Estiagem

Prevenir o previsível

Por Redação em 17/01/2011

   

nao. (Foto: Divulgação)
Estiagem

A mudança de temperatura é apenas o dado mais visível do transcurso das estações do ano. Além dessa característica aparente, há outros fatores igualmente constantes que influenciam diretamente o cotidiano da população. E um dos aspectos negativos envolvidos nesse processo é a sazonalidade com a qual surgem catástrofes naturais – que vão desde o excesso de chuvas até a perda de plantações em função da geada.

Repetidas ano após ano, essas tragédias já não mais podem ser consideradas fatalidades. Pelo contrário: a cada deslizamento, a cada cheia de um rio, a cada colheita arruinada pela falta d’água, reforça-se a certeza de que é necessário manter um cuidado permanente – e não apenas emergencial – em relação aos desastres. Em outras palavras, um planejamento que envolva ações de prevenção e de auxílio imediato.

Com a prevista habitualidade, as calamidades públicas retornam ao centro das atenções no Rio Grande do Sul. Agora, a propósito, em função da estiagem que volta a atingir diversas regiões do Estado, sobretudo a Sudeste. A preocupação tem razão de ser: a escassez de chuvas traz consequências nefastas não apenas para a agricultura e a população rural, mas também para a economia urbana e as comunidades em geral.

Frente a todos os problemas decorrentes da seca, os Municípios gaúchos estão em permanente busca de soluções. A medida mais urgente diz respeito a uma antiga reivindicação das comunidades: a regulamentação e a previsão de dotação orçamentária do Fundo Estadual de Defesa Civil (Fundec/RS) e, no âmbito federal, do Fundo Especial para Calamidades Públicas (Funcap). Ambos destinarão recursos para o desenvolvimento de ações de pronta-resposta a eventos adversos – o que contribuirá para a redução dos prejuízos.

O funcionamento do Fundec/RS e do Funcap é indispensável, tendo em vista que os Municípios atingidos nem sempre recebem a tempo o auxílio proporcional aos danos ocorridos. Trata-se, em outras palavras, de conceder às comunidades aquilo que lhes é direito. Além disso, a Famurs busca a aproximação com outras entidades – como Fetag, Farsul e Governo do Estado – para garantir a cooperação no enfrentamento de possíveis dificuldades.

Essas políticas sinalizam a necessidade de um planejamento de defesa civil mais eficiente para o Rio Grande do Sul e o Brasil. Seja em tempos de secas ou tempestades, de frio ou calor, a população deve ser atendida com rapidez e sem entraves administrativos. Eis, afinal, a vocação primordial do Poder Público: olhar e agir em defesa do cidadão, especialmente nos momento em que ele mais precisa.


Fonte: Vilmar Perin Zanchin - Presidente da FAMURS e prefeito de Marau

   
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