperfeiçoamento
:: Mantenha o contato com profissionais e empresas da região anterior para não perder o networking atual
:: Faça parte de comunidades, associações (acadêmicas, conselhos, feiras, fóruns, eventos sociais) de relacionamento na região para facilitar o ingresso no mercado por meio de nova rede de relacionamentos.


Fonte: clicrbs.com.br

   
O Portal ClicSoledade não se responsabiliza pelo uso indevido dos comentários para quaisquer que sejam os fins, feito por qualquer usuário, sendo de inteira responsabilidade desse as eventuais lesões a direito próprio ou de terceiros, causadas ou não por este uso inadequado.

Publicidade