Fórum discute questão florestal

EXPODIRETO COTRIJAL 2011

Por Redação em 17/03/2011

   

nao. (Foto: Divulgação)
Fórum discute questão florestal

A Expodireto Cotrijal 2011 promove amanhã (16) debate a respeito do setor de base florestal, com a quarta edição do Fórum Florestal do Rio Grande do Sul. Na programação estão palestras sobre a importância da área para o desenvolvimento da agricultura de baixa emissão de carbono e as políticas públicas que serão executadas em prol do setor e da preservação ambiental. O evento é promovido pela Emater/RS-Ascar, Embrapa Florestas, Sindimate/RS, Ageflor, Famurs, Sindimadeira, Apromate e Cotrijal, a partir das 8h45min no Auditório Central do Parque.

Para o coordenador técnico do programa Florestal RS, Ilvandro Barreto de Melo, o Fórum tem se mostrado uma eficiente ferramenta de aproximação das entidades ligadas ao setor e de promoção do debate a respeito de uma série de questões que terão impacto futuro. “Promovemos a discussão a respeito de temas críticos, como a legalização ambiental e florestal, sistemas agrosilvipastoris e florestais e, principalmente, a consolidação do Programa Florestal”, explica.

O tema Florestas Comerciais é explorado ao longo dos cinco dias da Expodireto em uma das parcelas da Emater/RS-Ascar, onde estão expostos bosques de pinos e eucaliptos, erva mate em sistema agroflorestal, produção de mel em bosque de eucalipto, industrialização de porongo para confecção de cuias e industrialização de bambu chinês e indiano para fabricação de mobiliário, este uma das novidades deste ano do espaço.

Outro tema abordado pela primeira vez nesta parcela é o uso de fornos de produção de carvão vegetal como sistema de coleta de ácido pirolenhoso. Empregado pela primeira vez no município gaúcho de Brochier, este sistema permite o aproveitamento da fumaça obtida com a queima do carvão a partir de sua condensação, para obtenção do ácido. O líquido pode ser empregado na defumação de carnes, retirada de odores de esterqueiras, controle de insetos e de plantas invasoras.

“No sistema comum a fumaça não é aproveitada e ainda polui a atmosfera. O Brochier reduz em até 80% a emissão de fumaça e ainda agrega renda à atividade”, explica Ilvandro, também responsável pela coordenação deste espaço na Feira. Ele frisa ainda que o modelo é considerado de baixo custo, exigindo o investimento de cerca de R$ 1.700 em sua montagem. A cada fornada podem ser queimados quatro metros de lenha, que permitem a produção de 800 quilos de carvão e 40 litros de ácido pirolenhoso. “Com este sistema a produção de carvão se torna uma atividade ambientalmente sustentável”, afirma Ilvandro.

   
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