Como enfrentar a sempre difícil decisão pela eutanásia dos pets

Em alguns casos, opção é a única para acabar com o sofrimento provocado por alguma doença

Por Redação em 06/01/2011
nao. (Foto: Divulgação)
Como enfrentar a sempre difícil decisão pela eutanásia dos pets

Ter de encarar a eutanásia (ou morte assistida) do bichinho de estimação devido a complicações e doenças não é situação rara. Quando o animal adoece e começa a apresentar mais sinais de sofrimento e dor do que o olhar de travessura e o rabinho agitado, pode ser hora de prestar um último cuidado ao amigo e optar pela injeção letal.

Segundo o médico veterinário Eduardo Lima, os casos mais comuns, que terminam com um terrível sofrimento para os donos, são os de câncer terminal e de leishmaniose. Embora o animal não sinta nada no procedimento, que não dura mais do que cinco minutos, a dor da despedida quase sempre deixa marcas nos donos que demoram a sarar.

– Como em muitos casos os animais já são velhinhos, são histórias de quase 15 anos de companheirismo que terminam ali, famílias que consideram o animal um filho. Até nós, veterinários, acabamos nos envolvendo – relata Eduardo.

Geralmente, a indicação para a eutanásia vem do veterinário quando o pet não consegue mais dar conta das necessidades biológicas básicas.

– A eutanásia é sempre a última solução. Não se indica o procedimento por nada – esclarece Eduardo Lima.

– Normalmente, é quando o animal sente muita dor, não se alimenta mais, não levanta para fazer xixi nem cocô, não consegue mais andar nem beber água sozinho – completa a veterinária Bárbara Lopes.

Casos de acidentes, como atropelamentos, que resultam em morte cerebral ou politraumatismos (fraturas e lesões múltiplas pelo corpo), também podem receber a indicação para evitar mais sofrimento para o bichinho.

Eduardo e Bárbara contam que alguns proprietários chegam a pedir a eutanásia dos seus animais por "qualquer motivo". Braveza, desobediência, mudança de casa, doença simples, latidos constantes. Mas, se não há justificativa para a eutanásia ou se há tratamento viável, o veterinário não pode ceder, ainda que o dono insista.

– Há um código de ética a ser seguido. Sem indicação clínica não há eutanásia. Veterinário nenhum faz – alerta Bárbara.

Além disso, como o procedimento costuma ser mais barato do que alguns tratamentos complicados, alguns proprietários pedem a eutanásia porque não podem arcar com os medicamentos.

– Nesse caso, geralmente a gente pega o animal e cuida até aparecer alguém que queira adotar – conta Eduardo Lima.

De acordo com os veterinários, por mais triste que seja a hora da despedida, o processo é rápido e nem um pouco doloroso para o bichinho. Primeiro, aplica-se uma anestesia geral que seda o animal.

– Dependendo do estado físico em que se encontra, só de aplicar a anestesia ele já falece – sublinha Bárbara.

Só depois que a anestesia faz efeito é que é aplicada a injeção de cloreto de potássio que leva a uma parada cardiorrespiratória. O procedimento é o mesmo para cães e gatos.

– O único sofrimento, que é mínimo, é na hora de pegar a veia, como se fosse para aplicar um soro – avisa Eduardo.

Desde 2008 é proibido o uso da polêmica câmara de gás. A alteração da metodologia foi feita pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária, que indica a eutanásia somente para os casos em que o bem-estar do animal está ameaçado.


Fonte: clicrbs.com.br

   
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