Lady Antebellum e Arcade Fire são os destaques do Grammy

Eminem, que disputava 10 categorias, terminou a noite com apenas dois prêmios

Por Redação em 14/02/2011
nao. (Foto: Divulgação)
Lady Antebellum e Arcade Fire são os destaques do Grammy

Não deu para Eminem. O rapper, indicado a dez Grammys, conquistou apenas dois prêmios, melhor cantor de rap e melhor álbum de rap. Ele foi atropelado pelo grupo country Lady Antebellum, do hit "Need You Now". A banda ganhou os principais prêmios da categoria country (grupo, música e álbum), e de quebra ainda levou para casa duas das três grandes estatuetas da festa, canção e gravação do ano.

O vencedor da terceira das principais categorias, álbum do ano, foi a banda canadense Arcade Fire, com seu disco "The Suburbs". A banda também fez o último show da noite, com uma furiosa versão de "Month of May" que nem as inexplicáveis bicicletas que circulavam pelo palco conseguiram atrapalhar. Após ganharem o Grammy das mãos de Barbra Streisand, ainda voltaram para o bis, com "Ready to Start".

Outra surpresa foi a vitória de Esperanza Spalding na categoria revelação. Não tanto por ela ter derrotado nomes mais populares, como Justin Bieber e Florence & the Machine, mas por já ter lançado três álbuns, o primeiro deles em 2006, e mesmo assim ter sido considerada uma revelação.

No geral, tanto os prêmios quanto os shows foram bem conservadores. Até Lady Gaga, a atração mais esperada da noite, foi comportada para seus parâmetros. Dessa vez, não usou vestidos de carne, não incendiou pianos ou se cobriu de sangue - o máximo da estranheza foi surgiu dentro de um casulo. Uma referência bem óbvia ao nome da música apresentada, "Born this Way" ("Nascida Assim", em tradução livre).

Depois da aparição, ela se limitou a dançar uma coreografia sem graça enquanto fazia playback. Em defesa da cantora, é bom ressaltar que ela não foi a única que apelou para bases pré-gravadas. O playback de Justin Bieber, por exemplo, estava tão evidente que, no final de sua performance, a direção do programa evitou os closes de seu rosto. O caso de Usher, que "cantou" logo depois, foi ainda pior.

Mesmo assim, Lady Gaga foi uma das mais ousadas da noite. "Born this Way", afinal de contas, é uma canção que celebra o orgulho gay - "Don't hide yourself in regret / Just love yourself and you're set" ("Não se esconda em remorso / Apenas se ame e está tudo bem"), diz a letra. O fato da performance ter sido anunciada por Ricky Martin, que assumiu ser gay no ano passado, deixou a mensagem ainda mais clara.

O tom conservador do Grammy ficou visível logo na abertura do noite, com um longo tributo a Aretha Franklin. A cantora, uma das maiores vozes da história da música pop, merece essa e outras homenagens, é claro. Mas iniciar a festa dessa maneira deixou clara uma das principais características da cerimônia: a celebração do passado.

Pelo menos no caso de Aretha, essa celebração foi bem sucedida. Um medley com seus maiores sucessos, bem interpretados por cinco cantoras bem diferentes entre si - quem imaginaria juntar no palco Christina Aguilera e Florence Welch? Aretha, que se recupera de uma cirurgia, não pode comparecer e gravou um depoimento em que garantiu: "ano que vem estarei aí".

Outros bons momentos retrospectivos foram Bob Dylan cantando "Maggie's Farm" com o Mumford & Sons e os Avett Brothers (com direito a um roadie colocando o microfone no palco apenas segundos antes de Dylan começar a cantar), o trio Norah Jones, John Mayer e Keith Urban interpretando "Jolene", de Dolly Parton e, é claro, um enérgico Mick Jagger (em sua estreia no Grammy) homenageando o cantor de soul Solomon Burke, morto em 2010.

Quando decidiu celebrar o presente, o Grammy não se saiu tão b