Testes genéticos mostram que mulheres são mais gentis do que homens

Pesquisa foi baseada na análise de cerca de mil pares de gêmeos idênticos ou não

Por Redação em 11/02/2011

   

nao. (Foto: Reprodução)
Testes genéticos mostram que mulheres são mais gentis do que homens

As mulheres têm uma maior predisposição genética para ajudar as outras pessoas que os homens, mostra estudo que encontrou uma forte ligação entre a genética e a tendência a ser gentil. A pesquisa, baseada na análise de cerca de mil pares de gêmeos idênticos ou não, revelou que cerca de metade dos traços "pró-sociais" — a vontade de ajudar outros — identificados nas mulheres estavam mais ligados aos genes do que ao meio, enquanto o número ficou em apenas 20% para os homens.
Os cientistas acreditam que a descoberta apóia a ideia de que o comportamento pró-social tem um forte componente hereditário, com algumas pessoas dando demonstrações desta tendência natural desde a infância. Uma das conclusões do estudo, publicado no jornal "Biology Letters", é de que algumas mulheres — e alguns poucos homens — são mais facilmente generosas e gentis do que o resto da população se tiverem os estímulos certos.
— Há um grande debate no momento se a natureza humana é altruísta ou não — explica Gary Lewis, psicólogo da Universidade de Edinburgh responsável pela pesquisa. — Alguns argumentam que desenvolvemos o altruísmo independentemente de intervenções externas, enquanto outros dizem que somos um tanto egoístas e precisamos de ambiente externo que nos estimule a ser gentis uns com os outros. Este trabalho sugere que pode haver diferentes tipos de pessoa no mundo, com algumas considerando fácil tomar atitudes pró-sociais e outras que precisam de ajuda para isso.
Os pesquisadores entrevistaram os pares de gêmeos fazendo perguntas como se estariam dispostos a comparecer em um tribunal para testemunhar sobre um acidente de trânsito ou se concordariam em pagar mais impostos para financiar o tratamento de saúde de outras pessoas. Ao usarem tanto gêmeos idênticos — que têm os mesmos genes e criação — quanto não idênticos — que dividem a mesma criação, mas não têm os mesmos genes - eles puderam separar o papel da natureza e da criação nos tipos de personalidade identificados.
— Parece que há uma personalidade geral mais pró-social. Não chegaria ao ponto de dizer que são pessoas boas, mas certamente são mais sociáveis — contou Lewis. — Descobrimos que nas mulheres há uma forte influência genética neste tipo de comportamento, enquanto nos homens esta influência foi menor. Mas também há influências ambientais que foram consideráveis nos dois casos. Nas mulheres esta propensão genética foi de cerca de 50%, contra 20% nos homens. O que descobrimos sugere que intervenções que estimulem um comportamento social consciente podem ser úteis, mas alguns indivíduos são instintivamente mais sociáveis do que outros.


Fonte: clicrbs.com.br

   
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