Professores Lêda Loss e Juliano Tonezer lançam livro

Livro “Analfabetismo, Cidadania e Desenvolvimento Humano: um estudo na Região da Serra do Botucaraí” - relata pesquisa realizada em Soledade

Por Redação em 28/03/2011

   

nao. (Foto: Divulgação / UPF)
Professores Lêda Loss e Juliano Tonezer lançam livro

Com a presença de mais de 150 convidados aconteceu, no último dia 25 de março, no auditório do Campus UPF Soledade, o lançamento da obra “Analfabetismo, Cidadania e Desenvolvimento Humano: um estudo na Região da Serra do Botucaraí”, organizado pelos professores Ms. Maria Lêda Lóss dos Santos e Dr. Juliano Tonezer da Silva e com a participação dos soledadenses Prof. Ms. Nery Auler, Ms. Mariane Silveira, Ms. Vitor Malaggi, além de convidados como a Prof. Dra Solange Longhi, Prof. Ms. Selina Dal Moro, Esp. Carlos Artur Hauschild, Prof. Dr. Adriano Teixeira e Dr. Jorge Rivas (Uruguai).

A obra, escrita a partir dos estudos e pesquisas do Núcleo de Pesquisa Botucaraí, do Campus Soledade, ligado ao Grupo GEU/UPF, apresenta discussões importantes para a região em termos de educação e desenvolvimento humano e tem a participação de Pesquisadores de diferentes áreas: Informática, Direito, História/Arquitetura, Educação e Letras que percorreram 17 municípios da região, coletando dados e entrevistas com gestores municipais e sujeitos adultos analfabetos e em fase de alfabetização.

Tanto o trabalho de pesquisa, quanto a publicação do livro foi financiado pelo do Centro de Cooperación Regional para la Educación de Adultos en América Latina y el Caribe – CREFAL, com sede na Cidade do México, contando com a logística e a destinação de horas de pesquisa da UPF. O apoio financeiro, pedagógico e institucional dessas instituições, viabilizou a aquisição de livros, de computadores, as viagens aos diferentes municípios, a remuneração de bolsistas de iniciação científica e a impressão dos exemplares que foram distribuídos gratuitamente aos presentes ao evento e que estão sendo encaminhados às Bibliotecas dos municípios envolvidos.

A obra aponta algumas questões de interesse para todos os segmentos sociais, tais sejam: persiste uma forma de silêncio na sociedade letrada: o silêncio do analfabetismo; segmentos sociais, políticos, econômicos e até educacionais, muitas vezes ignoram as vozes dos não letrados e por isso existem “vozes que não são ouvidas”; há a presença na sociedade brasileira de um “triste paradoxo”, ou seja, a existência de analfabetos absolutos, analfabetos funcionais, convivendo em desigualdade em um mesmo espaço da sociedade letrada e altamente tecnológica; o alfabetismo digital é uma questão que se apresenta e desafia adultos alfabetizados ou não e transcende a questão do alfabetismo das letras, sendo uma demanda urgente e concreta para todas as idades; a restrição financeira dificulta aos municípios darem conta de seus problemas cruciais, como o analfabetismo, a educação, as questões de saúde pública, o desenvolvimento social, entre outros, ficando na dependência de recursos da União e do Estado; as políticas de Educação de Adultos são descontínuas e desconectadas. A frustração pela descontinuidade atinge sobremaneira os próprios sujeitos analfabetos que se veem frente a novos percalços na sua escolarização, enfrentando novos fracassos; na sociedade letrada, alfabetização e cidadania são indissociáveis e ambas são importantes para a construção de sujeitos autônomos, críticos, criativos e atuantes, capazes de interferir para que se tenha um mundo mais justo e feliz. Compreender a relação inerente a estes dois conceitos constitui um ponto de debate necessário para a superação das dificuldades que aflige a Região do Botucaraí.

Em seu pronunciamento, a Prof. Maria Lêda afirmou que a obra é também uma manifestação de amor por, Soledade, que completa 136 anos de emancipação político-administrativa e que os levou a estudar com muita preocupação e responsabilidade um de seus grandes problemas, tentando visualizar soluções para o mesmo.

A Prof. Dra. Solange Longhi e a Prof. Dra. Eliara Levinsky, Diretora da Faed/UPF e o Prof. Ms. Idioney Vieira, Diretor do Campus Soledade, pronunciaram-se reafirmando a importância da obra para a região e para os estudos acadêmicos da UPF.

   
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