Fazer tatuagem ou colocar piercing exige mais cuidados que você imagina

Principalmente quem tem problemas dermatológicos deve consultar um médico antes

Por Redação em 21/03/2011

   

nao. (Foto: Guto Kuerten / Agencia RBS)
Fazer tatuagem ou colocar piercing exige mais cuidados que você imagina

O professor Tiago Lacerda Oliveira, 24 anos, há muito quer fazer uma tatuagem. Porém, o desejo sempre foi barrado por um empecilho. Ele sofre de vitiligo e, como qualquer outro problema de pele, necessita cuidado especial na hora de uma intervenção.

— Só discuti com minha dermatologista sobre o tratamento do vitiligo. Agora, pretendo conversar sobre a possibilidade de uma tatuagem. Sei que é uma decisão séria.

As tatuagens, assim como os piercings, deixaram de ser apenas demonstrações de rebeldia, popularizaram-se e saíram dos guetos. Contudo, muita gente ainda acha que basta uma agulha e tinta para gravá-la. A realidade, porém, não é tão simples assim.

— Se vejo uma mancha de nascença, cicatriz, micose ou qualquer alteração na pele, só tatuo com uma autorização do dermatologista. É uma forma de garantir a qualidade do meu trabalho e a saúde do cliente — diz o tatuador Lico.

Há 18 anos no ramo, ele explica que o aval médico é imprescindível, já que a tatuagem pode esconder uma marca de pele com indícios de câncer, por exemplo, se o caso for sério. Lico garante, entretanto, que esse cuidado não é usual entre outros profissionais da área. Segundo ele, 80% dos tatuadores não se preocupam em saber o histórico da pele dos clientes.

A atitude de Lico é celebrada pelos dermatologistas. De acordo com o médico Alexandre Filippo, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, muitas pessoas têm distúrbios de cicatrização que só serão descobertos depois de feito o desenho.

— Nesse caso, deve-se evitar a tatuagem. Pessoas com alergia aos corantes das tintas também. Essas últimas, inclusive, podem até desenvolver uma alergia crônica — alerta.

A cor da pele só é relevante no caso de arrependimento, segundo o médico:

— A pele negra tem mais melanina, o que dificulta a retirada com laser.

Quanto ao vitiligo e quaisquer outros distúrbios de pigmentação, Filippo avisa que é indispensável um teste dermatológico antes da decisão.

— Não é contraindicado, mas o paciente deve conhecer a situação da própria pele.

Furos cuidadosos

O piercing também exige cuidados extras, já que há uma perfuração da pele. Para aqueles que têm algum problema cutâneo, a atenção maior é no momento da cicatrização. Apesar de perfurada, a pele não sofre uma raladura, exigindo um tratamento diferente.

— É uma sutura, limpa e seca e não pode ser cuidada com pomadas ou sprays — explica o body piercer Áter, no ramo há 10 anos.

O profissional, que indica apenas antissépticos naturais, mantém um cadastro com o histórico de saúde de todos os clientes.

— Preciso saber se ele tem algum problema de pele, se é hemofílico. Até quem vai colocar um segundo piercing deve preencher o cadastro de novo.

A intenção do profissional é, justamente, garantir uma cicatrização tranquila.

— Quem já tem alguma restrição raramente quer colocar piercing. O que causa maior transtorno é a falta de cuidados.

Áter entrega sempre um folheto explicativo para os clientes, no qual todas as recomendações são expostas.


Fonte; clicrbs.com.br

   
O Portal ClicSoledade não se responsabiliza pelo uso indevido dos comentários para quaisquer que sejam os fins, feito por qualquer usuário, sendo de inteira responsabilidade desse as eventuais lesões a direito próprio ou de terceiros, causadas ou não por este uso inadequado.

Publicidade