Villaverde assume a presidência do primeiro ano da 53ª Legislatura

Por Redação em 01/02/2011

   

nao. (Foto: Guerreiro/Ag. A)
Villaverde assume a presidência do primeiro ano da 53ª Legislatura


Postal, Westphalen, Villaverde e Sossella: gestão compartilhada deve ser a marca da Legislatura
Indicado pelo Partido dos Trabalhadores, conforme acordo pluripartidário firmado entre as bancadas, o deputado Adão Villaverde assume nesta segunda-feira (31) a presidência do Parlamento gaúcho. Villaverde será o primeiro presidente da 53ª Legislatura, cuja marca será a gestão compartilhada. "A ideia é seguir uma mesma linha de continuidade de gestão, obedecendo a um projeto para a Casa, não de um partido. Vamos ter até um comitê de gestão", salienta Villaverde.

A alternância administrativa deve acontecer apenas na presidência da Assembleia, que será ocupada pelas quatro maiores bancadas: PT (2011), PMDB (Alexandre Postal/2012), PP (Pedro Westphalen/2013), e PDT (Gilmar Sossella/2014).

Villaverde destacou que todos partidos com maiores bancadas já presidiram a Assembleia e têm acúmulos e diagnósticos suficientes para enfrentar os grandes temas de debates dos gaúchos, buscando recolocar o Rio Grande do Sul no lugar de destaque que já teve no cenário nacional. "O que nos embalará nesta nova legislatura é promover as discussões dos destinos e das soluções para o RS, sem prescindir de praticar o diálogo, respeitar o contraditório, fiscalizar e legislar", planeja.

Perfil

Adão Roberto Rodrigues Villaverde, nascido em 6 de fevereiro de 1958, natural de Alegrete, foi reeleito em 2010 para seu terceiro mandato como deputado estadual, conquistando 47.758 votos. O petista ampliou suas votações anteriores - em 2006 havia alcançado 31.460 votos, em 2002, 41.047 votos.

Formado nas lutas políticas estudantis do Colégio Estadual Julio de Castilhos de Porto Alegre (o Julinho), Villaverde veio a Porto Alegre para estudar engenharia civil. Pós-graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e professor licenciado da Faculdade de Engenharia da Pontifícia Universidade Católica (PUC), foi protagonista da fundação do PT, em 1980.

Logo após contribuir para a fundação do PT, Villaverde assumiu a presidência do Diretório Metropolitano. Durante o governo Olívio Dutra (1999-2002) assumiu a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia e, mais tarde, a de Coordenação e Planejamento.

Tecnologia e educação

Em 2002, concorreu pela primeira vez a um cargo eletivo, elegendo-se deputado estadual. Na Assembleia, foi pioneiro em desempenhar o cargo de líder do governo federal no RS. "Os quatros anos do governo Olívio Dutra suscitaram o nosso amadurecimento”, analisa.

Na 52ª Legislatura (2007-2010) Villaverde atuou na formulação do primeiro projeto de lei de incentivo à inovação tecnológica (LIT) e na criação de leis como a de controle do enriquecimento ilícito do gestor público. Engenheiro civil e professor, casado e pai de um filho, o parlamentar se destacou também na defesa da implantação do Centro Nacional de Excelência em Tecnologia Eletrônica Avançada (Ceitec) que desenvolve a primeira fábrica de semicondutores da América Latina na Lomba do Pinheiro, e na criação da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (Uergs).

Entre as principais proposições de seu segundo mandato estiveram a proposta de legislação do artesanato gaúcho, a emenda 49 da Constituição do Rio Grande do Sul, que incorporou o direito à alimentação na Carta Magna estadual e, principalmente na batizada "Lei Villaverde", de número 12.980/2008, que instituiu no Rio Grande do Sul um poderoso instrumento de Estado garantindo uma fiscalização da evolução do patrimônio privado de agentes públicos, possibilitando a ampliação do combate à improbidade e à corrupção.

Foi presidente da Escola do Legislativo gaúcho no período 2009-2010. Nela, coordenou o lançamento da coletânea A Ditadura de Segurança Nacional no Rio Grande do Sul (1964-1985): História e Memória.

Sobre sua reeleição, Villarde atribui ao fato de ter estado, sempre, ao lado do presidente Lula, “nos bons e especialmente nos maus momentos”. Seu mandato teve, ainda, um grande amplitude de relações, sobretudo sociais, setoriais, comunitárias e sindicais.

Votação

Dos 47.758 votos conquistados por Villaverde, 18.236 votos vieram da capital, principal reduto eleitoral do parlamentar. Viamão (3.338), Alegrete (3.036), Bento Gonçalves (2.052), São Leopoldo (1.925), Taquari (1.611), Alvorada (1.361) e Guaíba (1.336) vieram a seguir.

   
O Portal ClicSoledade não se responsabiliza pelo uso indevido dos comentários para quaisquer que sejam os fins, feito por qualquer usuário, sendo de inteira responsabilidade desse as eventuais lesões a direito próprio ou de terceiros, causadas ou não por este uso inadequado.

Publicidade