Bem-vindo à sua geração: Y

Conheça mais sobre os jovens da nossa era

Por Redação em 01/12/2010

   

nao. (Foto: Divulgação)
Bem-vindo à sua geração: Y

Os jovens da geração Y procuram se descobrir em uma época de relações condicionais. A geração é formada por pessoas que nasceram entre os anos de 1978 e 1990, época de avanços tecnológicos e econômicos gradativos e evidentes. Estas pessoas lutam por direitos iguais no mercado de trabalho e almejam posicionamentos dentro das empresas. Querem ser livres em todos os sentidos e lutam por um mundo melhor.

Segundo um estudo realizado pelo Great Place to Work, no Rio de Janeiro os profissionais da geração Y ocupam 23% dos postos de trabalho das Melhores Empresas para Trabalhar. Nos Estados Unidos o número é de 20%, podendo chegar a 45% nos próximos quatro anos, segundo a Hay Group. Muitos especialistas em gestão e carreira dizem que os profissionais da geração Y são ansiosos, impacientes e procrastinadores. Eles, porém, fazem parte de uma cultura imediatista, na qual tentamos de todas as maneiras nos abastecer de prazeres contínuos e alimentos simbólicos da neurose (neurótico é aquele que escolhe um objeto e o coloca no lugar da falta, como seu objeto de gozo).

A questão é pagar o preço por ser quem é. Se uma pessoa é nervosa, inquieta e procrastinadora, há algum motivo. Então, vale uma investigação mais profunda. Jacques Lacan, psicanalista francês, citava a angústia como uma grande forma de criação, e, aqueles que não se esforçam para buscar o que desejam, adoecem de alguma forma. Atualmente, os adolescentes possuem uma agenda muito lotada. A todo o momento são bombardeados por imperativos sociais que lhe dizem como agir, o que desejar. Cada vez mais jovens e crianças são privados de serem como são.

Fomos criados vendo nossos pais levando o trabalho como um fardo, um sofrimento, em uma época em que apenas a formação contava para o mercado e a liderança não se questionava. E este é um ponto interessante na chegada da nova geração. Não é porque o diretor da empresa ganha uma fortuna, dirige o melhor carro, viaja para o exterior e fala para grandes platéias que os profissionais devem a ele obediência incondicional. Não funciona mais assim. Ele precisa mostrar que merece estar ali. Ele precisa ter competência, ser líder e respeitar para que seja respeitado. Hoje as relações são condicionais.

Gostar do que faz é hoje uma das principais condições para a relação empresa/colaborador se desenvolver de maneira saudável. O trabalho vem para responder uma forte questão social: “Quem é você?”. Quantos responderão, por exemplo: “Sou fulano, vim de família tal, dessa região, acredito naquela filosofia e acho que a vida deve ser desta forma.”? Geralmente as pessoas respondem com seu ofício e assim sentem-se socialmente úteis.

É necessário aprender e crescer com essas situações. Quem aqui nunca teve um desacordo com pais, avós ou pessoas de culturas diferentes. Fato é que devemos tirar proveito dos erros e acertos das gerações anteriores e gerarmos nossas características próprias que fatalmente serão questionadas pelas próximas gerações.

Willian Mac-Cormick é psicólogo clínico pela Universidade Tuiuti do Paraná e diretor da consultoria em desenvolvimento humano “Mac-Cormick & Sommer”.


Fonte: terra.com.br

   
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