Para ficar em 2010

Se o final de um ano é motivo para celebrar o que ocorreu de bom, também serve como momento para relembrar situações constrangedoras e fatos que não gostaríamos de rever no futuro. Assim, selecionamos oito acontecimentos que poderiam ficar em 2010 e cair no esquecimento

Por Redação em 30/12/2010

   

nao. (Foto: Divulgação)
Para ficar em 2010

O fenômeno teen do Restart

Grupo musical formado por adolescentes com melodias simples e letras que falam de amor e solidão. Não há nada de novo nessa história. Na verdade, pode-se dizer que é um filme que torna a se repetir de tempos em tempos e, a cada reprise, ganha cores diferentes - no caso do Restart, cores bem vibrantes. Vaiados ao receber o último VMB, premiação anual da MTV Brasil, o grupo também ficou conhecido pela tristeza de seus fãs após o cancelamento de uma tarde de autógrafos em São Paulo. "É uma puta falta de sacanagem", disse uma pré-adolescente ao reclamar do ocorrido.


Áreas VIPs em shows

Definida por alguns como o atual câncer dos eventos musicais, a área VIP ou Premium, que consiste num espaço em frente ao palco, para aqueles que têm muito dinheiro para isso, virou mania nos grandes eventos da América do Sul, principalmente no Brasil. Esse tipo de segregação vem sendo criticada e, ao que parece, deve minguar nos próximos anos - a organização do Rock in Rio confirmou que não fará uso do espaço privilegiado, o que é um bom começo.


Os genéricos de "Tropa de Elite"

Apesar do sucesso da sequência do primeiro "Tropa de Elite", em 2010 dois genéricos do longa de José Padilha estrearam nas salas brasileiras, colocando galãs da TV no centro de tramas envolvendo traficantes de drogas. Tanto "Segurança Nacional" quanto "Federal" deixaram a desejar e frustraram aqueles que esperavam por um avanço no cinema nacional de ação. Com roteiros recheados de clichês e atuações sofríveis de Thiago Lacerda, Selton Mello e Carlos Alberto Riccelli, ambas as produções tendem serem esquecidas.


"Crepúsculo" e a onda de vampiros

Responsável pela volta dos vampiros ao mundo pop, a série de livros "Crepúsculo", da americana Stephenie Meyer, tem o mérito de apresentar o mito dos mortos vivos para uma nova geração - e o demérito de fazê-lo com uma das tramas mais piegas da década, que envolve o triângulo amoroso da insossa Bella com o vampiro Edward e o lobisomem Jacob. Seu alcance foi amplificado por adaptações cinematográficas, que em 2010 ganharam sua terceira parte, "A Saga Crepúsculo: Eclipse", com atuações que beiram às do seriado "Malhação". E isso não é um elogio.


O hype da cantora Maria Gadú

Com a ajuda de uma versão da canção "Ne Me Quitte Pas", utilizada na minissérie "Maysa - Quando Fala o Coração", a cantora paulista Maria Gadú caiu nas graças do público e de alguns grandes da MPB, como Milton Nascimento, João Donato e Caetano Veloso. Com Caetano, a artista inclusive dividiu o palco em uma turnê conjunta. Mesmo com todo o hype, que ainda envolve uma indicação na categoria Melhor Artista Revelação do Grammy Latino, é difícil se animar com canções como "Shimbalaiê".


Stallone e seu "Os Mercenários" no Brasil

É comum que, ao envelhecer, as pessoas sintam falta de seus períodos áureos, quando ganharam notoriedade. Enquanto no esporte, por exemplo, o condicionamento físico impede que atletas permaneçam ativos após uma determinada idade, nas artes a falta de um freio pode criar produtos constrangedores. Esse foi o caso de Sylvester Stallone com seu último filme, "Os Mercenários", em que o ator sexagenário condensa uma série de clichês saídos dos anos 1980.


O hit grudento "Pa Panamericano"

A versão do grupo australiano Yolanda Be Cool para a canção "Tu Vuò Fa' L'Americano", sucesso de 1956 cantado pelo músico italiano Renato Carosone, que virou "We No Speak Americano", é a prova de que com uma batida irritante e alguma percepção musical é possível transformar algo bobinho em uma das músicas mais irritantes do ano. No Brasil, a canção passou a ser popularmente chamada de "Pa Panamericano", por conta da pronúncia dos vocalistas. Resta esperar pela versão do cantor Latino, mestre em "abrasileirar" hits dessa estirpe.



A decepção do seriado "Lost"

Nada pior do que ter uma expectativa frustrada por algo que não acontece como esperado. No caso do seriado "Lost", multiplique esse sentimento por seis temporadas, em que foram prometidas respostas para dezenas de mistérios condensados numa ilha perdida. No tão aguardado último episódio, os roteiristas parecem ter se perdido em meio a tantos flashbacks e tramas interligadas que, ao fim, conseguiram deixar os espectadores cheios de dúvidas - e sentindo-se parte de uma das maiores decepções da história da televisão.


Fonte: ig.com.br

   
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