Colheita do feijão atinge 90% das lavouras

Já no caso da bovinocultura de corte, as chuvas seguem insuficientes na Região da Campanha e parte da Zona Sul do Estado

Por Redação em 25/02/2011
nao. (Foto: )

Os produtores de feijão estão muito próximos de concluírem a 1ª safra do grão no Estado: 90% da área plantada já foi colhida, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (24) pela Emater/RS-Ascar. A estimativa da Instituição é de que a atual safra seja 22,5% maior que a do ano passado e, mesmo com a redução de 4,5% na área plantada, supere as 98 mil toneladas. Isso significa um aumento de 27,3% na produtividade média das lavouras.

Os agricultores prosseguem, também, com o plantio da safrinha, já ultrapassando 80% da área estimada. Segundo os técnicos da Emater/RS-Ascar, até o momento o desenvolvimento da 2ª safra é considerado bom, com umidade adequada, mesmo dentro das condições meteorológicas verificadas em função do fenômeno La Niña. A preocupação dos agricultores diz respeito aos preços, que continuam abaixo das expectativas. Nessa semana, o valor médio da saca de 60 kg de feijão preto foi de R$ 71,23, cotação 24,3% menor que o valor do mesmo período na média histórica.

No milho, a colheita alcançou 35% da área plantada nesta semana, contra uma média de 29% se consideradas as últimas cinco safras. Se, por um lado, a alta umidade não permite uma colheita mais acelerada das lavouras que se encontram maduras, por outro, dá boas condições de desenvolvimento às que se encontram nas fases de floração e enchimento de grão. Isso tem proporcionado a manutenção de um alto potencial produtivo. Os rendimentos obtidos nas recentes colheitas tendem a manter a média em patamar elevado, afastando a possibilidade de eventuais prejuízos em âmbito estadual.

No caso do arroz, o tempo seco verificado nas principais regiões produtoras tem favorecido a colheita e, de maneira geral, o desenvolvimento das lavouras. Nesta semana, a colheita alcançou 4% do total da área plantada, com a produtividade média superando, em muitos casos, os oito mil quilos por hectare. As lavouras em fase de maturação também apresentam bom potencial, confirmando as expectativas de uma excelente safra.

Para os hortigranjeiros, as condições climáticas do último período - altas temperaturas e grande insolação, acompanhadas de boa umidade especialmente nas regiões do Litoral Médio e Norte e na Metade Norte do Estado - tem propiciado bom desenvolvimento das olerícolas e frutíferas. Por outro lado, tais condições favorecem o aparecimento e a disseminação de doenças fúngicas, especialmente nas hortaliças folhosas, diminuindo a oferta e causando aumento dos preços no mercado.

Em algumas áreas da Serra, como no município de Nova Petrópolis, está aumentando o cultivo de goiabeiras visando o abastecimento de agroindústrias da região e, também, do mercado in natura. Este cultivo estende-se até a baixada do Rio Caí, que proporciona microclima ideal para o desenvolvimento e produção desta fruta. A principal variedade cultivada é a Paluma. A cultura encontra-se em pleno desenvolvimento dos frutos.

Nos Campos de Cima da Serra, a colheita da maçã variedade Gala encontra-se em evolução, com aproximadamente 30% já colhidos. A qualidade é muito boa e a produtividade é expressiva, com os frutos apresentando coloração firme. Em algumas localidades, como em Caxias do Sul, o rendimento médio deverá ultrapassar as 50 toneladas por hectare.

Já no caso da bovinocultura de corte, as chuvas seguem insuficientes na Região da Campanha e parte da Zona Sul do Estado. O quadro se mantém crítico, mesmo com as últimas chuvas verificadas na região, que proporcionaram uma pequena recuperação, mas foram insuficientes para a retomada do bom desempenho do rebanho. Diante deste quadro, continua baixa a oferta de animais para abate. Os pecuaristas já contabilizam uma redução no número de nascimentos para próxima primavera devido à visível diminuição da ocorrência de cio nas fêmeas e ao baixo índice de prenhes registrados.

   
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