Forte tremor provoca tsunami e deixa centenas de mortos no Japão

Terremoto de 8,9 graus de magnitude - o maior da história do país - provoca destruição em dezenas de cidades e vilarejos

Por Redação em 11/03/2011

   

nao. (Foto: Divulgação)
Forte tremor provoca tsunami e deixa centenas de mortos no Japão

Um forte terremoto de 8,9 graus de magnitude atingiu nesta sexta-feira a costa nordeste do Japão, provocando um tsunami de 7 metros em cidades na região norte do país. O último balanço oficial divulgado pelo governo informou que o tremor seguido de tsunami deixou ao menos 88 mortos e 349 desaparecidos. Mas a polícia afirmou ter encontrado entre 200 e 300 corpos na cidade de Sendai.

De acordo com o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS), trata-se do maior terremoto já registrado no Japão e o 7° maior da história mundial. O tremor ocorreu às 14h46 do horário local (2h46 de Brasília) e teve epicentro no Oceano Pacífico, a 160 quilômetros da costa. Na quarta-feira, um tremor de 7,3 foi registrado na mesma área.

Já foram registrados mais de 30 tremores secundários no país, a maioria de 6 graus de magnitude. Ondas menores já chegaram a Filipinas, Indonésia e Havaí e um alerta de tsunami está vigente para todo o Oceano Pacífico, incluindo Chile, Canadá, Rússia, Nova Zelândia e toda a costa oeste dos Estados Unidos.

Dezenas de cidades e vilarejos foram afetados pelos tremores, e no norte do país ondas gigantes levaram barcos, casas, carros e pessoas, além de provocar incêndios.

Em Tóquio, os trens e o metrô pararam de circular, milhares de pessoas evacuaram os prédios no centro da cidade e os telefones celulares pararam de funcionar. Pelo menos quatro mil edifícios estão sem energia.

Na cidade de Sendai, a água inundou o aeroporto e as pistas ficaram cheias de carros, caminhões, ônibus e lama.

O Japão ordenou a retirada de milhares de residentes perto de uma usina nuclear na região de Miyagi, depois que o tremor causou um problema no sistema de resfriamento da instalação. Autoridades disseram que não havia vazamento de radiação na usina elétrica No. 1 de Fukushima. A instalação fica na cidade de Onahama, a cerca de 270 quilômetros a nordeste de Tóquio.

Depoimentos

O químico japonês Osamu Tsujimoto, 56 anos, passou por momentos de tensão durante o terremoto. Ele estava na cidade de Kobe quando o edifício da multinacional em que trabalha, a Huntsman, começou a tremer. "O prédio balançava muito, parecia um navio em alto-mar", afirmou ao iG.


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No momento do tremor, a brasileira Kelly Taia, 27 anos, estava em sua casa na cidade de Tsu. Ela mora no Japão há sete anos.

"Foi horrível! Tudo começou a balançar e eu não sabia o que fazer. Estava sozinha em casa com minha filha e fomos para debaixo da mesa.", contou ao iG. Kelly só conseguiu fazer um breve contato com o marido, que está em Ibaraki. “A bateria do notebook dele acabou e desde então não tenho mais notícias. Quero voltar para o Brasil.”

Osamu Akiya, 46 anos, trabalhava em seu escritório em Tóquio no momento do terremoto, que provocou a queda de estantes e computadores, além de rachaduras nas paredes. "Já passei por muitos terremotos, mas nunca senti nada igual a isso", afirmou, em entrevista à agência Associated Press. "Não sei se vou conseguir voltar para casa hoje."

Destruição

Hiroshi Sato, uma autoridade da prefeitura de Iwate, no norte do país, disse que ainda é difícil ter um retrato completo da destruição. "Nós não sabemos o tamanho do prejuízo. As estradas foram muito prejudicadas e até interrompidas por causa do tsunami", explicou.

Em pronunciamento oficial, o primeiro-ministro Naoto Kan afirmou que os estragos são grandes, mas que as usinas nucleares situadas no norte japonês não foram danificadas.

O porta-voz do governo, Yukio Edano, pediu à população para que fique em terrenos altos e evite sair de casa.

Até agora, o mais forte terremoto do Japão tinha acontecido em 1933. Com 8,1 graus de magnitude, o tremor atingiu a região metropolitana de Tóquio e matou mais de 3 mil pessoas. Os tremores de terra são comuns no Japão, um dos países com mais atividades sísmicas do mundo, já que está localizado no chamado "anel de fogo do Pacífico".

O país é atingido por cerca de 20% de todos os terremotos de magnitude superior a 6 que acontecem em todo o planeta.


Fonte: ig.com.br

   
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